06 Julho, 2009

Mobilização urgente: educação escolar em casa

Mobilização urgente: educação escolar em casa

Estimados amigos

Sua mobilização é muito importante. Dias atrás, falei-lhes sobre o PL-3518/2008, projeto de lei que dá amparo legal para a educação escolar em casa no Brasil. Para quem não conhece esse método internacionalmente reconhecido, é só acessar meu blog Escola Em Casa: http://www.escolaemcasa.blogspot.com/

O PL-3518/2008 está na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. A maioria esmagadora dos membros dessa comissão é do PT, PSB e outros partidos socialistas.

A relatora do projeto, a Dep. Bel Mesquita, deu parecer rejeitando a educação em casa. Com esse parecer negativo, ela já quer mandar o projeto para votação, o que seria um desastre. O único modo de evitar a votação prematura é mandar o projeto para debates.

Se não houver uma mobilização, a votação será feita e o projeto morrerá. Para que não morra, o Dep. Lobbe Netto apresentou Requerimento 250/2009 CEC (que se encontra no final deste email) a fim de que o projeto passe por debates, em vez de ser engavetado e exterminado.

Contudo, o requerimento, que poderá salvar o projeto de uma votação exterminadora, depende da aprovação dos outros deputados da Comissão de Educação e Cultura, cuja presidência está nas mãos da Dep. Maria do Rosário, do PT. Rosário é a mesma deputada autora de um projeto de lei que proíbe os pais de disciplinar os filhos. Para ver mais informações sobre as ataques de Rosário contra os direitos de os pais disciplinarem os filhos, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/search?q=Ros%C3%A1rio

O que você deve fazer?

Escrever a todos os deputados da Comissão de Educação e Cultura pedindo que aprovem o requerimento do Dep. Lobbe Netto. Os emails e telefones de todos os deputados membros dessa comissão estão no final deste email.

O que você deve dizer aos deputados?

Peça-lhes que aprovem o Requerimento 250/2009 CEC, do Dep. Lobbe Netto. Explique-lhes a importância de debater a educação em casa na Câmara dos Deputados e do PL-3518/2008. Peça-lhes que não votem pelo projeto sem que haja primeiro uma ampla discussão.

O que mais você pode fazer?

Orar a Deus. A maioria dos membros da Comissão de Educação e Cultura são socialistas, prontos para “atirar primeiro e fazer perguntas depois”.

Para entender o projeto de educação em casa e sua importância, veja matéria abaixo.

Conto com sua ação e mbobilização.

Julio Severo

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URGENTE! Projeto de educação em casa em perigo no Congresso Nacional

Deputada da base do governo Lula quer a rejeição da educação escolar em casa no Brasil

Julio Severo

A Dep. Bel Mesquita, relatora do projeto PL-3518/2008, apresentou parecer rejeitando a educação escolar em casa no Brasil. Sem uma mobilização urgente da população católica e evangélica, famílias perderão um importante direito natural.

O PL-3518/2008, que havia sido originalmente introduzido pelo deputado evangélico Henrique Afonso e pelo deputado católico Miguel Martini, tem como objetivo devolver às famílias brasileiras seu direito natural de atuar diretamente na educação dos próprios filhos.

O direito de educar os filhos em casa não é estranho à cultura brasileira, tendo sido presente nas Constituições do Brasil até 1988, quando constituintes socialistas, na elaboração da Constituição de 1988, conseguiram exterminar da realidade brasileira a liberdade educacional que sempre existiu. No lugar, impuseram na Constituição de 1988 freqüência obrigatória ao estabelecimento escolar, como se a mera presença do aluno em instituição de ensino fosse sinônimo de educação. Se fosse assim, a mera presença de uma pessoa numa garagem a tornaria automaticamente um carro!

Contudo, a atual realidade brasileira, com uma educação estatal decadente e precária, prova o que a falta de liberdade educacional e a burocracia estatal provocam.

Mesmo assim, a mentalidade socialista impõe a burocracia e rejeita a liberdade. É dentro dessa mentalidade que a Dep. Bel Mesquita, do PMDB aliado do governo Lula, apresentou parecer rejeitando o projeto de lei que procura devolver aos pais o controle sobre a educação de seus filhos.

Enquanto o governo, que está fracassando na educação das crianças, está empenhado em derrotar o único esforço parlamentar em defesa de pais aptos que querem educar os próprios filhos, famílias sofrem o peso da injustiça estatal.

Em Minas Gerais, o casal Cleber e Bernadeth Nunes, que educam os filhos em casa, foi submetido à perseguição legal envolvendo o Ministério Público e o Conselho Tutelar. Posteriormente, o juiz exigiu uma avaliação educacional dos filhos dos Nunes. Quando a avaliação, feita por meio de provas rigorosas preparadas por professores do governo, resultou na aprovação dos meninos, a resposta estatal, em vez de reconhecer a competência da educação em casa e cessar toda hostilidade governamental contra uma família inocente, foi endurecer-se contra ela.

Em 2001, no famoso caso da família Vilhena, que lutou muito para recuperar seu direito de educar os filhos em casa, o STJ chegou estupidamente a declarar que “os filhos não pertencem aos pais”. Não muito diferente do nazismo e do comunismo, que igualmente reconheciam que “os filhos não pertencem aos pais”. Daí, nem o nazismo nem o comunismo permitiam “interferência” dos pais no “direito exclusivo” de o Estado determinar e controlar a educação das crianças. Por pura coincidência, a mentalidade marxista é dominante na educação pública brasileira.

Se não conseguirmos resgatar para as famílias brasileiras a liberdade de educar os próprios filhos, restará apenas o “direito exclusivo” de o Estado determinar e controlar a educação das crianças. O resultado? Olhe para a história e veja a sociedade nazista e comunista, ideologicamente controladas desde as escolas, onde a educação das crianças era prerrogativa exclusivamente estatal. Precisamos repetir os erros deles?

Criam-se no Brasil direitos que não deveriam existir, com inúmeros projetos de lei para garantir permissões e privilégios à sodomia e ao aborto, porém tira-se das famílias naturais seus direitos naturais. O único projeto de lei de educação em casa no Congresso Nacional está sob ameaça de morrer, por oposição dos aliados do governo Lula.

Enquanto a bancada evangélica anda ocupadíssima tentando aprovar o ridículo e desnecessário Dia do Evangélico, um projeto necessário e fundamental para as famílias precisa urgentemente de apoio e envolvimento. Sem uma ação imediata da sociedade, inclusive fazendo pressão sobre os deputados, prevalecerá um parecer arrogante contra a liberdade dos pais.

Tudo o que é necessário para que o mal avance é os bons cruzarem os braços. Por isso, convoco você a descruzar os braços.

Convoco todos a escreverem ou telefonarem imediatamente ao Congresso pedindo a aprovação do PL-3518/2008, que está na Comissão de Educação e Cultura.

Escreva e telefone para eles pedindo envolvimento e ações para que o PL-3518/2008 não seja rejeitado. Encoraje-os a aprovar o projeto.

Repasse esta mensagem a todos os seus amigos.

Fonte: www.juliosevero.com

Leia mais sobre o PL-3518/2008, siga este link: http://escolaemcasa.blogspot.com/search?q=Afonso

Educação escolar em casa no Congresso Nacional

http://escolaemcasa.blogspot.com/2008/06/educao-escolar-em-casa-no-congresso.html

Homeschooling: uma alternativa constitucional à falência da Educação no Brasil

http://escolaemcasa.blogspot.com/2008/08/homeschooling-uma-alternativa.html

A volta do profeta Elias: o que a unção de Elias representa para as famílias e para o mundo político nestes últimos dias

http://juliosevero.blogspot.com/2007/04/volta-do-profeta-elias-o-que-uno-de.html

Nomes, telefones e emails dos deputados membros da Comissão de Educação e Cultura:

ALEX CANZIANI PTB/PR

Gabinete: 842 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5842 - Fax:(61) 3215-2842

dep.alexcanziani@camara.gov.br

ANGELO VANHONI PT/PR

Gabinete: 672 - Anexo: III - Telefone:(61) 3215-5672 - Fax:(61) 3215-2672

dep.angelovanhoni@camara.gov.br

ANTÔNIO CARLOS BIFFI PT/MS

Gabinete: 260 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5260 - Fax:(61) 3215-2260

dep.antoniocarlosbiffi@camara.gov.br

CARLOS ABICALIL PT/MT

Gabinete: 623 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5623 - Fax:(61) 3215-2623

dep.carlosabicalil@camara.gov.br

FÁTIMA BEZERRA PT/RN

Gabinete: 236 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5236 - Fax:(61) 3215-2236

dep.fatimabezerra@camara.gov.br

IRAN BARBOSA PT/SE

Gabinete: 737 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5737 - Fax:(61) 3215-2737

dep.iranbarbosa@camara.gov.br

JOÃO MATOS PMDB/SC

Gabinete: 720 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5720 - Fax:(61) 3215-2720

dep.joaomatos@camara.gov.br

JOAQUIM BELTRÃO PMDB/AL

Gabinete: 717 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5717 - Fax:(61) 3215-2717

ep.joaquimbeltrao@camara.gov.br

JOSEPH BANDEIRA PT/BA

Gabinete: 274 - Anexo: III - Telefone:(61) 3215-5274 - Fax:(61) 3215-2274

dep.josephbandeira@camara.gov.br

LELO COIMBRA PMDB/ES

Gabinete: 801 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5801 - Fax:(61) 3215-2801

dep.lelocoimbra@camara.gov.br

MARIA DO ROSÁRIO PT/RS

Gabinete: 312 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5312 - Fax:(61) 3215-2312

dep.mariadorosario@camara.gov.br

NEILTON MULIM PR/RJ

Gabinete: 639 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5639 - Fax:(61) 3215-2639

dep.neiltonmulim@camara.gov.br

OSVALDO BIOLCHI PMDB/RS

Gabinete: 927 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5927 - Fax:(61) 3215-2927

dep.osvaldobiolchi@camara.gov.br

PROFESSOR SETIMO PMDB/MA

Gabinete: 379 - Anexo: III - Telefone:(61) 3215-5379 - Fax:(61) 3215-2379

dep.professorsetimo@camara.gov.br

RAUL HENRY PMDB/PE

Gabinete: 707 - Anexo: IV - Telefone:(61) 32155707 - Fax:(61) 3215-2707

dep.raulhenry@camara.gov.br

REGINALDO LOPES PT/MG

Gabinete: 426 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5426 - Fax:(61) 3215-2426

dep.reginaldolopes@camara.gov.br

CLÓVIS FECURY DEM/MA

Gabinete: 205 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5205 - Fax:(61) 3215-2205

dep.clovisfecury@camara.gov.br

JORGINHO MALULY DEM/SP

Gabinete: 225 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5225 - Fax:(61) 3215-2225

dep.jorginhomaluly@camara.gov.br

LOBBE NETO PSDB/SP

Gabinete: 718 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5718 - Fax:(61) 3215-2718

dep.lobbeneto@camara.gov.br

NILMAR RUIZ DEM/TO

Gabinete: 303 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5303 - Fax:(61) 3215-2303

dep.nilmarruiz@camara.gov.br


PINTO ITAMARATY PSDB/MA

Gabinete: 933 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5933 - Fax:(61) 3215-2933

dep.pintoitamaraty@camara.gov.br

ROGÉRIO MARINHO PSDB/RN

Gabinete: 285 - Anexo: III - Telefone:(61) 3215-5285 - Fax:(61) 3215-2285

dep.rogeriomarinho@camara.gov.br

ALICE PORTUGAL PCdoB/BA

Gabinete: 420 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5420 - Fax:(61) 3215-2420

dep.aliceportugal@camara.gov.br

ARIOSTO HOLANDA PSB/CE

Gabinete: 575 - Anexo: III - Telefone:(61) 3215-5575 - Fax:(61) 3215-2575

dep.ariostoholanda@camara.gov.br

ÁTILA LIRA PSB/PI

Gabinete: 640 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5640 - Fax:(61) 3215-2640

dep.atilalira@camara.gov.br

PAULO RUBEM SANTIAGO PDT/PE

Gabinete: 229 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5229 - Fax:(61) 3215-2229

dep.paulorubemsantiago@camara.gov.br

WILSON PICLER PDT/PR

Gabinete: 576 - Anexo: III - Telefone:(61) 3215-5576 - Fax:(61) 3215-2576

dep.wilsonpicler@camara.gov.br

MARCOS ANTONIO PRB/PE

Gabinete: 305 - Anexo: IV - Telefone:(61) 3215-5305 - Fax:(61) 3215-2305

dep.marcosantonio@camara.gov.br

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA

REQUERIMENTO Nº 250 DE 2009

(Do Sr. LOBBE NETO)

Requer a realização de Audiência Pública para discutir o Projeto de Lei 3518/2008 que dispõe sobre o ensino domiciliar

Senhor Presidente,

Requeiro a Vossa Excelência, nos termos regimentais, a realização de Audiência Pública destinada a discutir a matéria objeto do Projeto de Lei 3518/2008, de autoria dos Deputados Henrique Afonso e Miguel Martini, que acrescenta parágrafo único ao artigo 81 da Lei nº 9.394, de 1996, que institui as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e dispõe sobre o ensino domiciliar.

JUSTIFICATIVA

Desde o início de sua tramitação, o Projeto de Lei 3518/2008 despertou o interesse da sociedade, o que pode ser refletido nas diversas correspondências eletrônicas que os gabinetes parlamentares recebem diariamente enviadas por pais, educadores, instituições de ensino, pesquisadores, entre outros.

A matéria é polêmica e os debates na internet, em sites especializados em educação, são calorosos provocando a manifestação dos favoráveis e dos contrários.

Na Câmara dos Deputados, o tema não é novidade. Em legislaturas passadas Projetos de Lei semelhantes já tramitaram e foram encerrados sem debates e sem a devida análise.

O tema não é prerrogativa apenas do Legislativo. O Poder Judiciário, em suas diversas instâncias, também tem sido provocado para se manifestar por meio de ações movidas por pais ou por representantes do Ministério Público, ora requerendo a autorização para aplicar a modalidade do ensino domiciliar, ora questionando a legalidade de sua aplicação.

Recentemente a mídia deu destaque aos casos dos alunos cujos pais brigam na Justiça pelo direito de educá-los em casa. Também são publicadas diariamente notícias do sucesso e do retrocesso deste método de ensino que já é aplicado em diversos países.

Deste modo, entendemos que a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados não pode ficar alheia aos debates sobre este importante tema, razão que requeiro a realização de uma Audiência Pública com este objetivo.

Sugiro que sejam convidados como expositores:

- Um representante do Ministério da Educação;

- Dr. Peri Mesquita – Pós-doctor em educação pela Universidade de Genebra e Professor titular da PUC do Paraná;

- Professor Cláudio Oliver – Escritor e Mestre em educação;

- Cleber de Andrade Nunes – Autor de ação judicial pelo direito de educar os filhos em casa

- Luiz Carlos Farias da Silva – Doutor em Educação, Professor da Universidade Estadual de Maringá

Desta forma, em face da importância da questão, solicito o apoio dos nobres pares para a realização desta Audiência Pública

Sala da Comissão, em de julho de 2009.

Deputado LOBBE NETO

PSDB/SP

Fonte: http://escolaemcasa.blogspot.com

25 Junho, 2009

Apostando o futuro espiritual das crianças

Apostando o futuro espiritual das crianças

Olivia St. John

Amigos não deixam amigos mandarem seus filhos às escolas públicas. Assim diz Bruce Shortt, autor do livro persuasivo “The Harsh Truth about Public Schools”.

Proeminentes líderes cristãos estão proclamando que quando o assunto é educação, os fatos estão disponíveis de que a escola pública é desnecessária. Os dias de se tentar reformar as escolas do governo já se foram.

O renomado pastor evangélico e pai de filhos educados em casa Dr. Erwin Lutzer recentemente falou na convenção dos Educadores Domésticos Cristãos de Illinois. “Não há dúvida de que nossas escolas públicas traíram a confiança do público”, disse Lutzer. “E todos vocês estão firmes contra as tendências culturais — tendências que querem sexualizar seus filhos, tendências que querem que seus filhos assimilem agendas humanistas… Creio que… a escola pública de hoje não é o lugar para uma criança se você tem a intenção de criá-la para a glória de Deus”.

Numa recente coluna no jornal The Christian Post, o Dr. Albert Mohler, um proeminente intelectual do mundo evangélico, declarou que a educação escolar em casa é “uma importante força da educação americana”. Elogiando a dedicação de pais que educam os filhos em casa, Mohler declarou: “Esses pais merecem nosso respeito, nosso apoio, nossa mobilização, nossa defesa e nossas orações. Esse movimento é um sinal de esperança em nosso horizonte educacional e um fenômeno que não mais pode ser ignorado como movimento insignificante”.

Pesquisas mostram que a educação em casa agora ultrapassa todos os outros métodos educacionais em conhecimento acadêmico, sociabilização e saúde espiritual. O número de crianças que estão recebendo educação escolar em casa está rapidamente se aproximando da marca dos 3 milhões à medida que associações de educação em casa nos EUA fornecem apoio e pais assumem plena responsabilidade pela educação de seus filhos.

A educação escolar em casa é o melhor meio de cumprir completamente o mandamento de Cristo de espalhar o Evangelho, porque a educação em casa permite que os pais eduquem e disciplinem melhor seus filhos. A situação está evidentemente mudando enquanto líderes e leigos cristãos percebem que por meio de uma educação em casa centrada nos propósitos de Deus, o coração dos pais se volta para os filhos e os filhos se voltam para os pais.

Mohler reconhece que é mais eficiente ensinar uma criança em casa já que o tempo investido em escola pública consome metade das melhores horas em que a criança está desperta. Esse tempo é perdido para um pai cristão que tem como objetivo ajudar seu filho a cumprir seu potencial.

Lamentavelmente, passou muito da hora de clamar, à medida que o massacre espiritual nas vidas das crianças de escolas públicas se espalha em toda a nação. Vários estudos mostram que até 88 por cento dessas crianças perdem sua fé ao chegar ao segundo ano do colegial, enquanto apenas 2 por cento dos jovens educados somente em casa abandonam sua fé. Mentes novas tomadas cativas pelo ensino humanista ímpio das escolas públicas não mais entendem que existe uma verdade absoluta. Educados na perversão sexual, crianças cristãs exibem taxas de promiscuidade semelhantes às das crianças do mundo.

Chegou a hora de os pais que educam em casa, com ousadia e amor, repartirem as bênçãos da educação em casa com outros pais, Muitas vezes receamos ofender com a verdade, mas a vida espiritual das crianças está em risco. Esse é um trabalho missionário do mais puro tipo, pois o reavivamento de uma geração é possível. Pecado é permanecer em silêncio.

Até o diretor-executivo da Comissão Executiva da Convenção Batista do Sul, o Dr. Morris Chapman, está dizendo que é importante que a população evangélica “coloque grande ênfase em treinar uma criança no caminho em que deve andar” enquanto a criança ainda é nova. Mais e mais cristãos estão percebendo que a escola pública tem de ficar para trás nos escombros da história.

Estamos nos defrontando com duas escolhas: Ou abandonamos as escolas seculares, ou abandonamos nossos filhos ao diabo.

Quais são as chances de que seu filho que está na escola pública esteja entre os 88 por cento de crianças educadas em escolas governamentais que estão perdendo a fé?

Você vai querer apostar a vida espiritual de seus filhos?

Olivia St. John é uma escritora independente com quase 20 anos de experiência como educadora doméstica.

Fonte: WND

É certo matricular os filhos na escola pública?

URGENTE! Projeto de educação em casa em perigo no Congresso Nacional

Homeschooling: uma alternativa constitucional à falência da Educação no Brasil

A volta do profeta Elias: o que a unção de Elias representa para as famílias e para o mundo político nestes últimos dias

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12 Junho, 2009

URGENTE! Projeto de educação em casa em perigo no Congresso Nacional

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Deputada da base do governo Lula quer a rejeição da educação escolar em casa no Brasil

Julio Severo

A Dep. Bel Mesquita, relatora do projeto PL-3518/2008, apresentou parecer rejeitando a educação escolar em casa no Brasil. Sem uma mobilização urgente da população católica e evangélica, famílias perderão um importante direito natural.

O PL-3518/2008, que havia sido originalmente introduzido pelo deputado evangélico Henrique Afonso e pelo deputado católico Miguel Martini, tem como objetivo devolver às famílias brasileiras seu direito natural de atuar diretamente na educação dos próprios filhos.

O direito de educar os filhos em casa não é estranho à cultura brasileira, tendo sido presente nas Constituições do Brasil até 1988, quando constituintes socialistas, na elaboração da Constituição de 1988, conseguiram exterminar da realidade brasileira a liberdade educacional que sempre existiu. No lugar, impuseram na Constituição de 1988 freqüência obrigatória ao estabelecimento escolar, como se a mera presença do aluno em instituição de ensino fosse sinônimo de educação. Se fosse assim, a mera presença de uma pessoa numa garagem a tornaria automaticamente um carro!

Contudo, a atual realidade brasileira, com uma educação estatal decadente e precária, prova o que a falta de liberdade educacional e a burocracia estatal provocam.

Mesmo assim, a mentalidade socialista impõe a burocracia e rejeita a liberdade. É dentro dessa mentalidade que a Dep. Bel Mesquita, do PMDB aliado do governo Lula, apresentou parecer rejeitando o projeto de lei que procura devolver aos pais o controle sobre a educação de seus filhos.

Enquanto o governo, que está fracassando na educação das crianças, está empenhado em derrotar o único esforço parlamentar em defesa de pais aptos que querem educar os próprios filhos, famílias sofrem o peso da injustiça estatal.

Em Minas Gerais, o casal Cleber e Bernadeth Nunes, que educam os filhos em casa, foi submetido à perseguição legal envolvendo o Ministério Público e o Conselho Tutelar. Posteriormente, o juiz exigiu uma avaliação educacional dos filhos dos Nunes. Quando a avaliação, feita por meio de provas rigorosas preparadas por professores do governo, resultou na aprovação dos meninos, a resposta estatal, em vez de reconhecer a competência da educação em casa e cessar toda hostilidade governamental contra uma família inocente, foi endurecer-se contra ela.

Em 2001, no famoso caso da família Vilhena, que lutou muito para recuperar seu direito de educar os filhos em casa, o STJ chegou estupidamente a declarar que “os filhos não pertencem aos pais”. Não muito diferente do nazismo e do comunismo, que igualmente reconheciam que “os filhos não pertencem aos pais”. Daí, nem o nazismo nem o comunismo permitiam “interferência” dos pais no “direito exclusivo” de o Estado determinar e controlar a educação das crianças. Por pura coincidência, a mentalidade marxista é dominante na educação pública brasileira.

Se não conseguirmos resgatar para as famílias brasileiras a liberdade de educar os próprios filhos, restará apenas o “direito exclusivo” de o Estado determinar e controlar a educação das crianças. O resultado? Olhe para a história e veja a sociedade nazista e comunista, ideologicamente controladas desde as escolas, onde a educação das crianças era prerrogativa exclusivamente estatal. Precisamos repetir os erros deles?

Criam-se no Brasil direitos que não deveriam existir, com inúmeros projetos de lei para garantir permissões e privilégios à sodomia e ao aborto, porém tira-se das famílias naturais seus direitos naturais. O único projeto de lei de educação em casa no Congresso Nacional está sob ameaça de morrer, por oposição dos aliados do governo Lula.

Enquanto a bancada evangélica anda ocupadíssima tentando aprovar o ridículo e desnecessário Dia do Evangélico, um projeto necessário e fundamental para as famílias precisa urgentemente de apoio e envolvimento. Sem uma ação imediata da sociedade, inclusive fazendo pressão sobre os deputados, prevalecerá um parecer arrogante contra a liberdade dos pais.

Tudo o que é necessário para que o mal avance é os bons cruzarem os braços. Por isso, convoco você a descruzar os braços.

Convoco todos a escreverem ou telefonarem imediatamente ao Congresso pedindo a aprovação do PL-3518/2008, que está na Comissão de Educação e Cultura.

Escreva e telefone para eles pedindo envolvimento e ações para que o PL-3518/2008 não seja rejeitado. Encoraje-os a aprovar o projeto.

Escrevendo aos deputados. A lista completa dos emails deles está aqui, em formato Excel. Para fazer o download, é só clicar aqui.

Você pode também mandar mensagens aos deputados através do sistema automático da Câmara, clicando aqui.

Para ver o PL-3518/2008 na íntegra, clique aqui.

Repasse esta mensagem a todos os seus amigos.

Fonte: www.juliosevero.com

Leia mais sobre o PL-3518/2008, clique aqui.

Homeschooling: uma alternativa constitucional à falência da Educação no Brasil

Educação escolar em casa no Congresso Nacional

27 Maio, 2009

Pais alemães condenados depois de remover filha de aula explícita de educação sexual

Pais alemães condenados depois de remover filha de aula explícita de educação sexual

LifeSiteNews.com, 22 de abril de 2009 — Os advogados do Fundo de Defesa Aliança (FDA) estão representando um pai e mãe alemães numa apelação feita no Tribunal Europeu de Direitos Humanos no dia 21 de abril. O pai e a mãe foram condenado pela lei alemã quando escolheram educar sua filha em casa no assunto da sexualidade, em vez de permitirem que ela participasse de uma curso de quatro dias de “educação sexual” e produção teatral relacionada na escola dela. Tanto o curso quanto a produção teatral ensinavam perspectivas da sexualidade que violam a fé cristã da família dela.

“Os pais, não o governo, são os responsáveis máximos pelas escolhas educacionais de seus filhos”, disse o advogado Roger Kiska, assessor jurídico do FDA.

Os pais, Eduard e Elisabeth Elscheidt, e seus três filhos são membros ativos da Igreja Batista Cristã. Os Elscheidts estavam preocupados em permitir que sua filha de 11 anos Franziska assistisse a aulas de quatro dias de “educação sexual” e uma peça teatral obrigatória interativa intitulada “Mein Körper gehört mir” (Meu Corpo É Meu) em fevereiro de 2007. Eles classificaram a peça e as lições como moralmente prejudiciais.

Os pais, convencidos de que estavam dentro de seus direitos legais e morais de proteger sua filha, a removeram da peça e lições ofensivas, optando em vez disso por educá-la de acordo com seus próprios princípios acerca da sexualidade durante aqueles dias. Eles não removeram sua filha de nenhum outro programa ou aula da escola. Os pais crêem que a peça e as lições eram não apenas opostas à sua fé, mas também destruíam seus direitos sob o Protocolo 1, Artigo 2, da Convenção Européia dos Direitos Humanos.

Os Elscheidts demonstraram para um tribunal alemão que não existia nenhuma prova científica de que as aulas de educação sexual impedem abuso de crianças (que era o propósito declarado da peça) mas, pelo contrário, educam as crianças a se tornarem sexualmente ativas ensinando no final das contas o princípio de que se algo nos faz sentir bem sexualmente, então é certo fazê-lo. Apesar disso, o tribunal condenou e multou os Elscheidts em junho de 2008.

Duas apelações subseqüentes foram rejeitadas, resultando na apelação diante do Tribunal Europeu de Direitos Humanos feita em 21 de abril. A apelação objeta às medidas punitivas impostas pelo tribunal alemão ao condenar os apelantes e busca estabelecer que a escolha de não participar de aulas de “educação sexual” estão em harmonia com a Convenção Européia dos Direitos Humanos Protocolo 1, Artigo 2.

O Dr. Kiska, do FDA, disse: “Esses pais estavam bem dentro de seus direitos sob a Convenção Européia dos Direitos Humanos ao escolherem remover sua filha das aulas de educação sexual a fim de ensiná-la uma perspectiva de sexualidade que está de acordo com suas próprias convicções religiosas em vez de enviá-la a uma aula e peça teatral que eles achavam condenável. Esses tipos de casos são batalhas cruciais no esforço de impedir que decisões judiciais ruins de outros países sejam usadas por ativistas que atacam os direitos dos pais em nosso país”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/04/pais-alemaes-condenados-depois-de.html

Veja o artigo em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/apr/09042203.html

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20 Março, 2009

Família: beneficiária, refém ou vítima de políticas públicas?

Família: beneficiária, refém ou vítima de políticas públicas?

Julio Severo

A visão que se tem no Brasil hoje acerca do papel do Estado é que sua existência é útil para a sobrevivência da família e que também a família tem necessidade fundamental do Estado. É por isso que existe uma variedade inumerável de leis sobre a família.

Algumas dessas leis realmente beneficiam a família brasileira, mas outras mais ameaçam do que ajudam. E o número de leis que representam perigo está aumentando. Algumas dessas ameaças legais são:

Demolição da definição dos papéis sexuais normais. Estão surgindo tentativas legais de mutilar, adulterar e perverter as diferenças fundamentais onde homem e mulher são iguais em valor, mas exercem funções importantes e distintas, principalmente em seus papéis de complementação dentro do casamento.

Permissões legais para que dois homossexuais obtenham o reconhecimento de sua vida homossexual em comum como “casamento”. Reconhecer a união sexual pervertida de dois homens como casamento é desfigurar a família natural e corromper o papel do Estado como protetor da família.

Permissões legais para que dois homossexuais adotem crianças. Casais estéreis ou não em busca de adoção são a única solução para resolver o problema de crianças sem pais. Entregá-las a dois homens que vivem no homossexualismo é violentar o futuro delas e usurpar da família natural seu direito exclusivo de ter e criar filhos.

Permissões legais para abortar bebês em gestação. Toda iniciativa de aborto é uma ataque contra a família, pois família é lugar de acolhimento, não destruição. Família é lugar onde a vida nasce, não onde se destrói a vida. Políticas de aborto atendem a interesses estatais desumanos, porém interesses legítimos da família tornariam irrelevantes todos os argumentos a favor da destruição de bebês em gestação.

Educação sexual pornográfica. O direito de determinar a educação moral das crianças é exclusivamente dos pais, não do Estado. O papel do Estado é apenas respeitar a decisão dos pais e protegê-los nessa decisão. Ninguém — nem mesmo o Estado —protege melhor as crianças do que a família.

Disciplina física. Há um esforço estatal de se igualar a disciplina física com violência contra as crianças. Esse esforço é deliberado e visa erradicar da sociedade a tradição da surra — nos momentos necessários — como instrumento de correção. Um pai ou mãe que faz uso da vara corretiva para lidar com o mau comportamento de um filho se arrisca a ser denunciado a um Conselho Tutelar, onde ele ou ela será tratado como criminoso. Muitas vezes, os Conselhos Tutelares funcionam como a Vara Estatal contra os pais e sua autoridade. Enquanto isso, estupradores e assassinos menores de idade cometem crimes impunemente, debaixo de proteção estatal.

Educação escolar. Os pais têm o direito exclusivo de escolher o melhor meio de educar seus filhos. Os pais podem, se assim quiserem, optar por uma escola particular ou pública para seus filhos. Ou então podem, de acordo com suas capacidades e valores particulares, adotar a educação escolar em casa. No entanto, por intervencionismo socialista, famílias evangélicas do Brasil que decidiram dar a seus filhos aulas em casa são perseguidas como criminosas, sendo ameaçadas pelo Estado com perda da guarda dos filhos e até prisão. É a Vara Estatal em ação.

Divórcio. Leis e políticas socialistas no Brasil estão fomentando uma facilitação cada vez maior do divórcio, transformando o casamento em mero produto descartável e abalando completamente o papel da família como alicerce da sociedade — e quem está usurpando cada vez mais esse papel é o Big Brother estatal. Já ouviu falar do ditado “dividir para reinar”? O pensamento do Estado é sem dúvida: “Divorciem à vontade para eu reinar à vontade”.

Como foi que a família brasileira chegou a esse ponto de ameaça, onde em vez de cumprir seu papel como protetor das famílias, o Estado institui e fortalece leis e políticas que colocam em perigo a estrutura familiar? Como foi que a família brasileira chegou ao ponto em que sua liberdade de tomar decisões é limitada pelo poderio legal estatal? Como foi que se perdeu o reconhecimento da família natural e sua primazia na manutenção da sociedade?

As aparências da moda, com toda a sua superficialidade e inutilidade social, vêm ganhando espaço e reconhecimento por causa da força das leis. Por exemplo, quando um indivíduo reivindica um direito artificial de casar com outro indivíduo do mesmo sexo, ele quer que sua união sexual seja igualada, respeitada e legalmente beneficiada como se tivesse tanto valor quanto um homem e uma mulher que vivem em compromisso e fidelidade conjugal tendo, criando e educando filhos. Tal reconhecimento por parte das autoridades implica em dividir os escassos recursos sociais, que deveriam ser exclusivamente destinados às necessidades legítimas das famílias, para investimentos e gastos em dispendiosos, bizarros e pervertidos experimentos sexuais.

Um interesse legítimo pelo bem-estar das famílias se refletiria em concretas atitudes estatais apoiando a unidade familiar. Por exemplo, quando esposas decidem permanecer trabalhando em seus lares para cuidar do desenvolvimento de suas crianças pequenas, o Estado tem a obrigação de reduzir a sobrecarga de impostos sobre o marido, a fim de que ele tenha condições de sustentar sua esposa no importante trabalho de educação dos filhos. Assim é a família natural. Se o Estado não conseguir protegê-las e aliviá-las de cargas — até mesmo de cargas que ele próprio cria com impostos exagerados —, como as famílias e conseqüentemente a sociedade se desenvolverão de forma saudável?

O Brasil tem uma das maiores cargas de impostos do mundo, tornando os brasileiros escravos que trabalham para sustentar um Estado exigente, negligente e rabugento. Maridos sobrecarregados de impostos não conseguem manter adequadamente suas famílias. Daí, suas esposas precisam trabalhar fora para ajudar os maridos. Daí, eles precisam enviar os filhos pequenos para as creches…

O mais trágico é que essas creches são sustentadas pelo Estado com o dinheiro do próprio cidadão-trabalhador-escravo. Um Estado justo daria para as famílias a escolha de mandar os filhos para a creche ou usar esses mesmos recursos de impostos para ajudar as esposas a criar os filhos em casa. Afinal, quem paga as creches são exatamente as famílias trabalhadoras.

Contudo, o Estado não dá liberdade nem escolha. Tal falta de opção envia a mensagem clara de que o melhor lugar para criar criança não é no lar, junto com mamãe e papai, mas em frias instituições estatais. Sem dúvida, há interesses tenebrosos por trás da cortina.

A pergunta fundamental é: quem faz as leis que estão inchando o Estado brasileiro de prerrogativas e esvaziando e limitando os direitos legítimos das famílias? Os políticos. Quem os elege? As próprias famílias.

Um político não fala por si. Ele chega ao poder representando os eleitores que o escolheram — inclusive milhares ou até milhões de famílias. Se os eleitores não o escolherem, ele não se elege. Todas as leis que ameaçam e violentam a liberdade e os direitos das famílias foram criadas por políticos eleitos por uma vasta população a favor dos direitos da família.

No Rio de Janeiro uma conhecida militante feminista do Partido Comunista do Brasil fez campanha para se tornar senadora em 2006. Ela sempre venceu em suas campanhas políticas passadas, porque é fácil iludir os eleitores em época de eleição. Quando vencia e chegava ao Congresso como deputada federal, ela trabalhava em favor do aborto e outras políticas anti-família, mas em épocas de eleição sua campanha evitava falar de aborto, por motivos óbvios. São políticos como ela que forçam sobre o Brasil leis que adoecem a nação e prejudicam as famílias.

No entanto, a sua ambição de se tornar senadora desabou, porque grupos católicos pró-família distribuíram folhetos apenas mostrando ao público a militância pró-aborto da candidata comunista. Resultado: os eleitores, que não aceitam o aborto e outras maldades, a rejeitaram, e ela perdeu a eleição.

Se ela não fosse desmascarada, o Congresso Nacional teria hoje mais uma senadora para jogar leis ímpias sobre o país. Mas muitos outros deputados e senadores nunca foram desmascarados por suas convicções pró-aborto, pró-homossexualismo e anti-família. Se fossem, sua derrota seria inevitável e necessária, para o bem-estar das famílias do Brasil.

Isso significa que em cada eleição precisamos aguardar que os maus políticos sejam desmascarados a fim de que más leis não sejam estabelecidas? Não. A maioria dos moralmente corruptos jamais é exposta.

O que então as famílias podem fazer?

Conhecer bem o histórico dos candidatos que ambicionam seu voto e conhecer o que durante longo tempo eles andaram fazendo e pregando. Se eles passaram anos defendendo o aborto, é improvável que tenham uma conversão pró-vida na hora da eleição.

Um candidato verdadeiramente pró-família tem posições claras na questão de:

Células-tronco embrionárias. Todo embrião faz parte da família humana. Ele é vida e merece respeito.

Aborto. Destruir um bebê na barriga da mãe é simplesmente assassinato. A defesa da vida deve ser compromisso inegociável de um político.

Homossexualismo. Esse comportamento é uma séria ameaça social e só é possível apoiá-lo à custa do bem-estar das famílias e da sociedade. Um candidato pró-homossexualismo é indigno de ocupar qualquer cargo.

Educação escolar: A formação educacional das crianças não deve ser monopólio estatal. Tanto o nazismo quanto o comunismo, com seu controle total sobre a educação escolar das crianças, fornecem exemplos suficientes das conseqüencias da invasão e controle do Estado sobre a área da educação. O Estado tem a obrigação de respeitar as decisões dos pais com relação à educação escolar de seus filhos.

Educação sexual. Todo tipo de educação envolvendo moralidade ou interferindo nos valores morais da família (sob a capa de conceitos científicos) deve ser totalmente submetido à aprovação dos pais.

Disciplina física. É direito dos pais cristãos (e não cristãos), não do Estado, estabelecer limites no mau comportamento dos filhos e reforçar esses limites com o uso da vara corretiva.

Se você tem dúvidas acerca dos posicionamentos éticos de um candidato, incentive sua família a anular o voto. É melhor não arriscar do que escolher um homem anti-família para representar você na política.

Muitas leis e políticas públicas hoje fazem das famílias reféns e vítimas dos caprichos ideológicos impostos por um Estado controlado por políticos inescrupulosos eleitos pelos brasileiros. Leis que beneficiam as famílias só podem ser elaboradas por homens bons. Por isso, é fundamental ter certeza de que o candidato escolhido pelo eleitor tenha as qualidades de um defensor da vida e da família. Na dúvida, é melhor anular o voto.

Não havendo nenhuma alternativa política — como normalmente é o caso no Brasil —, você mesmo pode entrar na luta e se candidatar. Se o propósito é defender a família, vale a pena entrar na política.

Julio Severo é escritor evangélico, responsável pelo Blog Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: Revista Casal Feliz


12 Março, 2009

Pesquisa contesta críticos da disciplina física de crianças

Pesquisa contesta críticos da disciplina física de crianças

Dr. Den Trumbull e Dr. S. DuBose Ravenel

Durante os anos, vem crescendo de modo significativo a oposição das elites ao direito de os pais disciplinarem fisicamente seus filhos. Não há dúvida de que boa parte dessa oposição está brotando de uma preocupação sincera pelo bem-estar das crianças. O abuso de crianças é uma realidade, e casos de abuso infantil são horríveis. Mas embora a disciplina física eficaz e amorosa não seja absolutamente crueldade e abuso, não é também fraca e ineficaz. Aliás, surras disciplinares podem se enquadrar bem nos limites da disciplina amorosa e não precisam ser rotuladas de violência e abuso.

Os críticos alegam que surrar uma criança é abuso e contribui para disfunções na vida adulta. Essas alegações surgem a partir de estudos que não conseguem distinguir entre disciplina adequada e outras formas de castigo. Formas abusivas de punição física como chutar, dar soco e espancar são comumente agrupadas junto com surras leves. Além do mais, os estudos geralmente incluem, e até enfatizam, o castigo físico de adolescentes, em vez de focarem em crianças em idade pré-escolar, onde surras são mais eficazes. Essa obliteração das distinções entre surra e abuso físico, e entre crianças de diferentes idades, dá aos críticos a ilusão de que eles têm dados suficientes para condenar todas as surras disciplinares.

Há vários argumentos comumente apontados contra a surra disciplinar. É interessante que dá para usar a maioria desses argumentos contra outras formas de disciplina. Qualquer forma de disciplina (suspensão de brincadeiras, restrições, etc.), quando usada de forma inapropriada e irada, pode resultar na distorção da percepção da criança acerca da justiça e prejudicar seu desenvolvimento emocional. À luz disso, vamos examinar alguns dos argumentos infundados promovidos pelo que se opõem às surras disciplinares.

Argumento 1: Muitos estudos psicológicos mostram que surrar é uma forma imprópria de disciplina.

Resposta: Os pesquisadores John Lyons, Rachel Anderson e David Larson do Instituto Nacional de Pesquisa de Saúde conduziram uma análise sistemática da literatura de pesquisa acerca do castigo físico.[1] Eles constataram que 83 por cento dos 132 artigos identificados publicados em revistas clínicas e psicossociais eram meramente editoriais, críticas ou comentários movidos por opiniões pessoais, desprovidos de novas descobertas empíricas. Além disso, a maioria dos estudos empíricos tinha falhas de metodologia ao agrupar o impacto do abuso com surras disciplinares. Os melhores estudos demonstraram efeitos benéficos, não prejudiciais, das surras em determinadas situações. Claramente, há evidência insuficiente para condenar surras disciplinares aplicadas pelos pais. Contudo, há evidências suficientes para justificar o uso adequado da surra disciplinar.

Argumento 2: O castigo físico estabelece uma moralidade de justificar o ato de bater em outras pessoas que fazem algo que é considerado errado.

Resposta: A idéia de que “surrar ensina a bater” ganhou popularidade durante a década passada, mas as evidências objetivas não apóiam essa idéia. Deve-se fazer distinção entre espancamento abusivo e surra não abusiva. A capacidade de a criança discernir espancamento de surra disciplinar depende em grande parte da atitude dos pais para com a surra e com o procedimento de surra dos pais. Não há evidência na literatura médica de que uma surra leve nas nádegas de uma criança desobediente aplicada por um pai ou mãe amorosa ensina conduta agressiva à criança.

A questão crítica não é se devemos ou não usar a surra disciplinar (ou, aliás, qualquer castigo), mas de que maneira usá-la. Abuso físico praticado por pais irados e descontrolados deixará feridas emocionais permanentes e cultivará amargura e ressentimento dentro de uma criança. O uso equilibrado e prudente de surras disciplinares, porém, é um método eficaz para desestimular condutas agressivas de algumas crianças.

Um estudo longitudinal de seis anos de uma população racialmente mista de 1.112 crianças entre 4 e 11 anos nos Archives of Pediatric and Adolescent Medicine [Arquivos de Medicina Pediátrica e Adolescente] concluiu: “Uma análise de regressão dentro de subgrupos não rendeu nenhuma evidência de que a surra disciplinar promove agressão em crianças antes da idade de 6, apoiando afirmações de maior agressividade em apenas 1 subgrupo: meninos brancos de 8 a 11 anos em lares de mães solteiras”. Para esse subgrupo de risco mais elevado, especulou-se que a surra disciplinar pode servir como “um substituto para problemas familiares tais como perda da autoridade paterna, péssima administração, estresse ou falta de apoio”. Nesses casos, os autores do estudo indicam que “para famílias que estão experimentando graves problemas na administração da família, surrar não é uma solução viável para esses problemas e pode agravá-los”. Mais uma vez, o ambiente familiar tem um efeito profundo no resultado da medida disciplinar. [2] O que é surpreendente é que a agressividade infantil está mais ligada intimamente à permissividade das mães e críticas negativas do que disciplina física abusiva.[3]

É irreal achar que quando os pais excluem apenas as surras de suas opções de disciplina, as crianças jamais baterão nos outros. A maioria das crianças de um a três anos (muito antes de receberem suas primeiras surras) tentam naturalmente bater nos outros quando surge um conflito ou frustração. A continuação dessa conduta é em grande parte determinada pela reação dos pais ou babás. Quando há disciplina correta, a agressividade se tornará menos frequente. Quando ignorada ou disciplinada de forma ineficaz, a agressividade provavelmente persistirá e até se expandirá. Assim, em vez de contribuir para violência maior, a surra disciplinar pode ser um componente útil num plano abrangente para ensinar eficazmente a criança a parar de bater nos outros.

Argumento 3: Já que os pais muitas vezes deixam de bater até a ira ou frustração alcançar certo ponto, a criança aprende que a ira e a frustração justificam o uso da força física.

Resposta: Um estudo publicado na revista Pediatrics indica que a maioria dos pais que surram não surra por impulso, mas surra seus filhos com um propósito, crendo em sua eficácia. [4] Além disso, o estudo não revelou nenhuma correlação significativa entre a frequência das surras e a ira relatada pelas mães. De fato, as mães que relataram estar iradas não eram as mesmas mães que deram a surra. Bater por reação e impulso depois de perder o controle devido à ira é inquestionavelmente o modo errado de os pais usarem disciplina física. Contudo, eliminar todo castigo físico no lar não remediaria tais cenários explosivos. Poderia aumentá-los.

Quando surras eficazes são removidas do repertório disciplinar dos pais, eles acabam passando sermão incessantemente, implorando, desdenhando e gritando, pois as principais medidas disciplinares — tais como suspensão de brincadeiras e conseqüências lógicas — fracassaram. Em contraste, se uma surra disciplinar adequada é preventivamente usada em conjunção com outras medidas disciplinares, pode-se alcançar melhor controle de uma criança particularmente desobediente, e haverá menos probabilidade de ocorrerem momentos de exaspero.

Argumento 4: O castigo físico é prejudicial às crianças.

Resposta: Qualquer medida disciplinar—física, verbal ou emocional — levada a um extremo pode prejudicar uma criança. Repreensões e broncas excessivas de uma criança por parte dos pais provocam danos emocionais. O uso excessivo de isolamento (suspensão de brincadeiras) por períodos irracionais de tempo pode humilhar uma criança e arruinar a eficácia da medida. Obviamente, castigos físicos excessivos e indiscriminados são prejudiciais e abusivos. Contudo, uma surra administrada de forma adequada numa criança desobediente que já foi avisada de antemão não é prejudicial quando administrada de uma forma controlada e amorosa.

Sem o uso prudente da surra para uma criança particularmente desobediente, os pais correm o risco de serem incoerentes e desculparem a conduta da criança. Essa maneira incoerente de desempenhar o papel de pais confunde e prejudica as crianças e danifica o relacionamento entre pais e filhos. Não há evidência de que uma surra disciplinar adequada seja prejudicial à criança.

Argumento 5: O castigo físico deixa a criança revoltada contra os pais.

Resposta: Todas as formas de castigo inicialmente produzem uma reação frustrada e irada da criança. O avanço dessa ira depende principalmente da atitude dos pais durante e depois do momento da disciplina, e o modo de sua aplicação. Qualquer forma de castigo administrado iradamente com o propósito de retribuição, em vez de uma aplicação calma com o propósito de corrigir, pode criar ira e ressentimento numa criança. Aliás, uma surra pode quebrar a ira crescente de uma criança rebelde e mais rapidamente restaurar o relacionamento entre pais e filhos.

Argumento 6: A surra disciplinar ensina a criança “a lei da força”, que o poder e a força são os mais importantes e que os fortes podem forçar sua vontade sobre os fracos.

Resposta: A autoridade dos pais é comumente exercida na educação rotineira da criança e a surra disciplinar é apenas um exemplo. Outras situações em que poder e controle são exercidos pela maioria dos pais incluem:

A criança nova que insiste em correr de seus pais num shopping lotado ou num estacionamento.

A criança nova que recusa ficar sentada no assento de bebê do carro.

O jovem paciente que recusa ficar quieto durante o cuidado de um machucado.

Poder e controle sobre uma criança são necessários em determinadas ocasiões a fim de garantir segurança, saúde e conduta adequada. Estudos acerca de criação clássica de crianças mostram que para que se consiga uma ótima criação de filhos é necessário algum poder, insistência[5] e firme controle[6]. Quando se exerce o poder no contexto do amor e para o benefício da criança, a criança não o verá como intimidação ou humilhação.

Argumento 7: Surra é violência.

Resposta: A surra disciplinar, conforme recomendada pela maioria dos médicos[7], não é violência por definição (“o uso de força física a fim de ferir ou abusar”).[8] Os pais que surram de forma adequada não ferem ou abusam de seus filhos. O uso do termo “violência” no debate sobre surra só serve para aprofundar a confusão. Por que os escritores anti-surras frequentemente deixam de distinguir entre violência abusiva e surra leve? A distinção é tão fundamental e óbvia que sua omissão indica que esses autores usam tal terminologia por seu valor de propaganda, não para esclarecer as questões.

Argumento 8: A surra disciplinar é uma solução ineficiente para os comportamentos errados.

Resposta: Embora o uso específico de surra disciplinar adequada seja raramente estudado, há evidências de sua eficácia a curto e longo prazo. Quando combinado com raciocínio, o uso de consequências negativas (inclusive surras) diminui eficazmente a frequência da repetição de comportamentos errados em crianças em idade pré-escolar.[9] Em testes clínicos de campo em que se estudou surra disciplinar usada pelos pais, constatou-se que reduz a freqüência subseqüente de desobediência com suspensão de brincadeiras.[10] A surra, como reforço eficaz da suspensão de brincadeiras, é um componente de vários programas bem pesquisados de treinamento de pais[11] e textos populares de criação de filhos.[12]

A Dra. Diana Baumrind do Instituto de Desenvolvimento Humano da Universidade de California-Berkeley, conduziu um estudo de uma década de famílias com crianças de 3 a 9 anos de idade.[13] Baumrind constatou que os pais que empregavam um estilo equilibrado de firme controle (inclusive surras) e incentivos positivos foram os que mais experimentaram resultados favoráveis em seus filhos. Os pais que adotavam abordagens extremas de disciplina (tipos autoritários usando castigos excessivos com menos incentivo ou tipos permissivos usando poucos castigos e nenhuma surra) alcançaram menos êxito.

Baumrind concluiu que a evidência desse estudo “não indicou que reforços negativos ou castigo físico eram procedimentos em si prejudiciais ou ineficazes, mas em vez disso que os modelos totais de controle dos pais determinavam os efeitos desses procedimentos na criança.

Essa abordagem de criação equilibrada de filhos, empregando uso ocasional de surras, é defendida por vários especialistas em criação de filhos.[14] Nas mãos de pais amorosos, uma surra no traseiro de uma criança que teima em não obedecer em ambientes apropriados é um motivador poderoso para corrigir condutas e uma meio eficiente para desestimular a desobediência.

Argumento 9: Adultos que foram surrados quando crianças correm risco de usar a violência como meio de resolver conflitos como adultos.

Resposta: Essa teoria tem origem na obra de Murray Straus do Laboratório de Pesquisa de Família na Universidade de New Hampshire. As conclusões de Straus são baseadas em modelos teóricos e em resultados de pesquisas de adultos relembrando surras na adolescência. A obra dele não é pesquisa clínica, e muitos especialistas crêem que suas conclusões vão muito além de seus dados. Como ocorre com todas as pesquisas de Straus, o foco é surras na adolescência, não o uso seletivo de surras disciplinares em crianças novas aplicadas por pais ajuizados. A evidência para suas conclusões desaparece quando são medidas surras entre as idades de 2 e 8 anos, e quando se mede a agressão na infância mais tarde.

Numa avaliação de castigos físicos, o Dr. Robert E. Larzelere, psicólogo de pesquisas na Universidade Estadual de Oklahoma, apresenta evidência que apóia o uso seletivo por parte dos pais da surra corretiva, principalmente para crianças de 2 a 6 de idade.[15] Depois de analisar detalhadamente a literatura, Larzelere conclui que qualquer associação entre surra e agressividade anti-social em crianças é insignificante.

Depois de uma década de estudo longitudinal de crianças começando na terceira série, o Dr. Leonard Eron não constatou nenhuma associação entre castigo (inclusive surra) e agressão posterior. Eron, psicólogo de pesquisas clínicas, concluiu: “Dez anos depois da coleta original de dados, constatamos que castigos aplicados a atos agressivos em crianças novas não mais estavam relacionados a agressões no presente, e em vez disso, outras variáveis como cuidados paternais e a identificação das crianças com seus pais eram mais importantes na predição de agressões posteriores”.[16] De novo, é o modelo total de criação de filhos praticada por pais que determina o resultado dos esforços deles.

Argumento 10: A surra corretiva leva os pais a formas prejudiciais de castigo físico que levam ao abuso físico de crianças.

Resposta: O potencial abuso quando pais amorosos usam surras disciplinares adequadas é muito baixo. Já que os pais têm uma afeição natural por seus filhos, eles são mais propensos a utilizar menos, do que utilizar mais, surras. Tanto dados empíricos quanto opiniões profissionais se opõem ao conceito de um relacionamento causal entre surras e abuso infantil.

Pesquisas indicam que 70 a 90 por cento dos pais de crianças em idade pré-escolar usam surras,[17] mas a incidência do abuso físico contra crianças nos EUA é menos do que 5 por cento. Estatisticamente, as duas práticas são bem distantes. Além disso, durante a década passada registros de abuso de crianças estão aumento ao mesmo tempo em que a aplicação de surras corretivas está diminuindo.[18]

Mais de 70 por cento dos pediatras rejeitam a idéia de que surras corretivas predispõem os pais a se engajar em formas de abuso físico.[19] Ensinar os pais acerca de surras apropriadas pode realmente reduzir os abusos infantis, de acordo com Larzelere, em seu artigo que analisa castigos físicos.[20] Os pais são mal equipados para controlar a conduta de seus filhos, e os pais que adotam uma abordagem mais permissiva (se recusando a usar surras corretivas) podem ser mais propensos à ira [21] e ataques explosivos sobre seus filhos.[22]

O abuso contra filhos cometido pelos próprios pais é um processo interativo envolvendo a competência dos pais, o temperamento de pais e filhos e as exigências da situação.[23] Pais abusivos são mais irados, deprimidos e impulsivos, e enfatizam castigos como o meio predominante de disciplina. Crianças abusadas são mais agressivas e menos submissas do que crianças de famílias não abusadoras. Há menos interação entre membros da família em famílias abusivas e mães abusivas demonstram condutas mais negativas do que positivas. A etiologia da criação abusiva de filhos é multifatorial com ênfase nas personalidades envolvidas, não dando para explicá-la simplesmente pelo uso de surras por parte dos pais.

Finalmente, o experimento sueco de reduzir abusos contra crianças proibindo surras parece estar falhando. Em 1980, um ano depois que essa proibição foi adotada, o índice de crianças com marcas pelo corpo era o dobro do índice nos Estados Unidos.[24] De acordo com um relatório da organização governamental Estatísticas Suécia, ocorrências policiais de abuso de crianças por parte de membros da família aumentaram quatro vezes mais de 1984 a 1994, enquanto ocorrências de violência praticada por adolescentes aumentaram praticamente seis vezes mais.[25]

A maioria dos especialistas concorda que surras corretivas e abuso de crianças não são uma sequência contínua, mas são coisas bem diferentes. Quando o assunto é criação de filhos, o que determina o resultado da iniciativa corretiva não é a medida usada, mas quem a usa e como ele a usa. É claro que surras disciplinares podem ser usadas com segurança na disciplina de crianças novas com um resultado excelente. O uso apropriado de surras pode realmente reduzir o risco de os pais abusarem dos filhos.

Argumento 11: Surras corretivas jamais são necessárias.

Resposta: Todas as crianças precisam de uma combinação de encorajamento e correção à medida que elas são disciplinadas, para se tornarem indivíduos socialmente responsáveis. A fim de que a correção detenha a conduta desobediente, a conseqüência imposta sobre a criança tem de prevalecer sobre o prazer do ato desobediente. Para crianças muito submissas, formas mais leves de correção serão suficientes e surras corretivas jamais serão necessárias. Para crianças mais obstinadas que se recusam a obedecer ou que não são persuadidas por conseqüências mais leves tais como suspensão do tempo de brincadeiras, a surra corretiva é útil, eficaz e adequada.

Conclusão

O assunto da surra disciplinar tem de ser avaliado a partir de uma perspectiva fatual e filosófica. É preciso fazer uma distinção entre formas abusivas e prejudiciais de castigo físico. Surras disciplinares adequadas podem desempenhar um papel importante para um excelente desenvolvimento da criança, e de acordo com estudos é parte do estilo de criação de filhos que está associado aos melhores resultados. Não há evidência de que surras disciplinares leves por parte de pais amorosos sejam prejudiciais. Aliás, surras corretivas têm o apoio da história, pesquisas e a maioria dos médicos que lidam diretamente com crianças.

***

O Dr. Den A. Trumbull é um pediatra particular credenciado em Montgomery, Alabama. O Dr. Trumbull é vice-presidente do Conselho Federal de Pediatria (American College of Pediatricians) dos Estados Unidos. O Dr. S. DuBose Ravenel é um pediatra particular credenciado em High Point, Carolina do Norte, EUA. Ele trabalhou durante 11 anos na faculdade de pediatria da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte antes de abrir um consultório particular.

Notas finais

[1] Lyons, Dr. John S., Anderson, Rachel L., and Larson, Dr. David B., "The Use and Effects of Physical Punishment in the Home: A Systematic Review." Presentation to the Section on Bio-Ethics of the American Academy of Pediatrics at annual meeting, Nov. 2, 1993.
[2] Gunnoe, M. L. and Mariner C. L., “Toward a developmental-contextual model of the effects of parental spanking on children's aggression,” Archives of Pediatric & Adolescent Medicine 151 (1997): 768-775.
[3] Olweus, Dan, “Familial and Tempermental Determinants of Aggressive Behavior in Adolescent Boys: A Causal Analysis,” Developmental Psychology 16 (1980): 644-660.
[4] Socolar, Rebecca R. S., M.D. and Stein, Ruth E.K., M.D., “Spanking Infants and Toddlers: Maternal Belief and Practice,” Pediatrics 95 (1995): 105-111.
[5] Hoffman, Martin, “Parental Discipline and Child’s Moral Development” Journal of Personal Social Psychology 5 (1967): 45-57.
[6] Baumrind, Diana, Ph.D. “Rearing Competent Children” Damon, W. (Ed.) Child Development Today and Tomorrow (San Francisco: Jossey-Bass, 1989); pp.349-378.
[7] McCormick, Kenelm F., M.D., “Attitudes of Primary Care Physicians toward Corporal Punishment” Journal of the American Medical Association 267 (1992): 3161-3165.
[8] Webste’s Ninth New Collegiate Dictionary (Massachusetts: Merriam-Webster Inc., 1987); p. 1316.
[9] Larzelere, Dr. Robert E. and Merenda, Dr. J.A., “The Effectiveness of Parental Discipline for Toddler Misbehavior at Different Levels of Child Distress” Family Relations 43 (1994): 4.
[10] Roberts, Mark W. and Powers, Scott W. “Adjusting Chair Time-out Enforcement Procedures for Oppositional Children.” Behavioral Therapy 21 (1990): 257-271, and Bean, Arthur W. and Roberts, Mark W., “The Effect of Time-out Release Contingencies on Changes in Child Noncompliance” Journal of Abnormal Child Psychology 9 (1981): 95-105.
[11] Forehand, R. L. and McMahon, R. J. Helping the Noncompliant Child (New York: Guilford Press, 1981); pp. 79-80.
[12] Clark, Lynn C., SOS! Help for Parents (Kentucky: Parents Press, 1985); pp. 181-185.
[13] Baumrind, Dr. Diana, “The Development of Instrumental Competence through Socialization,” Minnesota Symposia on Child Psychology 7 (1973): 3-46.
[14]Austin, Glenn, Love and Power: How to Raise Competent, Confident Children (California: Robert Erdmann Publishing, 1988). Also, Dobson, Dr. James, The Strong-Willed Child (Illinois: Tyndale House Publishers, 1985), and Coopersmith, Stanley, The Antecedents of Self-Esteem, (New York: W.H. Freeman & Co, 1967). Reprinted 1981. California: Consulting Psychologists Press, Inc.
[15] Larzelere, Dr. Robert E., “Should the Use of Corporal Punishment by Parents be Considered Child Abuse?” Mason, M., Gambrill, E. (Eds.) Debating Children's Lives, (California: SAGE Publications, 1994); pp. 204-209.
[16] Eron, Dr. Leonard D., “Theories of Aggression: From Drives to Cognitions.” Huesmann, L. R. (Ed.), Aggressive Behavior, Current Perspectives, (New York: Plenum Press, 1994); pp. 3-11.
[17] Straus, Murray A., “Discipline and Deviance: Physical Punishment of Children and Violence and Other Crime in Adulthood,” Social Problems 38 (1991): 133-152.
[18] National Committee to Prevent Child Abuse. Memorandum. May 1995; 2(5).
[19] White, Kristin, “Where Pediatricians Stand on Spanking,” Pediatric Management (September 1993): 11-15.
[20] Larzelere, Dr. Robert E., op. cit.
[21]Socolar, Rebecca R. S., M.D. and Stein, Ruth E. K., M.D., op. cit.
[22] Baumrind, Dr. Diana, op. cit.
[23] Wolfe, David A, “Child-Abusive Parents: An Empirical Review and Analysis” Psychological Bulletin. 97 (1985)): 462-482.
[24] Larzelere, Dr. Robert E., op. cit.
[25] Statistics Sweden. K R Info, May 1995; pp. 1-6. Stockholm, Sweden.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: Family Research Council

Federação Americana de Pediatras: “É certo os pais darem surras”

Não use a vara e estrague a criança

Quando um pai não disciplina o próprio filho

Poupe a vara e estrague a criança

Dr. James Dobson responde a uma pergunta sobre disciplina de crianças

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Suécia: o exemplo “perfeito”

A Disciplina Física Deve Ser Proibida?

11 Março, 2009

Governo está colaborando para o aumento da pedofilia?

Governo está colaborando para o aumento da pedofilia?

Casos de pedofilia têm índices mais elevados em estruturas familiares desajustadas, onde um padrasto ou amante da mãe substitui o pai legítimo

Julio Severo

Há casos de pais biológicos que estupram as próprias filhas? Sem dúvida. Mas esses casos raríssimos estão muito longe de ser padrão.

A pedofilia é muito mais comum em lares sem a proteção do pai biológico, que é o maior e mais ferrenho defensor de sua família. Os estupradores de meninas dentro de famílias são geralmente padrastos, homens que não têm nenhuma ligação biológica com as filhas da mulher com a qual estão.

Os exemplos são inúmeros. Quem é que conseguirá tão cedo esquecer a menina de 9 anos que, estuprada pelo padrasto em Pernambuco, ficou grávida de gêmeos? O padrasto, que vivia com a mãe dela, acabou se aproveitando da menina de 9 anos e de sua irmã um pouco mais velha.

Ele é o único padrasto do mundo a ficar interessado nas filhas da mulher? Infelizmente, não.

A partir do momento em que uma criança fica longe de seu pai e mãe biológicos, os riscos aumentam. Podem ocorrer vários tipos de abusos. Há o caso em que um conselho tutelar tirou os filhos de uma família, por uma questão do método de disciplina dos pais, e entregou as crianças para um casal adotivo, que acabou abusando sexualmente delas. Há também os famosos casos de orfanatos estatais, onde crianças eram abusadas aos milhares. E quem não se lembra da menina de quatro anos que o Estado entregou a um “casal” homossexual? A menina encontra-se agora traumatizada por abusos sexuais. Esses são apenas três exemplos onde a participação do Estado em crimes contra as crianças é direta e inegável.

O Estado não consegue proteger tão bem as crianças quanto seus pais legítimos. Se a família não tiver condições de proteger seus próprios filhos, então muito menos o Estado. Por isso, é fundamental que, em vez de tentar substituí-las em suas importantes funções, o Estado fortaleça e proteja as famílias.

A família natural — que é composta por um homem e uma mulher unidos em compromisso conjugal — é o único lugar certo para a criação e proteção de crianças. O divórcio e a promiscuidade sexual destroem a estrutura da família, expondo os adultos a problemas físicos e emocionais e expondo as crianças aos mesmos problemas, com a adição do risco do abuso sexual.

A estrutura da família natural, que precisa ser conservada intacta, é semelhante ao corpo humano. Quando um membro fica doente e é amputado, o corpo nunca mais funcionará de forma saudável e normal. Quando há um divórcio e o pai biológico é substituído por um padrasto ou amante, a família deixa de ser natural e intacta e nunca mais será normal. Pode haver exceções raríssimas, mas os exemplos negativos são abundantes.

É claro que, com relação ao corpo, o governo não cria leis e políticas que facilitam a amputação dos membros do corpo. Pelo contrário, o que existe é uma preocupação para que iniciativas de prevenção médica evitem tanto quanto possível a dolorosa e extrema solução da amputação.

Um governo saudável criaria incentivos para o casamento e penalidades para os que fazem escolhas moralmente nocivas e prejudiciais à ordem familiar. Entretanto, é o próprio governo que vem facilitando os divórcios e tornando o casamento quase que obsoleto.

Com o descaso estatal para com a estrutura familiar e para com o casamento, as pessoas entram hoje em vários relacionamentos sexuais, onde as mulheres têm às vezes um filho de cada amante, e o resultado são justamente os casos de abuso infantil.

A mulher de hoje, que está liberada – pelo Estado – da estrutura familiar tradicional, pode livremente se envolver sexualmente com um homem, ter uma filha com ele e depois se envolver com outros homens. As chances de sua filha não ser abusada num desses relacionamentos não são pequenas. O governo e a mídia chamam tudo isso de “liberação” da mulher.

Em vez de proteger as mulheres e suas filhas desses riscos, aplicando penalidades para a irresponsabilidade sexual de homens e mulheres e criando incentivos para o casamento e família natural, o governo realiza imensas campanhas de contracepção, onde a mensagem clara é: “Não se preocupe com casamento nem com filhos. Faça sexo à vontade!”

Homens, totalmente despreocupados com casamento, fazem sexo com uma multidão de mulheres, sem se importarem com os filhos que são gerados. Sexualmente, eles são os grandes beneficiários das políticas governamentais que promovem a irresponsabilidade sexual. Mulheres fazem sexo à vontade sem se preocuparem com o futuro e a segurança dos filhos que lhes são gerados. É um jogo de poder onde o Estado sai fortalecido, à custa do bem-estar das crianças e suas mães.

Desde que parou de cumprir sua função principal de punir criminosos – os mais de 50 mil brasileiros assassinados por ano são um poderoso atestado da total incompetência do Estado brasileiro – e passou a querer substituir à força o papel do pai na família, o papel de Deus na sociedade e o papel das igrejas nas comunidades, o Estado vem representando ameaça tão grande quanto a ameaça dos próprios criminosos que era sua função castigar.

O Estado, que devia castigar estupradores de crianças com pena capital, dá educação sexual pornográfica nas escolas e a pena capital do aborto para as meninas estupradas. O Estado, que não consegue impor a lei e a ordem diante do elevadíssimo número de assassinos no Brasil, impõe verdadeira ditadura nos relacionamentos da família, facilitando divórcios, adultérios, promiscuidade sexual, nascimentos ilegítimos, etc. O Estado, que se diz tão anti-pedofilia, fomenta e apóia a mídia pornográfica do Brasil.

Tragédias estão no encalço das ações governamentais que interferem na estrutura da família intacta. Uma das tragédias é justamente o aumento da violência doméstica, cujas estatísticas, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, não envolve exclusivamente os membros da família natural. Quando vêem notícias sobre violência doméstica pela TV, as pessoas imaginam que é assunto ligado diretamente à família natural.

No entanto, a violência doméstica, quando apresentada pelo Estado e por sua mídia comprada, engloba, muito além da família normal, casais amigados, casais divorciados, casais promíscuos, mães solteiras, etc. Se o governo separasse as famílias normais nos resultados finais dessas estatísticas, ficaria muito óbvio que o foco do problema são as “famílias” onde não há a presença do pai biológico.

Mas o governo não faz essa importante distinção e ainda usa as estatísticas de violência doméstica para justificar maior intrusão nas famílias intactas.

Em vez de dar soluções, o Estado gera problemas para as famílias. Se impusesse restrições ao divórcio e promiscuidade sexual e proteção para a família intacta, a menina de 9 anos e muitas outras meninas não estariam sendo criadas por padrastos, mas pelo pai legítimo.

Depois que cria seus próprios problemas, o Estado propõe mais “soluções”. Depois que a menina de 9 anos engravidou de gêmeos, o Estado, com a cumplicidade da mídia esquerdista, explicou para a população que matar os gêmeos estava nos melhores interesses da menina. O Estado lhe deu aborto como solução.

O Estado, que está abortando milhões de famílias naturais com suas políticas insanas de divórcio fácil e sexo fácil, agora traz o aborto diretamente no colo de meninas novas. É o governo especialista na destruição de valores morais, famílias e meninas.

Políticas governamentais que afastam as crianças de seus pais biológicos são ou não uma forma de entregá-las de bandeja para situações de risco sexual?

Políticas governamentais que priorizam o sexo fácil, mas não a sacralidade do casamento e da família natural intacta, expõem ou não crianças a situações de abuso sexual?

Políticas governamentais que impõem a pornografia dentro da sala de aula e através da TV como educação sexual e entretenimento são ou não uma forma de abuso sexual, preparando as crianças para muitos outros abusos?

É quase impossível ver tais indagações na TV, que é hoje cúmplice das intrusivas políticas governamentais voltadas para a sexualização precoce das crianças.

Mas na hora em que surgem os problemas que eles próprios cultivaram, eles têm a cara de pau de aparecer para apontar para o público suas soluções, que mais tarde trarão mais problemas, que mais tarde trarão mais de suas soluções, etc.

É um infindável círculo vicioso, onde o Estado pró-pornografia escolar incha e se fortalece, onde a mídia pornográfica incha e se fortalece, porém onde as famílias sofrem e as crianças gemem.

O Estado está ilegalmente ocupando o lugar central de Deus na vida das pessoas, substituindo o papel de liderança dos pais nas famílias e substituindo o papel de reabilitação das igrejas. Mas quando as famílias colocarem suas esperanças em Jesus Cristo, o Rei do universo, haverá solução para tudo, pois Jesus é a única solução. Enquanto confiarem no governo para tudo, as famílias continuarão a viver muitos problemas, pois o maior problema do Brasil é o próprio governo do Brasil.

Eu tenho esperança. Um dia, o Estado opressor gemerá e a mídia totalitária chorará, mas as famílias e as crianças se alegrarão.

Fonte: www.juliosevero.com

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Família: beneficiária, refém ou vítima de políticas públicas?

Outros artigos que falam de pedofilia:

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Combate à pedofilia: cavalo-de-tróia estatal contra a “homofobia” e a “intolerância religiosa”?

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03 Março, 2009

Contradições da psicologia evangélica

Contradições da psicologia evangélica

Julio Severo

Em 21 de fevereiro de 2009, durante o evento da VINACC em Campina Grande, na Paraíba, pude participar do programa de rádio da VINACC em que no debate ao vivo entrou o assunto da desordem e falta de autoridade que há hoje nas escolas. Muitos alunos só querem bagunçar e o professor se sente impotente nessa zona de guerra. Atribuí esse clima caótico ao excesso de intervenção estatal. Declarei que no passado, as crianças iam para a escola para aprender e a autoridade do pai era inquestionável e suficiente para impor ordem e respeito. Bagunça em casa ou na escola? Nem pensar! A desobediência e a irresponsabilidade eram tratadas eficazmente na vara de marmelo.

Hoje, com políticas intervencionistas que transformam pais em meros escravos dos caprichos estatais diante do mau comportamento dos filhos, as escolas se tornaram zoológicos sem jaulas, uma terra sem lei, onde a autoridade maior é o direito de “livre expressão” das crianças. Ali, é proibido proibir — a não ser que o assunto seja devolver aos pais o direito de aplicar uma boa disciplina física para eliminar a bagunça e trazer a ordem.

O mais notável é que durante o debate de rádio da VINACC, uma conhecida psicóloga evangélica deu sua opinião, declarando que crianças problemáticas na escola — que desafiam a autoridade — devem ser encaminhadas a psicólogos e psiquiatras. Por que não encaminhá-las a pastores? Dar ao público da rádio a sugestão de encaminhar crianças a psicólogos e psiquiatras é convidar, em grande parte, novos problemas ao cenário, pois a perspectiva de psicólogos e psiquiatras é muitas vezes contrária aos valores cristãos.

Como exemplo, uso a própria psicóloga que deu essa sugestão impensada. Por defender a reorientação de homossexuais, ela vem sofrendo perseguição do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Isto é, o CFP, que representa a vontade da maioria dos psicólogos do Brasil, não concorda e não aceita que ela ajude um homem a sair do homossexualismo. O CFP tem outras posições radicais que são hostis ao Cristianismo e ao próprio bom senso.

Essa psicóloga sabe que se ela própria fosse encaminhada a outro psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação de suas questões, ela seria vítima de preconceito de sua própria classe. Mesmo assim, ela não teve receio de recomendar o encaminhamento de crianças a esses profissionais do preconceito anticristão. Ela própria não quer ser jogada à cova dos leões, mas atira ali alunos e seus pais, como se um psicólogo ou psiquiatra possuísse poderes divinos, acima de todos os outros seres humanos, para identificar e apontar soluções miraculosas para as questões humanas.

Nessa contradição, quem acaba sofrendo são os inocentes.

E se, seguindo o conselho da psicóloga evangélica, crianças com dilemas sexuais ou comportamentais forem encaminhadas a um psicólogo ou psiquiatra pró-homossexualismo? Em análise final, o conselho da psicóloga evangélica acaba contribuindo para jogar os inocentes diretamente nos braços de profissionais do preconceito anticristão e anti-família natural.

Talvez a preocupação da psicóloga evangélica fosse a detecção de abusos sexuais. Esses crimes realmente ocorrem, e uma das melhores soluções seria o Estado aplicar pena capital nos estupradores. Mas os abusos sexuais não ocorrem na maioria das famílias e não podem ser usados como desculpa para um intervencionismo estatal absoluto em tudo e em todos.

Portanto, encaminhar automaticamente crianças a psicólogos a fim de se detectar possível abuso é expô-las ao abuso estatal que hoje condena os valores morais contrários ao homossexualismo e outras perversões sexuais. Ao se deparar com uma criança cristã que tem esses valores, o psicólogo humanista a classificará como vítima dos “valores preconceituosos dos pais”, requerendo tratamento e reorientação.

Assim, onde não houver abusos, o psicólogo se encarregará de cometê-los, em nome de ideologias politicamente corretas. Durante a avaliação de uma criança por um psicólogo humanista, o pai ou mãe que for descoberto ensinando os filhos sobre a intrínseca perversão dos atos homossexuais será rotulado de “homófobo” e, se aprovadas leis anti-“homofobia”, será denunciado por abuso psicológico aos órgãos estatais. Durante a avaliação de uma criança por um psicólogo humanista, o pai ou mãe que for descoberto fazendo uso da vara da disciplina nos filhos será denunciado por abuso físico aos órgãos estatais.

É claro que uma minoria de psicólogos é cristã. Mas mesmo entre estes, há muita confusão e pouco consenso na Palavra de Deus. E entre os que parecem ter consenso cristão, há contradições. Raríssima exceção é o Dr. James Dobson, que acertadamente defende o uso da disciplina física nos filhos e se opõe ao doutrinamento homossexual das crianças nas escolas.

Psicólogos humanistas parecem ser mais coerentes, pois jamais encaminham crianças e seus pais a pastores ou padres. Contudo, psicólogos cristãos que encaminham crianças e seus pais a outros psicólogos servem, conscientemente ou não, como idiotas úteis de um sistema de valores que desorienta espiritualmente, reorientando-os a uma vida onde o centro de tudo é o próprio homem, não Deus.

A psicóloga evangélica veria como extrema crueldade e desumanidade a sugestão de que ela mesma deveria ser encaminhada para uma avaliação de seus colegas profissionais. Mas o que ela não quer para si, ela recomenda para as crianças e seus pais: que eles sejam encaminhados para os que a perseguem! É de admirar então que ela seja defensora do ECA, o maior documento anti-família do Brasil?

Não é hora de repensar as contradições dos psicólogos evangélicos e a idolatria que a igreja vem prestando no altar da psicologia?

Fonte: www.juliosevero.com

Leia mais:

Psicólogos do Brasil são proibidos de ajudar a Igreja Católica a filtrar candidatos homossexuais do sacerdócio

Auto-Estima Para Cristãos?

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Estatuto da Criança e do Adolescente

12 Fevereiro, 2009

A ameaça da ONU: A destruição dos direitos dos pais

A ameaça da ONU: A destruição dos direitos dos pais

Especialista alerta: Tratado da ONU proibirá disciplina física e educação escolar em casa se filhos objetarem

Chelsea Schilling

© 2009 WorldNetDaily

De acordo com um especialista legal, os Estados Unidos estão sob a ameaça direta de um tratado de direitos humanos da ONU que proibirá os filhos de serem disciplinados fisicamente ou de receberem educação escolar em casa, impedirá assassinos menores de idade de enfrentarem a pena de morte e proibirá os pais de decidir a religião de suas famílias.

O especialista em questão é o Dr. Michael Farris, presidente da entidade Direitos dos Pais (www.parentalrights.org), presidente da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa e presidente da Faculdade Patrick Henry. Ele disse para WND que sob a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, ou CDC, toda decisão que os pais tomarem poderá ser examinada pelo governo para determinar se está de acordo com os melhores interesses da criança.

“Não há dúvida alguma de que esse tratado está prestes a ser ratificado”, disse ele. “A esquerda quer tornar a era Obama-Clinton permanente. Tratados são um jeito de torná-la tão permanente quanto for possível. É muito difícil escapar de um tratado depois que é ratificado e entra em vigor. Se Obama e Clinton conseguirem colocar todas as suas políticas socialistas em forma de tratados, ficaremos presos a eles mesmo que Obama perca a próxima eleição”.

O documento da época de 1990 foi ratificado rapidamente por 193 países do mundo, mas não os Estados Unidos ou a Somália. Na Somália, não havia então nenhum governo reconhecido para fazer o reconhecimento formal, e nos Estados Unidos tem havido oposição. Os países que ratificam o tratado têm, pelas leis internacionais, a obrigação de cumpri-lo.

Embora Madeleine Albright, a embaixadora do governo de Bill Clinton na ONU, tenha assinado a CDC em 16 de fevereiro de 1995, o Senado dos EUA nunca a ratificou, em grande parte por causa das campanhas dos conservadores que alertavam que a CDC criaria uma lista de direitos que principalmente seriam implementados contra os pais.

O tratado internacional cria direitos civis, econômicos, sociais e culturais específicos para todas as crianças e declara que “os melhores interesses da criança receberão consideração prioritária”. Quem fará a monitoração desses direitos é a CDC, que tem poderes para forçar os países signatários a obedecer.

De acordo com o site Direitos dos Pais, a essência da CDC dita o seguinte:

* Os pais não mais poderão administrar disciplina física em seus filhos.

* Um assassino de 17 anos, 11 meses e 29 dias no momento do seu crime não mais poderá ser sentenciado à prisão perpétua.

* As crianças terão o direito de escolher sua própria religião e a única autoridade dos pais será aconselhar seus filhos sobre religião.

* O princípio dos melhores interesses da criança dará ao governo a autoridade de prevalecer sobre toda decisão feita pelos pais se um funcionário do governo discordar da decisão dos pais.

* O “direito de a criança ser ouvida” permitirá que um funcionário do governo busque avaliação governamental para todas as decisões dos pais com as quais a criança discordar.

* De acordo com a interpretação existente, será ilegal um país gastar mais na defesa nacional do que gasta no bem-estar das crianças.

* As crianças adquirirão um direito ao lazer que será implementado com a força da lei [se a criança quiser assistir a um filme no cinema do qual os pais discordem, a lei prevalecerá sobre a vontade dos pais].

* Ensinar crianças sobre o Cristianismo nas escolas é considerado violação às normas da CDC.

* Permitir que pais removam seus filhos de aulas de educação sexual é considerado violação às normas da CDC.

* Crianças terão o direito a informações e serviços de saúde reprodutiva, inclusive abortos, sem o conhecimento ou consentimento dos pais.

“Onde a criança tem um direito cumprido pelo governo, as responsabilidades mudam dos pais para o governo”, disse Farris. “As implicações de toda essa mudança de responsabilidades é que os pais não mais têm os papeis tradicionais de serem responsáveis pelos seus filhos ou terem o direito de dirigirem seus filhos”.

O governo decidirá o que está nos melhores interesses das crianças em caso por caso, e a CDC será considerada superior às leis de cada estado, disse Farris. Os pais poderão ser tratados como criminosos por tomarem decisões do dia-a-dia acerca da vida de seus filhos.

“Se você acha que seu filho não deve ir para a festa de formatura porque suas notas estão baixas, a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança dá poder ao governo para examinar sua decisão e decidir se acha que está nos melhores interesses do seu filho”, disse ele. “Se você pensa que seus filhos são novos demais para ter uma conta no Facebook [semelhante ao Orkut], a ONU chega para determinar se ou não sua decisão está nos melhores interesses da criança, levando em consideração que sua decisão interfere com o direito de comunicação das crianças”.

Ele continuou: “Se você pensa que seu filho deve ir para a igreja três vezes por semana, mas a criança quer ir à igreja só uma vez por semana, o governo chega para decidir o que pensa que está nos melhores interesses das crianças acerca da freqüência à igreja”.

Ele disse que os assistentes sociais dos EUA serão os responsáveis pela implementação das políticas.

Farris disse que poderá ser mais fácil o presidente Obama pressionar em favor da ratificação do tratado do que foi durante o governo de Clinton, pois “o mundo político mudou”.

Num debate presidencial na Universidade Walden em outubro passado, Obama indicou que ele poderá agir.

“É vergonhoso nos encontrarmos na companhia da Somalia, uma terra sem lei”, Obama disse. “Eu analisarei esse e outros tratados para garantir que os Estados Unidos retomem sua liderança global nos direitos humanos”.

A Secretária de Estado Hillary Clinton sempre foi uma apoiadora forte da CDC, e ela agora tem controle direto sobre a submissão do tratado para o Senado para ratificação. O processo requer um voto de dois terços.

Farris disse que Barbara Boxer (D-Calif.) afirmou em reunião particular logo antes do Natal que o tratado será ratificado dentro de dois anos.

Em novembro, um grupo de quarenta personalidades da política externa pediu a Obama que fortaleça as relações dos EUA com a ONU. Entre outras coisas, eles pediram que o presidente faça pressão para que o Senado aprove tratados que foram assinados pelos EUA, mas não ratificados.

Matthew Rojansky, diretor da entidade Partnership for a Secure America (Parceria para uma América Segura), ajudou a elaborar a declaração. Ele disse que o tratado exige forte apoio e provavelmente logo haverá ações, de acordo com um relatório do Inter Press Service.

Embora ele tenha dito que é certeza que a decisão de ratificar ocorrerá, Farris disse que os que trabalham pela aprovação do tratado enfrentarão oposição ferrenha.

“Penso que vai ser a batalha mais importante da vida”, disse ele. “Não há recursos políticos suficientes em Washington, D.C. para aprovar esse tratado. Nós o derrotaremos”.

Fonte: WND

Nota importante de Julio Severo: Os grupos conservadores americanos estão preocupados porque Obama pressionará os EUA a ratificar a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças (CDC). Para entender as preocupações dos americanos, basta considerar o fato de que o Brasil ratificou a CDC. Como conseqüência direta, o Brasil teve de elaborar uma legislação nacional que espelhasse a CDC. O nome da legislação que foi criada no Brasil? Estatuto da Criança e do Adolescente. Para ver mais informações, clique nos links abaixo:

O que está por trás da campanha estatal pelos direitos das crianças

Direitos das crianças: O que a ONU e o Estado fazem para controlar as famílias:

Governo Mundial: De que modo os Acordos da ONU sobre os Direitos das Mulheres e das Crianças Minam os Valores da Família, os Valores Evangélicos e a Soberania dos Países

O abuso estatal contra a ordem familiar

02 Fevereiro, 2009

Educação ao contrário

Educação ao contrário

Olavo de Carvalho

Clicando no Google a palavra “Educação” seguida da expressão “direito de todos”, encontrei 671 mil referências. Só de artigos acadêmicos a respeito, 5.120. “Educação inclusiva” dá 262 mil respostas. Experimente clicar agora “Educar-se é dever de cada um”: nenhum resultado. “Educar-se é dever de todos”: nenhum resultado. “Educar-se é dever do cidadão”: nenhum resultado.

Isso basta para explicar por que os estudantes brasileiros tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais. A idéia de que educar-se seja um dever jamais parece ter ocorrido às mentes iluminadas que orientam (ou desorientam) a formação (ou deformação) das mentes das nossas crianças.

Eis também a razão pela qual, quando meus filhos me perguntavam por que tinham de ir para a escola, eu só conseguia lhes responder que se não fizessem isso eu iria para a cadeia; que, portanto, deveriam submeter-se àquele ritual absurdo por amor ao seu velho pai. Jamais consegui encontrar outra justificativa. Também lhes recomendei que só se esforçassem o bastante para tirar as notas mínimas, sem perder mais tempo com aquela bobagem. Se quisessem adquirir cultura, que estudassem em casa, sob a minha orientação. Tenho oito filhos. Nenhum deles é inculto. Mas o mais erudito de todos, não por coincidência, é aquele que freqüentou escola por menos tempo.

A idéia de que a educação é um direito é uma das mais esquisitas que já passaram pela mente humana. É só a repetição obsessiva que lhe dá alguma credibilidade. Que é um direito, afinal? É uma obrigação que alguém tem para com você. Amputado da obrigação que impõe a um terceiro, o direito não tem substância nenhuma. É como dizer que as crianças têm direito à alimentação sem que ninguém tenha a obrigação de alimentá-las. A palavra “direito” é apenas um modo eufemístico de designar a obrigação dos outros.

Os outros, no caso, são as pessoas e instituições nominalmente incumbidas de “dar” educação aos brasileiros: professores, pedagogos, ministros, intelectuais e uma multidão de burocratas. Quando essas criaturas dizem que você tem direito à educação, estão apenas enunciando uma obrigação que incumbe a elas próprias. Por que, então, fazem disso uma campanha publicitária? Por que publicam anúncios que logicamente só devem ser lidos por elas mesmas? Será que até para se convencer das suas próprias obrigações elas têm de gastar dinheiro do governo? Ou são tão preguiçosas que precisam incitar a população para que as pressione a cumprir seu dever? Cada tostão gasto em campanhas desse tipo é um absurdo e um crime.

Mais ainda, a experiência universal dos educadores genuínos prova que o sujeito ativo do processo educacional é o estudante, não o professor, o diretor da escola ou toda a burocracia estatal reunida. Ninguém pode “dar” educação a ninguém. Educação é uma conquista pessoal, e só se obtém quando o impulso para ela é sincero, vem do fundo da alma e não de uma obrigação imposta de fora. Ninguém se educa contra a sua própria vontade, no mínimo porque estudar requer concentração, e pressão de fora é o contrário da concentração. O máximo que um estudante pode receber de fora são os meios e a oportunidade de educar-se. Mas isso não servirá para nada se ele não estiver motivado a buscar conhecimento. Gritar no ouvido dele que a educação é um direito seu só o impele a cobrar tudo dos outros — do Estado, da sociedade — e nada de si mesmo.

Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. Isso é uma constante que vem do tempo do Império e já foi abundantemente documentada na nossa literatura. Nessas condições, campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma.

Fonte: Diário do Comércio, 27 de janeiro de 2009

Divulgação: www.juliosevero.com

27 Janeiro, 2009

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Distorções e abusos do Estado voraz gerando caos às famílias

Intrusivas políticas estatais deixam famílias fracas, confusas e vulneráveis

Julio Severo

De acordo com o jornal O Globo, cada vez mais pais aflitos recorrem à Justiça para resolver os problemas de seus filhos. “Seu juiz, trouxe o meu filho aqui porque não sei mais o que fazer” é frase ouvida com frequência nas salas de audiência. Depois de anos de doutrinação de psicólogos contrários a limites firmes e disciplina, nem psicologia nem psiquiatria estão conseguindo oferecer solução para as famílias. Pais desesperados pedem socorro a juízes até para questões mínimas de limites para os filhos. É essa a função verdadeira dos juízes?

Famílias do passado tinham autonomia e filhos delinqüentes eram raridade

No passado, qualquer família tinha autonomia, disposição e proteção para resolver seus próprios problemas. Um filho que havia cometido desobediência grave era surrado até com pedaço de pau. A desobediência morria com tanta eficácia que as gerações passadas tinham problemas, mas não de delinqüência juvenil, que era resolvida de forma enérgica. O Estado nem pensava em desafiar a autoridade e direitos dos pais na fundamental responsabilidade de criar os filhos.

Pequenos roubos e desafios eram tratados ao rigor do clássico “arreio”. Um senhor contou-me que, ao ser pego com uma revista pornográfica na adolescência, seu pai lhe deu uma surra tão forte que ele foi curado da pornografia. É desnecessário dizer que, mesmo sendo pobre, ele não se tornou delinqüente, nem precisou resolver suas frustrações em drogas, prostituição e crimes. Ele se tornou um homem trabalhador, querido e respeitado.

Enfim, os pais do passado tinham plena autonomia para corrigir os problemas de comportamento de seus filhos. Hoje, os pais não têm nenhuma autonomia. Eles têm medo.

Tente colocar seu filho para trabalhar num negócio da família — prática universal durante milhares de anos —, e agentes estatais do Conselho Tutelar lhe mandarão uma intimação desagradável. Será que trabalho para filhos é “nocivo” porque os filhos ficam sem tempo para se envolver com bebidas, drogas, farras e sexo?

Tente surrar seu filho com uma vara, impondo limites inegociáveis e rígidos. Novamente, agentes estatais, pagos com o dinheiro suado dos próprios pais, farão seu trabalho sujo de intromissão.

Por outro lado, nas escolas públicas crianças são doutrinadas acerca de seus direitos e de como denunciar seus pais se eles não se conduzirem conforme as imposições do Estado. Alunos são ensinados sobre os limites dos pais, enquanto o próprio Estado quebra todos os limites morais ao apresentar o sexo antes do casamento ou a relação homossexual como coisas normais. Ai do pai ou da mãe que discordar dessa educação imposta pelo Estado!

Diante disso, como impedir a desestruturação da família, quando o próprio Estado está envolvido na destruição da autoridade dos pais?

Os pais perderam sua autonomia necessária. Com o estrangulamento estatal dos direitos dos pais, as famílias naturais mal conseguem respirar.

Hoje, quem tem autonomia sobre as decisões da família é o Estado. Não que essa seja a sua competência, mas como está difícil acabar com a criminalidade real — o cronômetro do fracasso estatal agora marca mais de 50 mil assassinatos por ano no Brasil —, o governo prefere interferir na família, a fim de mostrar que está trabalhando. (Reconheça: não é nada fácil o Estado mostrar eficiência e trabalho com brutamontes assassinos!)

Beco sem saída para as famílias

O resultado? Famílias se desintegrando e que não sabem mais o que fazer. Elas estão num beco sem saída. Se cruzam os braços, são acusadas de negligência. Se usam o método tradicional e eficiente da vara, são acusadas de criminosas e abusadoras de crianças — sem mencionar que os psicólogos e psicanalistas ficarão furiosos, pois perderão boa parte de seus clientes. A única opção que o Estado lhes deixa é (tcham, tcham, tcham) obedecer ao Estado.

Na matéria de O Globo, um juiz desabafa: “O trabalho que fazemos aqui é muito mais social do que judicial”. A declaração é do juiz Marcius Ferreira, há um ano titular da Vara da Infância e da Juventude.

Juízes e autoridades estatais deveriam se envolver em questões de competência das famílias? Não são os pais que devem lidar com crianças e adolescentes desobedientes? Juízes e autoridades estatais deveriam lidar com jovens criminosos, não desobedientes. Criminoso, seja de que idade for, tem de ser tratado criminalmente pelos juízes — sem nenhuma impunidade. Filhos desobedientes (não criminosos) devem ser tratados pelos próprios pais.

O Globo então relata:

Preocupada com o avanço do fenômeno, a conselheira Andréa Pachá, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse que a família antigamente era estruturada de maneira mais vertical, e a autoridade nem sequer era discutida.

— Já as novas famílias, resultado de sucessivos divórcios e novos casamentos, são mais democráticas e já não encontraram espaço adequado para impor limite. Essa demanda acaba chegando à Justiça e gerando distorções — lamenta.

O divórcio e o recasamento, evidentemente, deixam muitas famílias sem estrutura e autoridade para impor limites e disciplina nos filhos. A situação das mães solteiras, cujos filhos são responsáveis por 70% da delinqüência e crimes juvenis, é o maior fator de problemas. Como resolver o aumento de assassinatos cometidos por adolescentes e jovens quando o governo incentiva a situação das mães solteiras?

Em vez de proteger e incentivar a família natural, o que o governo faz para dar soluções? Facilita os divórcios. Para garantir o caos social, o Estado impõe como padrão não a família natural, mas a família destruída. Documentos de identificação (como o CPF) omitem vergonhosamente o nome do pai, a fim de não ofender crianças concebidas por mãe solteiras. Assim, o Estado trata a família natural com descaso e abuso, elevando as exceções trágicas a nível de respeito e padrão.

A omissão comprada da imprensa

O pior é que a imprensa não colabora para revelar a verdade, apontar os erros e mostrar quem são os culpados reais. Quando noticiam os problemas das famílias, a imprensa omite completamente o papel do Estado como um dos grandes provocadores de problemas. Pelo contrário, o governo é apresentado como a Grande Solução. Não é para isso que a imprensa é paga?

A imprensa tem escolha, a não ser se vender? Anos atrás, o comunista José Dirceu (que, pela total ausência de arrependimento público pelos seus crimes, ainda pode ser considerado terrorista comunista) telefonou para a TV Record para “conversar” sobre o jornalista Boris Casoy, que insistia em noticiar os escândalos do governo Lula. Dirceu insinuou que a Record poderia perder o patrocínio de empresas estatais, que parariam de investir milhões em comerciais na televisão que se diz evangélica e a favor da família. Logo depois, Casoy foi despedido.

Quer persuadir um dono de TV? Ameace suspender o patrocínio milionário de anúncios comerciais! Esse tipo de negociação é infalível. E o governo faz essa chantagem usando nosso próprio dinheiro.

Genuína liberdade de imprensa indica a raiz dos problemas

Qual é então o jornalista que ousará imparcial e objetivamente apontar a verdade de que o Estado tem participação fundamental na destruição das famílias e seus valores? Resta então a um escritor como eu, que não depende de patrocínio da Petrobras ou outra gigante estatal amordaçadora, a responsabilidade de mostrar os fatos como são.

Não é a toa que o público respeite tanto alguns blogs. Onde mais encontrar genuína liberdade de imprensa?

Enquanto o jornalista vendido revela o que o Estado quer ver, o escritor livre revela ao público o que precisa ser mostrado — doa a quem doer. E quem está reclamando de dores é o próprio Estado.

Fora dos blogs, a castração estatal sobre a grande imprensa é implacável.

Como escritor livre, tenho a liberdade de dizer que os Dez Mandamentos, que são padrão legal e universal para toda a humanidade, apontam Deus e em seguida os pais como prioridade de respeito. Nem mesmo as igrejas podem ocupar esses lugares. Aliás, até mesmo as igrejas e o Estado devem respeitar o papel de Deus e dos pais na sociedade.

Estado voraz X família vulnerável

Contudo, o Estado exige estar acima tanto de Deus quanto dos pais, cobrando obediência absoluta até mesmo em áreas que não lhe pertencem. O resultado é o que todos podemos ver em toda a sociedade.

No passado, se um filho ousasse levantar a voz para o pai ou para a mãe, levava do pai um tabefe ou pior. Hoje, filhos levantam a voz, a mão e o braço para os pais, sem medo e com autoridade. E ai do pai ou mãe que ousar levantar a voz e a mão ao filho delinqüente de tanta doutrinação estatal — os abutres estatais dos conselhos tutelares estão prontos para cair em cima da vítima. Essa invasão da autonomia da família, onde o pai é proibido de exercer sua autoridade de disciplina sobre o filho desobediente, é fruto do ECA — presente do Estado.

Hoje, menores de 18 anos levantam facas e armas para matar, e realmente matam — quantos quiserem. E o que recebem de castigo? Internamento em instituições de reabilitação até os 18 anos. Essa perversão de tratamento impune a um criminoso é fruto do ECA — presente do Estado.

É de admirar então que pais e mães estejam confusos, desesperados, desorientados, frustrados, aflitos e sem saber o que fazer? É de admirar que eles estejam recorrendo a juízes para lidar com a desobediência dos filhos que no passado era facilmente resolvida por qualquer pai minimamente consciente de seus deveres e responsabilidades?

O Estado, com a cumplicidade de ONGs maritacas sugadoras de impostos, impõe políticas prejudiciais, abusivas e absurdas às famílias e depois, debaixo do nariz e do acobertamento da mídia comprada, dá meia volta e joga a culpa em tudo e em todos. Ou então a própria imprensa comprada assume o trabalho sujo de culpar a tudo e a todos. Todos são culpados, menos o Estado e a mídia liberal. Mera coincidência?

A mídia finge que cobra e critica o governo, o governo finge que cobra e critica a mídia, mas a família não precisa fingir nada, pois é ela que está sendo atingida pelo fogo real dos dois lados.

Com o Estado provocando danos, se intrometendo onde não deve e mantendo a grande imprensa amordaçada e encoleirada através de chantagens legais, políticas e financeiras, as famílias não têm autonomia, não têm direitos e não têm liberdade. Ninguém reclame, pois, do estado das famílias brasileiras e da delinqüência dos jovens. Preocupemo-nos, em vez disso, com os falsos amigos da família: o Estado, que promove leis que fazem mais mal do que bem; e a mídia liberal, que mantém seu acobertamento fiel sobre os atos anti-família do Estado.

Os falsos amigos não se traem. Não é a toa que para lançar sua campanha para destruir a autoridade dos pais para disciplinar os filhos, o governo Lula tenha escolhido Xuxa como representante da mídia comprada. Deixando de confiar neles, as famílias estarão dando um importante passo para a sua estruturação.

Fonte: www.juliosevero.com

Para ler mais neste blog:

O preço da desintegração do casamento tradicional

Quando um pai não disciplina o próprio filho

Julio Severo e Heitor De Paola rebatem defesa ao ECA em programa de televisão

O abuso estatal contra a ordem familiar

Direitos das crianças: O que a ONU e o Estado fazem para controlar as famílias:

O que está por trás da campanha estatal pelos direitos das crianças:

CRIMINOSOS PRIVILEGIADOS: Fortalecendo a impunidade em nome da reabilitação dos menores que estupram e matam

Insensatez na punição de menores

A Constituição do Crime

26 Dezembro, 2008

Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa

Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa

Tribunal recusa examinar notas dos testes e relatórios psicológicos que provam a eficácia da educação escolar em casa

Matthew Cullinan Hoffman

MINAS GERAIS, BRASIL, 23 de dezembro de 2008 (LifeSiteNews.com) — Cleber e Bernadeth Nunes foram condenados por um segundo tribunal civil por educarem seus filhos em casa, apesar de eles terem passado em testes impostos pelo governo que os professores confessaram que eles mesmos não conseguiriam passar.

Uma turma de três juízes no tribunal de segunda instância recusou até mesmo examinar os resultados dos testes, onde os dois filhos de Cleber foram aprovados. Essa série de testes foi muito rigorosa, abrangendo várias matérias, inclusive matemática, geografia, ciência, história, português, inglês, arte e educação física.

“Não podemos permitir a análise aqui da qualidade da educação que está sendo dada em casa, pois a educação escolar em casa jamais poderá substituir a instrução normal”, disse o juiz Almeida Diniz, que fez parte da turma. Os testes foram feitos por ordem de um juiz criminal que está julgando o mesmo caso em seu próprio tribunal.

O tribunal civil também recusou receber como evidência uma avaliação que mostrava que os filhos são psicologicamente saudáveis, têm um bom relacionamento com seus pais e têm amizades fora do lar. Ambos os testes foram feitos por ordem de um tribunal criminal que está também julgando o caso dos Nunes.

Apesar de os testes nacionais mostrarem resultados horríveis do sistema brasileiro de educação pública, um dos três juízes afirmou em seu veredicto escrito que “a qualidade de nossa educação é inegável. Se compararmos, por exemplo, os cidadãos brasileiros normais com os cidadãos norte-americanos normais, a conclusão é devastadora. Os norte-americanos sabem pouco… em comparação com os brasileiros. Nosso sistema escolar é, ao contrário, muito bom em comparação com outros países”.

João Senna dos Reis, colunista do jornal Diário do Aço, fez pouco caso da declaração, observando que “uma simples verificação oficial de que 70% dos brasileiros não sabem ler e interpretar cinco linhas de texto banal representa uma confissão chocante de como está indo nosso sistema educacional”.

“Em algum ponto os magistrados tiveram de agir em má consciência antes de invocarem absurdos como vender a imagem falsa de que temos um sistema educacional no mesmo nível dos países do primeiro mundo”, acrescentou ele. “Como estamos em dezembro e todo tipo de lista de eventos notáveis começa a aparecer, não será surpresa se este tribunal for colocado na categoria da melhor piada do ano”.

Cleber Nunes disse para LifeSiteNews que ele planeja apelar o caso para o Superior Tribunal de Justiça, e se necessário ele apelará o caso para o Supremo Tribunal de Justiça.

“Penso que o tribunal não quis nem mesmo examinar o caso porque não quer mais famílias educando os filhos em casa”, disse Nunes para LifeSiteNews.

“Estava claro que os meninos estão indo bem, que não há abandono intelectual, mas as autoridades continuam defendendo sua posição, defendendo a lei e esquecendo que o foco da lei é as crianças”, disse ele.

Para ler mais sobre o caso da família Nunes em LifeSiteNews, veja:

Adolescentes que estudam em casa alcançam vitória surpresa em confronto com o governo

Casal que ensina em casa poderá ser preso se seus filhos falharem em duros testes governamentais

Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

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