02 maio, 2019

Ministro da Educação Abraham Weintraub e seu socialismo de direita ou estatismo de direita


Ministro da Educação Abraham Weintraub e seu socialismo de direita ou estatismo de direita

Julio Severo
O novo ministro da Educação Abraham Weintraub prometeu que no governo Bolsonaro haverá muito mais creches do que no governo Lula e Dilma.
Ele disse: “Nosso plano de governo prevê a educação básica como prioridade e é isto que vamos seguir. Mais creches e mais crianças alfabetizadas.”
O conceito de creche — de afastar a criança da mãe o mais cedo possível — é um conceito adotado, defendido e amplamente praticado no socialismo.
Quando eu ouvia Lula e Dilma falando de ampliar o número de creches — de afastar as crianças de suas mães —, eu buscava alertar. Com Lula e Dilma, o Brasil teve um grande e horroroso aumento no número de creches.
Contudo, eu esperava de um governo suspostamente direitista que houvesse incentivos para as mães ficarem com seus filhos em casa para cuidar deles e educá-los. Por isso, foi uma surpresa total ler que Weintraub pretende aumentar mais ainda o que Lula e Dilma já haviam aumentado.
Nos governos Lula e Dilma, aumentar o número de creches representava a implementação de um ideal socialista. Para Weintraub e o governo Bolsonaro, que se julgam direitistas, aumentar creches significa o quê? Socialismo de direita? Estatismo de direita? Sem mencionar que todos os tipos de abuso, inclusive sexual, acontecem em creches.
Votei em Bolsonaro para, por exemplo, eliminar a lei de Lula que obriga crianças de 4 anos a ir para a escola. Ao fazer essa lei, Lula anunciou que ele estava usando o modelo da China comunista. Mas nem Weintraub nem o governo Bolsonaro disseram que vão eliminar essa lei comunista.
No caso de Weintraub, é uma questão ainda mais problemática porque ele tem sido apresentado pela mídia como um homem que detesta o socialismo. Ele disse: “O socialista é a Aids; e o comunista, a doença oportunista.”
Para um homem que detesta o socialismo, qualquer iniciativa de afastar ainda mais as crianças de suas mães seria vista como “AIDS ou doença oportunista.”
O direitista genuinamente contra o socialismo faria exatamente o contrário de um socialista: Implementaria iniciativas para aproximar e solidificar o contato entre crianças e pais.
A escritora americana Mary Pride, que é líder do movimento de educação escolar em casa nos Estados Unidos, citou que Platão, ao apresentar a sociedade socialista ideal, disse:
“Na sociedade ideal… não há papel doméstico como o da dona-de-casa. Já que a ‘procriação planejada’ e AS CRECHES reduzem ao mínimo a imprevisibilidade da gravidez e o tempo que as mães são obrigadas a gastar na gravidez e na criação dos filhos, o papel delas como mães não mais é algo que necessite tempo integral. Portanto, as mulheres não poderão mais ser definidas em seus papéis tradicionais.” (De Volta Ao Lar.)
A Federação Internacional de Planejamento Familiar, que é a maior organização de aborto do mundo e tem o apoio da ONU, propôs as seguintes estratégias para reduzir o tamanho da população mundial e para que os casais tenham menos filhos: Aumento do homossexualismo; estabelecimento de creches; leis que levem as mulheres a trabalhar fora.
Tudo isso é socialismo. Tenho tido, há mais de 30 anos, facilidade para identificar essas e outras estratégias socialistas porque tive uma excelente formação conservadora. Leio livros conservadores evangélicos americanos (em defesa do homeschooling, da Bíblia, de Reagan e contra o comunismo) desde a década de 1980.
Por que então Abraham Weintraub não conseguiu identificar que aumentar o número de creches significa aumentar o poder do socialismo? Qual é a formação dele? O site Intercept classifica Weintraub como “um discípulo de Olavo.” Essa formação parece lhe ter dado pouca visão de como identificar o socialismo na prática.
Aliás, ele não foi nomeado como ministro da Educação por ter experiência nessa área, mas porque ele é discípulo de Carvalho e porque o Presidente Jair Bolsonaro, em quem votei, escolheu Carvalho como seu Rasputin pessoal. Seguir o Rasputin tem trazido alguns desastres governamentais. Primeiramente, por indicação de Carvalho, Bolsonaro informou em novembro do ano passado que nomearia Ricardo Vélez como ministro da Educação.
Na época, avisei que Vélez tinha estranhas opiniões, inclusive que ele era contra Trump e apoiava Hillary Clinton. Vélez encheu o ministério da Educação de confusões e caos, especialmente depois de contratar adeptos do Rasputin. A consequência foi que Vélez durou apenas três meses no cargo. Foi demitido por incompetência.
Bolsonaro parece não ter aprendido nada com esse desastre. Agora, ele nomeou um anticomunista que adora creches comunistas. É uma contradição caótica.
Bolsonaro adora Olavo e seus adeptos. O ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro, também discípulo de Carvalho, é adepto do ocultista islâmico René Guénon e seu discípulo mais importante, Julius Evola, cujas ideias inspiraram o nazismo e o fascismo. Carvalho e Steve Bannon, que são aliados, também são adeptos de Guénon.
O raciocínio de Bolsonaro parece ser: Se um olavista no ministério da Educação provocou desastres, traga outro olavista para tentar tudo de novo.
E o raciocínio de Weintraub parece ser: Se os socialistas Lula e Dilma fizeram creches socialistas para doutrinar crianças no socialismo, eu vou fazer mais creches socialistas de direita para doutrinar crianças no socialismo de direita.
Leitura recomendada:

30 abril, 2019

Presidente brasileiro anula proibição de ensino em casa


Presidente brasileiro anula proibição de ensino em casa

Alex Newman
O novo governo do presidente brasileiro incendiário e anti-elite Jair Bolsonaro acaba de consagrar novas proteções para o ensino doméstico na lei federal, garantindo direitos iguais para as famílias que educam em casa. No entanto, uma série de preocupações foram expressas, inclusive vacinação compulsória e uma disposição que viola o direito dos pais de educar seus filhos em casa se os alunos falharem nos testes do governo por dois anos consecutivos.
A medida, que foi lançada pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Educação, oficialmente protege os direitos humanos de todos os pais brasileiros à educação domiciliar. Essa medida ocorre depois de uma decisão radical do Supremo Tribunal do Brasil no ano passado, pretendendo proibir a educação escolar em casa no país, a menos e até que o Congresso brasileiro aprovasse leis que a regulamentassem.
Contudo, a nova medida do governo Bolsonaro efetivamente anula essa decisão, abrindo caminho para famílias em todo o Brasil deixarem o infame e terrível sistema de “educação” do governo. As autoridades descreveram a política como necessária para defender os direitos humanos, que sempre foram entendidos como incluindo o direito dos pais de decidir que tipo de educação escolar seus filhos deveriam receber.
“Entendemos que é direito dos pais decidir sobre a educação de seus filhos,” disse a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, uma das principais figuras por trás da mudança. “É uma questão de direitos humanos. Então, essa iniciativa vem deste ministério sob este entendimento. É uma questão também de direitos humanos.”
Mas, enquanto os defensores da educação escolar em casa elogiaram a decisão, alguns analistas e ativistas também estão expressando sérias preocupações. O líder evangélico brasileiro Julio Severo, por exemplo, que tem defendido a liberdade escolar em casa por mais de duas décadas, destacou uma exigência da medida que obriga os pais a mostrar prova de que as crianças educadas em casa receberam todas as vacinas exigidas pelo governo.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista conservadora americana The New American: Brazilian President Nullifies Homeschooling Ban
Leitura recomendada sobre educação escolar em casa:
Leitura recomendada sobre vacinas:

12 abril, 2019

Governo Bolsonaro avança medida de educação escolar em casa — de forma não muito conservadora


Governo Bolsonaro avança medida de educação escolar em casa — de forma não muito conservadora

Julio Severo
Com o objetivo de garantir direitos iguais aos de estudantes da educação escolar em casa (homeschooling), o presidente Jair Bolsonaro assinou projeto de lei, em 11 de abril de 2019, para regulamentar essa educação.
O projeto foi incluído como uma das metas dos 100 dias de governo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que coordenou a formulação do projeto, em conjunto com o Ministério da Educação.
“Nós entendemos que é direito dos pais decidir sobre a educação dos seus filhos, é uma questão de direitos humanos. Então, a iniciativa sai deste ministério sob esta vertente. É uma questão de direitos humanos também,” afirma a ministra Damares Alves, que lidera o MMFDH.
Embora o incentivo inicial tenha sido dela para garantir às famílias educadoras em casa a liberdade de exercer seu direito educacional, o projeto de lei sofreu a intervenção de vários membros do governo, principalmente do Ministério da Educação (MEC).
Com o MEC cheio de agentes olavetes, inclusive um militante da Inquisição, é preocupante o rumo da educação em casa.
Para se cadastrar na educação em casa do governo Bolsonaro, o MEC exige que os pais apresentem a carteira de vacinação atualizada de cada criança.
Pelo fato de que a vacinação é obrigatória no Brasil, pais que educam em casa e não vacinam os filhos por questão de segurança e saúde não poderão nem pensar em se cadastrar no MEC, não só porque não serão aceitos, mas também porque estarão sob o risco de serem denunciados às autoridades.
Eu próprio, que luto pela educação em casa no Brasil desde 1995, não poderia me cadastrar, pois meus filhos não são vacinados. Meu modelo de homeschooling é o exemplo americano, onde muitas famílias têm a liberdade legal de não vacinar os filhos. Se a nação mais poderosa do mundo protege essa liberdade dos pais, por que o Brasil não pode?
Forçar famílias conservadoras que educam em casa a vacinar os filhos não é uma medida conservadora. Geralmente, a ONU e outras organizações esquerdistas trabalham para forçar a vacinação nas crianças e destruir a liberdade e o direito das famílias decidirem questões de saúde para seus filhos. O governo Bolsonaro precisa pois de conservadores experientes para não introduzir num projeto conservador (a educação escolar em casa) uma medida draconiana não conservadora (vacinação compulsória).
Outro item interessante no projeto de lei de educação em casa do governo Bolsonaro é:
“Se as crianças forem reprovadas por dois anos seguidos, ou três anos não consecutivos, os pais perderão o direito de educar os filhos nesta modalidade.”
Se a criança for reprovada, ela deverá ser matriculada numa escola. Isto é, a reprovação exige a saída da criança do homeschooling.
Mas se o objetivo é direitos iguais, se a criança for reprovada dois anos seguidos na escola, ela não deveria também ser tirada da escola? A educação escolar no Brasil tem tido um péssimo desempenho nacional e internacional, mas a lei não exige a remoção das crianças desse ambiente escolar que gera fracasso.
O governo Bolsonaro deveria urgentemente criar um grupo de trabalho com especialistas de homeschooling para fazer um projeto que atenda às necessidades educacionais de pais que buscam educar os filhos de forma conservadora, sem obstáculos esquerdistas. A exigência de vacinação das crianças é um desses obstáculos.
Cabe aos pais, não ao Estado, decidir o que é melhor em educação e saúde para seus filhos.
Leitura recomendada sobre educação escolar em casa:
Leitura recomendada sobre vacinas:

08 março, 2019

Um agente secreto da Inquisição no Ministério da Educação do Brasil?


Um agente secreto da Inquisição no Ministério da Educação do Brasil?

Julio Severo
Uma revelação um tanto misteriosa mostrou que um defensor da Inquisição está trabalhando dentro do Ministério da Educação do Brasil.
Em um tuíte de 6 de março de 2019, um usuário disse:
“O livro do prof. Ricardo da Costa, agora a serviço do governo do presidente @jairbolsonaro no INEP, precisa da contribuição de todos para ser publicado! Visões da Idade Média, com artigo inédito sobre a Inquisição e outros mais.”
O próprio Ricardo da Costa confirmou a mensagem compartilhando-a.
A presença de Costa no INEP, que é uma divisão do Ministério da Educação do Brasil, é uma contradição total da suposta missão do presidente Jair Bolsonaro, que prometeu remover a doutrinação ideológica do governo brasileiro, especialmente de sua educação.
Enquanto a missão do Ministério da Educação é educar, a missão de Costa tem sido “educar” as pessoas sobre os alegados benefícios da Inquisição. Ao mesmo tempo em que Costa está trabalhando nesse ministério, ele está lançando seu livro sobre a Inquisição. Ele é um ideólogo da Inquisição.
No Facebook, Costa participou do “Grupo de Estudo sobre a Inquisição com Prof. Ricardo da Costa.” Além de defender a Inquisição em artigos de internet, Costa é autor do prefácio do livro “A Verdadeira História da Inquisição,” que visa reabilitar a imagem dessa máquina assassina.
Em entrevista ao Terça Livre, canal de internet de adeptos do astrólogo Olavo de Carvalho, ele explicou que a Inquisição deu origem ao sistema jurídico processual e que antes desse tribunal os julgamentos eram sumários.
Tal informação pareceria interessante para pessoas que não têm conhecimento de história, mas muitos séculos antes da Inquisição, o Apóstolo Paulo foi julgado por tribunais romanos e seu processo levou anos. Não houve julgamento ou execução sumária. Paulo teve muito tempo para pregar o Evangelho enquanto seu processo estava em andamento. Então a informação de Costa é uma mentira descarada.
Além disso, Paulo teria preferido morrer por Jesus a matar por Jesus. Essencialmente, a Inquisição matava usando o nome de Jesus para o mal, para proteger os interesses religiosos, políticos e financeiros da Igreja Católica.
Costa não tem nenhum apoio do Apóstolo Paulo e do Novo Testamento para defender a Inquisição.
Os judeus, que eram as principais vítimas da Inquisição, não concordariam com Costa. Os evangélicos, que também eram vítimas, concordariam com os judeus.
A Inquisição também operou no Brasil torturando e matando judeus. A Inquisição só foi parada no Brasil por pressão da Inglaterra, no início do século XIX, que não queria que seus autoridades e marinheiros em viagem fossem executados por serem evangélicos.
Com a eleição de Jair Bolsonaro, havia a esperança de que o Ministério da Educação pudesse, finalmente, incluir oficialmente na história brasileira a perseguição aos judeus sob a Inquisição. É um fato indiscutível que a Inquisição torturou e matou judeus brasileiros.
É um fato indiscutível também que Jair Bolsonaro foi eleito especialmente por evangélicos, que são tão favoráveis aos judeus que querem que Bolsonaro mude a embaixada brasileira para Jerusalém. E houve gratidão — da parte de Israel. Em sua primeira viagem ao Brasil para estar na posse de Bolsonaro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que os evangélicos são os melhores amigos de Israel.
Em sua campanha, Bolsonaro realmente disse que a mudança da embaixada era fundamental, mas agora com a presidência firmemente em seu poder, ele fez comentários sugerindo que tal mudança não é tão importante.
O voto evangélico foi importante ou não para ele? Era tão importante que, em 2016, enquanto líderes evangélicos estavam fazendo o impeachment da presidente socialista Dilma Rousseff, Bolsonaro, que é nominalmente católico, estava em Israel sendo batizado por um pastor pentecostal no rio Jordão. Apesar das aparências brilhantes, ele não se converteu ao evangelicalismo ou ao pentecostalismo. Seu batismo foi apenas uma manobra política para atrair evangélicos. Funcionou.
Entretanto, hoje os cargos de mais alto nível no governo dele estão nas mãos não de evangélicos que o apoiaram. Estão nas mãos de adeptos de Carvalho, que, embora seja um imigrante autoexilado nos EUA, é o mais proeminente defensor da Inquisição no Brasil.
Os evangélicos foram traídos pelo oportunismo político.
Certamente, o atual Ministério da Educação tem feito esforços para remover o marxismo. Esse é um bom objetivo. No entanto, o novo ministro, Ricardo Velez, é conhecido não só como adepto de Carvalho e inimigo do marxismo, mas também como hostil a Trump. Você pode ver este artigo: Novo ministro da Educação: hostil ao socialismo e Trump, amistoso com Bolsonaro e Hillary
A boa notícia é que, finalmente, o Ministério da Educação do Brasil está permitindo a educação escolar em casa, mas os indivíduos indicados para tomar conta de sua administração também são adeptos de Carvalho, e todos eles têm poucos anos de experiência com a educação escolar em casa. E todos eles acreditam e proclamam que a Inquisição promoveu direitos humanos e não torturou e matou judeus e protestantes.
Tenho lutado em defesa do homeschooling (educação escolar em casa) no Brasil há mais de 20 anos e minha luta tem sido publicada no Brasil e outras nações. Aliás, publiquei o primeiro livro de educação escolar em casa no Brasil, “De Volta Ao Lar,” de Mary Pride.
Rinaldo Belisário, pastor batista e especialista em educação, tem mais de 25 anos de experiência com a educação escolar em casa e até tem um currículo de educação escolar em casa. Contudo, Bolsonaro, que foi eleito pelos evangélicos, rejeitou evangélicos com larga e velha experiência na educação escolar em casa e indicou defensores da Inquisição com muita militância ideológica, mas com pouca experiência em educação escolar em casa.
Tenho lutado contra o marxismo no Brasil por décadas, especialmente por causa de sua oposição à educação escolar em casa. Mas misturar a educação escolar em casa com a defesa da Inquisição é a nazificação de uma boa ideia. Eu uso o termo nazista porque tanto o nazismo quanto a Inquisição estavam engajados em perseguir, torturar e matar os judeus.
Não nos deixemos enganar: o nazismo também lutava contra o marxismo, e a maioria dos judeus que Hitler matou era marxista. Mas o antimarxismo do nazismo era de natureza ocultista. O antimarxismo de Carvalho também é de natureza ocultista.
Lutei tanto contra o marxismo que ocupava um trono no Ministério da Educação para vê-lo agora sendo ocupado por revisionistas da Inquisição que abraçam um ocultismo antimarxista?
Leitura recomendada:
Leitura recomendada sobre a Inquisição: