29 abril, 2020

A esquerda está em pânico que a pandemia incentive a educação escolar em casa


A esquerda está em pânico que a pandemia incentive a educação escolar em casa

Não aceita ter pais ensinando os filhos a pensar por si mesmos agora

Mark Tapson
Uma das consequências sociais e políticas mais significativas da pandemia do coronavírus é o fato de que incontáveis pais americanos de crianças matriculadas em escolas públicas de repente se veem diante da perspectiva tremenda de ter de dar a essas crianças educação escolar em casa por um período indeterminado de tempo. Quando a normalidade voltar, a maioria das famílias que, por várias razões, não pode ou não quer continuar dando educação escolar em casa, simplesmente voltarão ao seu antigo ritmo e a escolaridade será retomada como antes. Mas muitos pais podem se sentir esclarecidos e empolgados com os benefícios da educação escolar em casa e como ela realmente funciona, em oposição aos equívocos comuns, que geralmente são pejorativos. É uma possibilidade que as elites esquerdistas seculares da educação não tolerarão.
Décadas atrás, ativistas progressistas perceberam que a melhor maneira de provocar uma revolução era não através de ataques abertos às instituições e classes dominantes, mas através da subversão de dentro de suas estruturas — em particular a esfera da educação. Afinal, as crianças são o futuro e, portanto, a maneira mais segura e direta de moldar o futuro é moldar mentes jovens impressionáveis, que são uma audiência cativa para a doutrina da justiça social progressiva. É por isso que terroristas domésticos como o escritor fantasma de Barack Obama, Bill Ayres, e sua (literal) parceira de crime Bernardine Dohrn abandonaram a fabricação de bombas em favor do movimento subversivo Weather Underground e se tornaram educadores respeitados e credenciados trabalhando principalmente com crianças (Ayres obteve dois mestrados em Educação Infantil e doutorado em Currículo e Instrução; a professora de direito Bernardine é um dos fundadores do Centro de Justiça para Crianças e Famílias da Faculdade de Direito da Universidade Northwestern).
A esquerda secular tem pavor de perder o controle dos filhos dos Estados Unidos para os pais que educam em casa, os quais tendem a ser (mas nem sempre) conservadores e muitas vezes religiosos. A esquerda secular também se ressente da noção de controle dos pais; afinal de contas, como Melissa Harris-Perry, ex-apresentadora do canal televisivo MSNBC, disse de maneira franca em uma propaganda desse canal há vários anos: “Temos de romper com nosso tipo de ideia particular de que as crianças pertencem aos pais ou que pertencem às suas famílias e reconhecermos que as crianças pertencem a comunidades inteiras.” Melissa também era um educadora universitária. À luz dos acontecimentos devido à pandemia, a esquerda está se preparando para reprimir qualquer aumento do interesse pela educação escolar em casa.
Um exemplo da ofensiva da esquerda contra os educadores em casa: o jornal Daily Caller informou que, em junho, a Faculdade de Direito de Harvard realizará uma “cúpula de homeschooling (educação escolar em casa)” apenas para convidados, para discutir os “problemas de privação educacional e maus-tratos na infância, que muitas vezes ocorrem sob o disfarce de educação escolar em casa, em um ambiente legal de pouca ou nenhuma supervisão.” O evento, que apresentará palestrantes de políticas de educação e bem-estar infantil, além de acadêmicos, ativistas de políticas e legisladores, é patrocinado pelo Programa de Defesa Infantil da Faculdade de Direito de Harvard, em cooperação com a Academia sobre Violência e Abuso, a Sociedade Profissional Americana sobre Abuso de Crianças, o Instituto de Serviços Humanos, a Fundação da Criança Abandonada de Nova Iorque, o Instituto de Declaração de Direitos William & Mary e o Projeto de Abuso Zero. Observe quantas dessas organizações se concentram no abuso infantil. Isso ocorre porque os pais que dão educação escolar em casa são muitas vezes demonizados como agressores de seus próprios filhos, a fim de justificar a invasão do governo — oops, quero dizer “supervisão” — em casas particulares.
Entre os palestrantes em destaque está Elizabeth Bartholet, da Faculdade de Direito de Harvard, co-organizadora do evento, que escreveu extensivamente sobre o “fenômeno da educação escolar em casa em rápido crescimento,” a qual ela considera uma “ameaça” para “as crianças e a sociedade.” Seu artigo de junho de 2019, “Educação Escolar em Casa: Absolutismo dos Direitos dos Pais versus Direitos da Criança à Educação e Proteção,” é um material de leitura recomendado para o evento. O resumo desse artigo diz: “Este artigo pede uma transformação radical no regime de educação escolar em casa e um repensar relacionado dos direitos da criança e reformulação da doutrina constitucional. Ele recomenda uma proibição especulativa da educação escolar em casa, com o ônus dos pais de demonstrar justificativa para a permissão para dar educação escolar em casa” [grifo nosso]. Veja isso de novo: a proibição da educação escolar em casa, com os pais forçados a pedir permissão do governo para dar educação escolar em casa para seus próprios filhos.
No artigo, ela afirma que “a sociedade perde” quando os pais dão aos filhos educação escolar em casda e as crianças educadas dessa forma não recebem as “habilidades necessárias para participar produtivamente da sociedade como adultos através do emprego” e crescerão “alienadas da sociedade, ignorando as visões e valores diferentes de seus pais.” Isso é absolutamente falso. Pelo contrário, os americanos estão mais conscientes do que nunca agora de que é o nosso desastroso sistema de escolas públicas que produz em abundância alunos ignorantes de sua própria história e alienados de seus pais, seu país, sua cultura e seu Deus. Nosso sistema escolar, do período pré-K até a pós-graduação, passou da transferência de conhecimentos e experiência de vida para as crianças, para doutriná-las em uma agenda de justiça social que demoniza outros pontos de vista e até a própria cultura ocidental como repleta de intolerância, fanatismo, racismo e exploração capitalista. .
Bartholet afirma que “muitos” (quantos são “muitos”?) pais que ministram educação escolar em casa “promovem a segregação racial e a submissão feminina” e ensinam seus filhos a — oh, que horror, né? — “questionar a ciência.” (Quando os progressistas usam a frase “questionam a ciência,” o que eles querem dizer é que ninguém deve questionar a politização esquerdista da ciência. Eles veem a ciência não como um método de observação e investigação, mas como um sistema de crenças que é blasfêmia “negar,” pelo menos quando suas conclusões estão de acordo com sua agenda. Os esquerdistas ficam perfeitamente à vontade em negar a ciência — a biologia básica, por exemplo — quando não atende às suas necessidades políticas.)
Bartholet continua a difamar os pais e alunos envolvidos na educação escolar em casa: “Alguns pais que ministram educação escolar em casa são ideólogos religiosos extremistas que vivem em isolamento quase total e mantêm opiniões em sério conflito com as opiniões geralmente consideradas centrais em nossa sociedade. Por exemplo, alguns acreditam que as mulheres devem ser totalmente submissas aos homens e educadas para promover tal submissão,” diz o artigo dela.
Outro palestrante e co-organizador é o Prof. James Dwyer, da Faculdade de Direito da Universidade William and Mary, que argumentou em seu livro de 2001, Escolas Religiosas Versus Direitos da Criança, que “as escolas cristãs e católicas fundamentalistas podem ser prejudiciais às crianças,” através da “restrição excessiva das liberdades básicas das crianças, sufocando o desenvolvimento intelectual e instilando atitudes dogmáticas e intolerantes,” bem como instilando “culpa e repressão excessivas.” As meninas principalmente correm o risco de adquirir auto-estima reduzida, diz o resumo do livro. Ele argumenta que a política do Estado deve se concentrar no que é melhor para as crianças “de uma perspectiva secular.” Porque as elites esquerdistas, e não os pais, sabem o que é melhor para nossos filhos.
Um terceiro palestrante é Robert Kunzman, professor associado da Faculdade de Educação da Universidade de Indiana e autor do livro Escreva Estas Leis em Seus Filhos: Dentro do Mundo Cristão Conservador da Educação Escolar em Casa, que também defende uma perspectiva secular na educação e na “regulamentação” governamental da educação escolar em casa.
Minha esposa e eu somos cristãos conservadores e educamos em casa nossos filhos pequenos desde o primeiro dia. Pretendemos continuar fazendo isso até o nível da faculdade, se necessário. Por quê? Porque, como observei, o sistema educacional dominado pela esquerda de cima até embaixo é uma mistura tóxica de incompetência, doutrinação política, indiferença burocrática e crescente anarquia entre os próprios estudantes, pois as autoridades escolares se recusam a disciplinar certos grupos demográficos. Ensinamos em casa porque os estudos mostram que as crianças educadas em casa são mais bem instruídas, mais socializadas e se comportam melhor do que seus colegas de escola pública. Ensinamos em casa porque fortalece os laços dentro de nossa família e entre nossa comunidade de educadores de casa com idéias semelhantes. Ensinamos em casa porque queremos o melhor para nossos filhos e para o nosso país. Nós, como educadores e políticos esquerdistas querem que você acredite, não acorrentamos nossos filhos no porão, não batemos neles por não memorizarem o Antigo Testamento, e não os fazemos saudar a bandeira confederada. Nós os ensinamos a pensar e a ler de maneira ampla e crítica. Ensinamos a eles que a ciência é um processo contínuo, não um dogma. Ensinamos a eles habilidades para a vida. Transmitimos nossos valores judaico-cristãos, que construíram a maior, mais livre e mais tolerante civilização da história humana. Nós os ensinamos a apreciar nossa cultura, nosso país e nosso Deus. Estamos criando patriotas americanos livres e fazemos parte de um número crescente de pais americanos fazendo o mesmo. À medida que a pandemia do coronavírus introduz ainda mais pais nessa opção, observe os marxistas culturais intolerantes da esquerda exercerem todo o poder e ódio que podem reunir para nos suprimir.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista FrontPage: The Left is Panicking That the Pandemic Will Encourage Homeschooling
Leitura recomendada sobre educação escolar em casa:

16 julho, 2019

MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação


MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação

Julio Severo
O Ministério da Educação (MEC) deletou de sua conta oficial no Twitter posts de uma campanha de astrologia que mostrava quem é “o estudante de cada signo,” publicados em 14 de julho de 2019.
Nas 12 imagens, uma para cada signo, o MEC tentou criar uma relação entre o perfil do aluno e as características traçadas a partir da interpretação do zodíaco. Contudo, a repercussão da campanha de astrologia na internet enfrentou críticas de internautas sobre a razão do MEC de apresentar de forma tão favorável a astrologia, que baseia a leitura do presente e do futuro pela observação dos astros no espaço sideral. As imagens polêmicas foram apagadas um dia depois.
Além de unir horóscopo aos estudos, o MEC incentivou os estudantes a envolverem outros alunos em sua campanha de astrologia. Num dos posts sobre o signo de Aquário, o MEC perguntou: “Quem é você no horóscopo do estudo? Aproveite e marque seus amigos!”
Para o signo de Virgem, o MEC disse que os “astros da educação” indicam uma personalidade voltada para a organização, com estudos planejados de acordo com os dias da semana.
A campanha de astrologia do MEC foi criticada por diferentes internautas que a associaram a Olavo de Carvalho, considerado o Rasputin do Presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da educação Abraham Weintraub, que é adepto de Olavo. Algumas das críticas:
“É capaz dessa bobagem cair no Enem.”
“Estudo tem horóscopo? Acho que isso é coisa butada pelo horóscopologo que mora nos EUA. Uma pena o ministério da educação ter feito essa opção.”
“Que lixo é este? Aquele charlatão quer tornar nossas crianças e estudantes em ocultistas? @PastorMalafaia é este governo que a bancada evangélica esta dando apoio?”
“Parem com essa pseudociência, valorizem a ciência nacional.”
“Astrologia e signos são a total negação da ciência. Então, acho totalmente incoerente o Ministério da Educação publicar algo relacionado a isso.”
Embora Olavo de Carvalho negue envolvimento hoje com astrologia e muitas vezes esconda seu passado e livros sobre astrologia, tudo o que ele toca se torna astrológico.
O Ministério da Educação, que ineditamente promoveu essa escandalosa campanha de astrologia, é dirigido “coincidentemente” por um adepto de Carvalho.
Em 2017, houve o caso igualmente escandaloso de uma professora evangélica que, sem o consentimento e conhecimento dos pais, dava doutrinação astrológica aos alunos, ensinando-os a fazer mapas astrais. Normalmente, nenhum evangélico se envolve com astrologia, muito menos para impô-la em alunos contra a vontade dos pais. Mas a professora em questão, Ana Caroline Campagnolo, é adepta de Carvalho.
Além de negar ou esconder suas questões astrológicas, outro subterfúgio que Carvalho usa para desconversar suas conexões astrológicas é acusar os outros do que ele faz. Mais cedo neste ano, ao ser chamado de astrólogo por Silas Malafaia, o maior televangelista do Brasil, Carvalho rebateu dizendo que Lutero e seu assistente Philip Melanchthon criam muito mais em astrologia do que ele crê.
Foi uma evasiva estratégica, facilmente refutada por mim neste artigo: “Olavo de Carvalho acusa que Philip Melanchthon era astrólogo maior que ele.”
Entretanto, ele negando ou não, os frutos sempre aparecem através dos próprios alunos dele, seja uma professora em sala de aula ou um ministro da Educação.
Com informações do próprio MEC e de O Globo.
Leitura recomendada:

13 julho, 2019

Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos é pressionado a deixar que conselhos tutelares continuem perseguindo famílias cristãs conservadoras que dão aos filhos educação escolar em casa


Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos é pressionado a deixar que conselhos tutelares continuem perseguindo famílias cristãs conservadoras que dão aos filhos educação escolar em casa

Julio Severo
Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos orientou os conselheiros tutelares a não tratar criminalmente famílias cristãs conservadoras que dão educação escolar em casa aos filhos enquadrando-as em casos de abandono intelectual. A orientação é inédita porque sob o comando do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), lei socialista que segue as diretrizes globalistas da Convenção da ONU dos Direitos da Criança, os conselhos tutelares têm um longo histórico de perseguição às famílias cristãs conservadoras que educam os filhos em casa — prática educativa muito comum nos EUA e até na Rússia.
Damares Alves
A Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), insatisfeita que as famílias educadoras no lar não seguem as diretrizes socialistas do ECA, exigiu que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, revogue imediatamente uma orientação sobre educação domiciliar enviada aos conselhos tutelares do país.
A causa da revolta da PFDC é que Damares orientou os conselheiros não perseguirem crianças e adolescentes adeptos da educação escolar em casa, enquadrando seus pais no crime de abandono intelectual.
A educação escolar em casa é uma modalidade de ensino em que pais assumem o processo de aprendizagem das crianças fora do ambiente escolar, onde há péssima sociabilização, com uso de drogas, violência e sexo desenfreado.
Embora o Brasil seja conhecido por seu grande número de crianças abandonadas, os conselhos tutelares adquiriram com o passar dos anos péssima fama ao não focar nessas crianças em situação de risco, mas ao focar em crianças educadas por famílias conservadoras pelo método de ensino doméstico.
Mais recentemente, houve o escândalo, envolvendo conselhos tutelares, em que duas lésbicas mutilaram, deceparam o pênis e degolaram um menino de 9 anos, que elas queriam transformar em menina. Embora o pai da vítima tenha pedido socorro ao conselho tutelar contra as lésbicas, não houve providências durante vários anos, culminando no crime hediondo.
Então, num caso em que a ação dos conselhos tutelares era necessária e urgente — um menino nas mãos de duas lésbicas sádicas —, os conselhos tutelares não agiram. Mas em milhares de casos de famílias cristãs conservadoras que cuidam muito bem de seus filhos e os educam em casa, os conselhos tutelares agem com máxima violência psicológica e legal, pressionando, ameaçando, intimando e horrorizando famílias.
Mas o que esperar do ECA, uma lei socialista? Os horrores dos conselhos tutelares, cuja omissão facilita a violência homossexual contra crianças e cuja intromissão traumatiza famílias cristãs conservadoras que educam os filhos em casa, são frutos de sua natureza socialista.
Em sua campanha eleitoral em 2018, Jair Bolsonaro disse que o ECA deveria ser rasgado e jogado na latrina. Enquanto isso não acontecer, famílias cristãs conservadoras vão continuar sofrendo os abusos e desmandos dos conselhos tutelares e predadores homossexuais vão continuar abusando e até matando suas vítimas inocentes.
Se o ECA não for rasgado e jogado na latrina, o máximo que dá para alguém bem-intencionado como Damares fazer é amenizar seus efeitos maléficos, especialmente a obsessão dos conselhos tutelares em perseguir famílias cristãs conservadoras.
Com informações do G1.
Leitura recomendada:

01 junho, 2019

Ministério da Educação é fundamental para Bolsonaro, mas ele confessou que escolheu cegamente ministro desastroso da Educação por influência de Rasputin


Ministério da Educação é fundamental para Bolsonaro, mas ele confessou que escolheu cegamente ministro desastroso da Educação por influência de Rasputin

Julio Severo
Apesar de dizer que o MEC é fundamental, o Presidente Jair Bolsonaro confessou à revista Veja que a escolha do ministro da Educação Ricardo Vélez foi feita no escuro, sem nenhuma triagem e sem nenhuma consideração técnica:
“Errei no começo quando indiquei Ricardo Vélez como ministro. Foi uma indicação do Olavo de Carvalho? Foi, não vou negar. Ele teve interesse, é boa pessoa. Depois liguei para ele: ‘Olavo, você conhecia o Vélez de onde?’. ‘Ah, de publicações.’ ‘Pô, Olavo, você namorou pela internet?’ disse a ele.”
Bolsonaro admitiu para a revista Veja que a nomeação de Vélez foi um erro. Na verdade, foi um fracasso monumental que poderia ter sido facilmente evitado se Bolsonaro, em vez de fazer escolhas numa dependência cega e submissa a um homem apelidado de “Rasputin de Bolsonaro,” tivesse aplicado em primeiro lugar requisitos técnicos profissionais e éticos.
Quem é que não viu que Vélez foi um fracasso? Demorou para Bolsonaro ver o que todos já estavam vendo.
Bolsonaro confiou, no escuro, na indicação de Olavo de Carvalho, o tal Rasputin. Por sua vez, Rasputin se esquivou, como é seu hábito, de assumir qualquer responsabilidade pelo fracasso, respondendo evasivamente para Bolsonaro que conheceu Vélez somente através de publicações. Ele só assume glórias — de outros. Fracassos pessoais? Ele não assume nenhum.
Eu também conheço Vélez por publicações. Li posts do blog dele de anos. O que vi? Um homem contra o PT. Mas mais que isso. Vi sem nenhuma dificuldade um homem elogiando a esquerdista Hillary Clinton e fazendo críticas e oposição a Donald Trump.
Tais posturas radicais não estão nas entrelinhas. Estão em vários artigos de Vélez, inclusive bem à vista nos próprios títulos. Até um míope crônico conseguiria ler.
Até eu, que sou um mero escritor evangélico conservador sem nenhuma pretensão de ser o maior filósofo do Brasil, sabia que Vélez era despreparado. Em novembro de 2018, mais de um mês antes de sua posse, alertei publicamente que Vélez não estava em condições de ser ministro da Educação. Alertei neste artigo: “Novo ministro da Educação: hostil ao socialismo e Trump, amistoso com Bolsonaro e Hillary.”
Se Bolsonaro tivesse lido o blog de Vélez, ele teria visto tudinho. Mas ele não se deu ao trabalho de ler, e isso lhe deu imensa dor de cabeça. Confiar no escuro em oportunistas dá dor de cabeça. Chamo Rasputin de oportunista porque ele tem perfil semelhante ao perfil de Steve Bannon — que poderíamos chamar de versão americana de Olavo de Carvalho —, que Trump expulsou da Casa Branca por oportunismo.
Se Bolsonaro tivesse lido meu blog, ele teria se poupado de muitos problemas no Ministério da Educação. Mas ele preferiu confiar no escuro em Rasputin. E deu no que deu.
Rasputin se gaba de ser um homem de filosofia, letras e cultura. Ele se gaba de ler muito e de entender melhor do que todos os outros. Ele se gaba também de ver perigos antes de qualquer um. Sendo assim, no padrão dele, se até eu, um mero leitor mortal, vi, como é que ele não viu o Vélez claramente pró-Hillary e contra Trump? Como é que ele não enxergou que isso era um prenúncio de fracasso e desastre — que de fato acabaram acontecendo?
E mesmo assim Rasputin indicou Vélez para Bolsonaro, trazendo como consequência imenso prejuízo ao Brasil por causa da falta de responsabilidade de quem indicou e de quem aceitou cegamente a indicação.
Para quem se julga o mestre máximo da cultura e filosofia, a indicação fracassada dele no Ministério da Educação é prova de que ele não entende tanto quanto alega entender. De doutrinação, ele entende bastante. De manipulação de um presidente e seus filhos, ele entende enormemente, pois só um presidente manipulado, depois de ver com os próprios olhos o fracasso escancarado de Rasputin para o Ministério da Educação, logo em seguida lhe concede a condecoração mais elevada do governo brasileiro.
Só no Brasil desastre e fracasso rendem condecoração. Parece que quanto maior o fracasso, maior é a condecoração. E foi o que aconteceu no caso de Rasputin: Saiu da própria confusão criada por ele ileso, impune e fartamente premiado.
Só um cego daria tal condecoração. Só um manipulado faria isso. E ele fez mais que isso: para tentar remediar o estrago da indicação de Rasputin, Bolsonaro nomeia outra indicação de Rasputin, conforme mostrado no meu artigo “Ministro da Educação Abraham Weintraub e seu socialismo de direita ou estatismo de direita”. Talvez ele tenha feito isso para provar, sem a menor sombra de dúvida, que ele está apaixonado por Rasputin — fato plenamente observável que dispensa atestado científico.
Tenho de confessar que votei num cego e manipulado e agora tenho a obrigação de orar e cobrar dele todos os dias de seu governo, até que ele consiga se libertar desse estado deplorável de cegueira e manipulação.
Quando ele deixar esse estado, ele vai dizer surpreso consigo mesmo:
“Confiei cegamente no cara. Nomeei o homem indicado por ele, e foi um desastre para o Ministério da Educação, que é tão importante para mim e para o Brasil. Foi um desastre para meu governo e para o Brasil. E depois recompenso o desastre dando a maior condecoração para o cara responsável por tudo isso? Meu Deus, onde é que eu estava com a cabeça para fazer isso?”
Com informações do Antagonista.
Leitura recomendada:

02 maio, 2019

Ministro da Educação Abraham Weintraub e seu socialismo de direita ou estatismo de direita


Ministro da Educação Abraham Weintraub e seu socialismo de direita ou estatismo de direita

Julio Severo
O novo ministro da Educação Abraham Weintraub prometeu que no governo Bolsonaro haverá muito mais creches do que no governo Lula e Dilma.
Ele disse: “Nosso plano de governo prevê a educação básica como prioridade e é isto que vamos seguir. Mais creches e mais crianças alfabetizadas.”
O conceito de creche — de afastar a criança da mãe o mais cedo possível — é um conceito adotado, defendido e amplamente praticado no socialismo.
Quando eu ouvia Lula e Dilma falando de ampliar o número de creches — de afastar as crianças de suas mães —, eu buscava alertar. Com Lula e Dilma, o Brasil teve um grande e horroroso aumento no número de creches.
Contudo, eu esperava de um governo suspostamente direitista que houvesse incentivos para as mães ficarem com seus filhos em casa para cuidar deles e educá-los. Por isso, foi uma surpresa total ler que Weintraub pretende aumentar mais ainda o que Lula e Dilma já haviam aumentado.
Nos governos Lula e Dilma, aumentar o número de creches representava a implementação de um ideal socialista. Para Weintraub e o governo Bolsonaro, que se julgam direitistas, aumentar creches significa o quê? Socialismo de direita? Estatismo de direita? Sem mencionar que todos os tipos de abuso, inclusive sexual, acontecem em creches.
Votei em Bolsonaro para, por exemplo, eliminar a lei de Lula que obriga crianças de 4 anos a ir para a escola. Ao fazer essa lei, Lula anunciou que ele estava usando o modelo da China comunista. Mas nem Weintraub nem o governo Bolsonaro disseram que vão eliminar essa lei comunista.
No caso de Weintraub, é uma questão ainda mais problemática porque ele tem sido apresentado pela mídia como um homem que detesta o socialismo. Ele disse: “O socialista é a Aids; e o comunista, a doença oportunista.”
Para um homem que detesta o socialismo, qualquer iniciativa de afastar ainda mais as crianças de suas mães seria vista como “AIDS ou doença oportunista.”
O direitista genuinamente contra o socialismo faria exatamente o contrário de um socialista: Implementaria iniciativas para aproximar e solidificar o contato entre crianças e pais.
A escritora americana Mary Pride, que é líder do movimento de educação escolar em casa nos Estados Unidos, citou que Platão, ao apresentar a sociedade socialista ideal, disse:
“Na sociedade ideal… não há papel doméstico como o da dona-de-casa. Já que a ‘procriação planejada’ e AS CRECHES reduzem ao mínimo a imprevisibilidade da gravidez e o tempo que as mães são obrigadas a gastar na gravidez e na criação dos filhos, o papel delas como mães não mais é algo que necessite tempo integral. Portanto, as mulheres não poderão mais ser definidas em seus papéis tradicionais.” (De Volta Ao Lar.)
A Federação Internacional de Planejamento Familiar, que é a maior organização de aborto do mundo e tem o apoio da ONU, propôs as seguintes estratégias para reduzir o tamanho da população mundial e para que os casais tenham menos filhos: Aumento do homossexualismo; estabelecimento de creches; leis que levem as mulheres a trabalhar fora.
Tudo isso é socialismo. Tenho tido, há mais de 30 anos, facilidade para identificar essas e outras estratégias socialistas porque tive uma excelente formação conservadora. Leio livros conservadores evangélicos americanos (em defesa do homeschooling, da Bíblia, de Reagan e contra o comunismo) desde a década de 1980.
Por que então Abraham Weintraub não conseguiu identificar que aumentar o número de creches significa aumentar o poder do socialismo? Qual é a formação dele? O site Intercept classifica Weintraub como “um discípulo de Olavo.” Essa formação parece lhe ter dado pouca visão de como identificar o socialismo na prática.
Aliás, ele não foi nomeado como ministro da Educação por ter experiência nessa área, mas porque ele é discípulo de Carvalho e porque o Presidente Jair Bolsonaro, em quem votei, escolheu Carvalho como seu Rasputin pessoal. Seguir o Rasputin tem trazido alguns desastres governamentais. Primeiramente, por indicação de Carvalho, Bolsonaro informou em novembro do ano passado que nomearia Ricardo Vélez como ministro da Educação.
Na época, avisei que Vélez tinha estranhas opiniões, inclusive que ele era contra Trump e apoiava Hillary Clinton. Vélez encheu o ministério da Educação de confusões e caos, especialmente depois de contratar adeptos do Rasputin. A consequência foi que Vélez durou apenas três meses no cargo. Foi demitido por incompetência.
Bolsonaro parece não ter aprendido nada com esse desastre. Agora, ele nomeou um anticomunista que adora creches comunistas. É uma contradição caótica.
Bolsonaro adora Olavo e seus adeptos. O ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro, também discípulo de Carvalho, é adepto do ocultista islâmico René Guénon e seu discípulo mais importante, Julius Evola, cujas ideias inspiraram o nazismo e o fascismo. Carvalho e Steve Bannon, que são aliados, também são adeptos de Guénon.
O raciocínio de Bolsonaro parece ser: Se um olavista no ministério da Educação provocou desastres, traga outro olavista para tentar tudo de novo.
E o raciocínio de Weintraub parece ser: Se os socialistas Lula e Dilma fizeram creches socialistas para doutrinar crianças no socialismo, eu vou fazer mais creches socialistas de direita para doutrinar crianças no socialismo de direita.
Leitura recomendada: