08 novembro, 2010

Rapazes revoltados

Rapazes revoltados

Patrice Lewis
Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é?
À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de “doces, amorosos menininhos corados” em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando… será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta?
A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino aprenderem a ser homens sob a tutela de seus pais (ou figuras paternas). Como todas as mães, Tiffani quer proteger seus meninos de ferimentos. Mas isso é bom a longo prazo? Talvez não. Tiffani está aprendendo quando afastar-se e deixar seu marido assumir a orientação de seus meninos.
À medida que amadurecem, os meninos nem sempre vão querer — ou precisar — proteção. Eles precisam de desafios, aventuras e atos de cavalheirismo. Os pais — os pais fortes — sabem quando afastar a proteção das mães e começar a treinar seus filhos a serem homens. A palavra-chave é treinamento.
O treinamento é decisivo. Meninos sem treinamento crescem e se tornam monstruosos: fora de controle, predatórios em cima das mulheres, irresponsáveis, incapazes ou indispostos a limitar seus impulsos movidos à testosterona para agressão ou sexo. Nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos que sobraram dos meninos que nunca aprenderam o que é necessário para ser um homem. Lamentavelmente, esses “meninos adultos” muitas vezes procriam indiscriminadamente e despreocupadamente, então se recusam a ser pai para os filhos que eles produzem.
Mas homens treinados transformam a sociedade. Eles trabalham duro. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem abrigos. Eles protegem, defendem e resgatam. Eles providenciam provisão para suas famílias. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem (ou não querem) fazer. Homens treinados são, nas palavras do colunista Dennis Prager, a glória da civilização.
Conforme aponta Tiffani, os meninos precisam de homens para ajudá-los a estabelecer sua masculinidade de modo apropriado. Os homens entendem que os meninos precisam de experiências e desafios definidores para cumprir seus papéis biologicamente programados. As mulheres não entendem isso, mas não tem problema. Pais fortes (ou figuras paternas fortes) instintivamente intervirão e começarão a treinar os meninos como domar a testosterona, como trabalhar, como respeitar as mulheres, como liderar e defender e como eliminar ameaças.
O problema começa quando não há um modelo de papel masculino para um menino imitar. Se os homens estão ausentes, enfraquecidos ou indispostos a ensinar os meninos como se conduzir, então os meninos não aprendem como ser homens. É simples assim.
As mães não têm a capacidade de ensinar os meninos a ser homens. Não importa quanto amemos nossos filhos do sexo masculino, não temos essa capacidade. As mães querem ser mães porque, afinal, é o que fazemos. Protegemos, cuidamos e beijamos as feridas dos nossos meninos. Mas chega uma hora na vida de todo menino em que ele precisa se erguer acima dos beijos nas feridas e ser um homem.
Os homens não dão beijos nas feridas. É assim que eles se tornam guerreiros e protetores.
Lembro-me de quando o filho de 13 anos de nosso vizinho andou de bicicleta até nossa casa, uma distância de um quilometro e meio em difícil estrada de terra. Ele levou um tombo desagradável e chegou coberto de arranhões e sangue. Quando lhe perguntei o que havia acontecido, ele explicou sobre o tombo… então acrescentou um sorriso radiante: “Mas não tem problema. Sou menino”. Não é preciso dizer mais nada.
Se eu tivesse me descabelado com a situação dele, falando carinhosamente, agindo de forma excessivamente preocupada e beijando seus machucados, eu teria roubado dele a aventura de ter sobrevivido de seu acidente. Ele se orgulhou das cicatrizes de sua batalha, e a última coisa que ele queria era cobri-las com ataduras infantis.
O que acontece quando os meninos não têm um homem forte para lhes ensinar? Os resultados variam de indivíduos fracos e covardes a totais brigões. Dou um exemplo em meu blog sobre uma mulher dominadora com um marido fraco criando dois filhos do sexo masculino. Esses meninos estão crescendo num lar torcido e desordenado que vai contra a natureza humana e a programação biológica, e os meninos vão virar homens abrutalhados.
Meninos que crescem com nada senão a “proteção” de suas mães — sem nenhum homem forte para lhes dar a chance de acabarem com as ameaças — se tornam revoltados e cheios de amargura. Eles sabem que algo está errado. Eles sabem que têm de defender as mulheres, mas eles guardam tanto ressentimento de suas mães por “protegerem” a eles de todos os desafios que o modo como eles veem as mulheres fica distorcido.
Se o marido dessa mulher tivesse desempenhando seu papel como cabeça da casa, esses meninos poderiam ter se tornado homens diferentes. Se ele tivesse resgatado seus filhos do perpétuo amor protetor de sua esposa, seus filhos poderiam ser Homens em Treinamento em vez de Futuros Abrutalhados. Mas temo que seja tarde demais.
Creio que uma parte de criar filhos fortes e equilibrados vem de meninos observando suas mães honrarem seu pai. O lar em que a mãe e o pai respeitam um ao outro por suas várias forças biológicas cria os filhos da forma mais estável e equilibrada possível.
Meu marido e eu não temos filhos para criar e se tornarem homens. Mas nossas meninas estão aprendendo a admirar a verdadeira masculinidade, não potenciais abrutalhados ou fracos e covardes. Ajuda tremendamente que, em nossa vizinhança, estejamos cercados de pais responsáveis que estão criando excelentes rapazes — fortes, prontos para ajudar, protetores das mulheres, ansiando serem heróis.
Com que tipo de homem você pensa que quero que minhas filhas casem algum dia? O Homem de Verdade que assume seu papel biológico de protetor e guerreiro? Ou o Rapaz Revoltado que xinga a mãe e despreza o pai? Qual lhe parece o homem mais equilibrado e firme?
Nada disso é difícil demais de entender — ou, pelo menos, não devia. Infelizmente na cultura andrógina feminista de hoje, esse conceito se tornou motivo de desprezo e zombaria.
Patrice Lewis é uma escritora independente e autora do livro “The Home Craft Business: How to Make it Survive and Thrive” (Empresa Doméstica de Artesanato: Como Fazê-la Sobreviver e Prosperar). Ela é cofundadora (com seu marido) de uma empresa doméstica de artigos de madeira. O casal Lewis vive em Idaho, educando em casa suas duas filhas e cuidando de seu gado. Visite o blog dela: http://www.patricelewis.blogspot.com/
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND
Visite o Blog Escola em Casa: www.escolaemcasa.blogspot.com

26 outubro, 2010

ONU legaliza pornografia infantil e prostituição

ONU legaliza pornografia infantil e prostituição

Judith Reisman
Considere a recente reportagem da WND sobre recente abertura, na Escócia, da pornografia de internet para as crianças nas escolas, durante o horário de almoço, graças à Convenção dos Direitos da Criança da ONU, atualmente não-ratificada pelos reprimidos EUA.
Os “direitos da criança” da ONU incluem o condicionamento das crianças à prostituição e pornografia “consensual” e o “direito” de ser usada por qualquer canalha que elas “escolham.” Os pais que protestarem correm o risco de serem presos ou tachados de loucos.
Embora a Convenção dos Direitos da Criança da ONU, de 2010, evite a linguagem incendiária dos últimos anos, empregam-se os mesmos dispositivos de comercialização sexual de crianças.
“Artigo 1 (Definição de criança): A Convenção define ‘criança’ como uma pessoa abaixo da idade de 18 anos, a menos que as leis de um país em particular estabeleçam uma idade legal adulta inferior a essa”. Isso permite deliberadamente que qualquer idade seja redefinida como adulta.
Tradução: Países com prostituição ou pornografia legais e “idade adulta” inferior podem comercializar prostituição/pornografia infantil. Os autores dos “direitos” sabem que a idade adulta pode se tornar qualquer idade, dependendo da idade do(s) parceiro(s). A idade de consentimento da Espanha hoje é de 13 anos, a pornografia legal e a prostituição legal, na prática.
O artigo 17 diz: “(Acesso a informação; mídia de massa): As crianças têm o direito de obter informações que sejam importantes para sua saúde e bem-estar…”
Muito material internacional pornográfico e material fraudulento da Federação Internacional de Planejamento Familiar [a maior rede mundial de abortos] travestido de educação sexual e prevenção à AIDS é considerado bom para a “saúde e bem-estar” das crianças. Da mesma forma, “livros para crianças” mentem e violam sexualmente a criança leitora.
O Artigo 13 é a lei de acesso à pornografia: “A criança terá o direito à liberdade de expressão… a receber e compartilhar informação e ideias de todos os tipos, independentemente de fronteiras, seja oralmente, por escrito ou por via impressa, na forma de arte ou através de qualquer outra mídia da escolha da criança.”
Então, um educador pedófilo escocês organiza o acesso a “todas” as mídias para qualquer idade, de 1 a 18 anos. Livre “expressão... independentemente de fronteiras, seja oralmente, por escrito ou por via impressa, na forma de arte ou através de qualquer outra mídia da escolha da criança” é uma escolha da criança.
O artigo 15 às crianças de qualquer idade a “liberdade de associação e reunião pacífica. Nenhuma restrição pode ser colocada no exercício desses direitos” se eles forem legais e não violarem a segurança pública, etc. É ilegal aos pais impedirem as crianças de más ações, etc. Bilhões podem ser ganhos por meio destes artigos “de proteção” à criança.
Artigo 16: autoriza a prisão dos pais que interferirem nas atividades de um cafetão, pois as crianças estão protegidas contra “toda interferência arbitrária ou ilegal em sua privacidade… honra ou reputação.”
O artigo 24 prevê os serviços e a educação sobre o planejamento familiar como “serviço de saúde,” “abolindo práticas tradicionais prejudiciais à saúde das crianças.”
Tradução: a contracepção infantil, vacinação compulsória contra doenças venéreas e aborto como “proteções” infantis em documentos internacionais de assistência.
Nenhum dos “direitos” identifica imagens sexuais explícitas como “materiais que poderiam prejudicar as crianças.”
Por que será que os que trabalham para o UNICEF são sempre pintados como mocinhos? Na edição de primavera de 1991 do Journal of Pedophilia [Revista de Pedofilia], o autor lamenta o diretor belga do UNICEF tenha sido condenado pelo estupro, tortura, prostituição e pornografia na área de laboratórios da ONU que fica no subsolo da ONU. Os pedófilos protestaram, alegando que “Desde o caso Dutroux [UNICEF] na Bélgica, a televisão e os jornais estão cheios de notícias sobre pedofilia de um modo pejorativo e negativo.”
Puxa, não os jornais americanos. Embora a condenação de um notório grupo de pedófilos que regularmente abusava sexualmente de crianças no porão do escritório central do UNICEF seja de interesse significativo para os americanos, nem o UNICEF nem a imprensa americana acharam isso uma notícia digna de se noticiar, protegendo a imagem e a renda da UNICEF.
O UNICEF fornece nutrição básica, água potável, serviço sanitário, serviços emergenciais e instrução fundamental. Entretanto, os “direitos sexuais das crianças” do UNICEF significam que a raposa está guardando o galinheiro e comendo bem.
A Dra. Judith Reisman trabalhava como especialista em abuso sexual infantil e crimes envolvendo pornografia a serviço do Departamento de Justiça, Justiça Juvenil e Prevenção da Delinquência dos Estados Unidos, e autora de vários livros, o mais novo dos quais é: “Sexual Sabotage: How One Mad Scientist Unleashed a Plague of Corruption and Contagion on America.” [Sabotagem sexual: como um cientista louco desencadeou uma praga de corrupção e contágio na América]. Mais informações estão disponíveis no seu site.
Artigo original: WND.
Tradução do blog DEXTRA, feita por recomendação e a pedido de Julio Severo.
Divulgação: www.juliosevero.com

25 outubro, 2010

Controle da mente versus Educação

Controle da mente versus Educação

Earle Fox
Uma vez que você consiga tornar a Igreja irrelevante através da estratégia do "dividir para conquistar", é fácil controlar a mente do público através da educação estatal obrigatória.
No final de 1800 uma nova arma foi descoberta para ganhar controle sobre as liberdades inspiradas pelas três jóias da coroa [1]: o controle da mente. O controle da mente subjuga povos com mais eficácia e destrói muito menos da infra-estrutura da sociedade-alvo do que a guerra. Você convence os crédulos a gostarem de ser controlados; você vende a idéia (do controle mental) como algo necessário para a proteção, sobrevivência e conforto deles.
As técnicas de controle da mente começaram a ser desenvolvidas no final de 1800 por obra de psicólogos alemães e da nova psicologia "behaviorista", principalmente na Universidade de Leipzig, com Wilhelm Wundt. Pavlov, sob o comando de Stalin, fez alguns progressos e os norte-coreanos e chineses na década de 50 conseguiram, por assim dizer, asperfeiçoá-las [2]. Antítese absoluta do comércio, da política e da educação honestos, o controle da mente agora está sendo rotineiramente utilizado pelas agências de publicidade, pelos políticos e pelas instituições de ensino em todo o mundo (especialmente por aquelas controladas pelo governo) [3]. O controle da mente é a principal arma dos políticos globalistas e do carro-chefe deles, as Nações Unidas.
Assim, os adeptos da mentalidade controladora não perderam tempo em aproveitar as oportunidades para subjugar a população "pacificamente" (como em Admirável Mundo Novo, em 1984 e A Revolução dos Bichos) e para fazer de todos nós escravos do governo. A lavagem cerebral é eficaz precisamente porque as idéias têm conseqüências. Troque as idéias de um povo e você alterará seus objetivos e lealdades.
Uma vez que você consiga tornar a Igreja irrelevante através da estratégia do "dividir para conquistar", é fácil controlar a mente do público através da educação estatal obrigatória. A liberdade não será restaurada de maneira segura até que haja a dispersão do poder e da autoridade de tal forma que a família seja o centro da educação (e não o Estado) e do ensino religioso (não a Igreja). O papel do Estado deve ser o de árbitro para a sociedade e o da Igreja de ser o de guia da consciência e do culto. E tudo isso deve ser feito num livre mercado de idéias e não num mercado de idéias controlado pela Igreja ou pelo Estado. Na visão bíblica, essa é a maneira de Deus fazer as coisas.
Por outro lado, uma sociedade neo-pagã, que propagandeia abertamente que a verdade e a moral são relativas, nada tem em sua visão de mundo que negue os mais fortes determinam a lei e a justiça, que os poderosos devem governar os fracos, e que a sobrevivência do mais apto (mais apto sendo aquele que move as alavancas de controle) é a regra de vida. Controle, então, é o modo de vida, não a verdade ou a liberdade.
Esta nova Idade das Trevas ("Iluminismo" secular) foi provocada mais pela ignorância, incompetência e covardia judaico-cristã do que pela força do secularismo. Ela nos levou ao século XX, o mais brutal na história da humanidade, à manipuladora e enganosa destruição da verdade e da moralidade, à despersonalização da alma humana e, mais recentemente, à iminente centralização total do poder estatal, ou seja, a tirania global. Todas as três jóias da coroa estão sendo subvertidas porque a visão pagã do mundo (incluindo uma Igreja secularizada e paganizada) não pode sustentar qualquer uma delas.
A comunidade cristã só recentemente (final do séc.XX e início do séc.XXI) mostrou sinais de recuperação da sua integridade intelectual, sendo que essa recuperação ocorreu bem longe da Igreja institucional, que lhe permanece alheia em grande parte.
A maioria das pessoas não pensa filosoficamente e muito menos metafisicamente. Mas as idéias, no entanto, têm conseqüências, especialmente idéias metafísicas.
A rejeição da metafísica pelo behaviorismo foi intencional pelo menos em parte: rejeitaram-na os behavioristas que queriam livrar-se de Deus. Como um filósofo candidamente admitiu, ele não queria que Deus existisse porque Deus seria um obstáculo às suas aspirações sexuais e políticas.
Aqueles que não pensam filosoficamente, no entanto, na maioria das vezes, voltam seus olhos, com toda a atenção, para os considerados especialistas no assunto. Os cristãos perderam a guerra para o século XIX e o seguinte porque foram vistos como perdedores da guerra intelectual travada com os intelectuais seculares. Incompetentes, os cristãos não deram boas respostas a Marx, Freud, Darwin, Dewey e outros. Acima de tudo, as pessoas acharam que os cristãos perderam a batalha pela superioridade moral. Superioridade moral é algo quase todas as pessoas levam em conta: elas vão apoiar o grupo que parece ser moralmente superior. E todo mundo se considera um especialista em moralidade: todos acham que sabem distinguir o certo do errado logo de primeira.
De duas uma: ou a Igreja recupera a superioridade moral ou ela vai continuar falhando. E ela não vai recuperar sua credibilidade moral a menos que também recupere sua credibilidade intelectual. E isso significa, por exemplo, dar uma resposta adequada a Darwin e à evolução como explicação de por que as coisas são como são.
Notas:
[1] Para entender a lavagem cerebral leia Brainwashing: the Story of the Men Who Defied It, por Edward Hunter. As "três jóias"da civilização ocidental são a liberdade intelectual (livre-mercado de idéias, ciência), a liberdade política (a limitação do governo em favor a liberdade da população) e a liberdade econômica (economia de livre-mercado).
[2] The Leipzig Connection por Paolo Lionni - dá uma excelente introdução ao enorme (e devastador) efeito que Wundt e seu novo behaviorismo exerceram na educação americana.
[3] Leia, por exemplo, John Taylor Gatto - The Undergroun History of American Education, Thomas Sowell, Inside American Education, B.K.Eakman Education for de New World Order and Cloning of the American Mind: Erradicatin Morality through Education, Jill Carson, What are Your Kids Reading?, Samuel Blumenfed, NEA: Trojan Horse in American Education, and Is Public Education Necessary?
Este artigo é parte do prefácio (Seção A-2-g) do livro A Personalist Cosmology in Imago Dei: Personality, Empiricism, & God, Vol.I, do Dr. Earle Fox e traduzido do site do The Interamerican Institute.
Tradução: Euclides de Oliveira Jr.
Revisão: Alessandro Cota
Divulgação: www.juliosevero.com

13 setembro, 2010

Tratado da ONU usado para ameaçar famílias que educam filhos em casa em Botswana

Tratado da ONU usado para ameaçar famílias que educam filhos em casa em Botswana

Botswana, 7 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Nessa semana o destino de quatro famílias que educam os filhos em casa será decidido em Botswana, informa a Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (ADLEEC). As famílias, adeptas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, haviam recebido ordens de um juiz de enviar seus filhos à escola pública.
Apesar da decisão do juiz indicando que as crianças estavam sendo cuidadas e que os pais haviam adotado medidas para prover a educação de seus filhos, o tribunal revelou que elas ainda precisam ir para a escola pública porque Botswana aceitou fazer parte da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança (CDC).
O padrão legal sob a CDC é os “melhores interesses da criança”, que a ADLEEC diz essencialmente equivale ao Estado tendo “a autoridade de decidir como as crianças devem ser criadas e educadas”.
Em 3 de setembro a ADLEEC noticiou que as famílias “estão buscando uma ordem judicial para impedir o juizado de assuntos menores de adotar ações contra esta família”.
“A ADLEEC tem alertado sobre o perigo da CDC para as famílias que educam seus filhos em casa. A CDC dá poderes quase ilimitados para juízes decidirem como as crianças devem ser criadas”, disse Mike Donnelly, diretor de relações internacionais da ADLEEC. “Estamos solicitando que as 85.000 famílias que são membros da ADLEEC façam contato com a Embaixada de Botswana e com o Gabinete do Presidente de Botswana para proteger os direitos básicos dessas famílias de decidirem o que é melhor para seus filhos”, acrescentou ele.
As famílias de Botswana estão determinadas a continuar dando a seus filhos educação escolar em casa. “Tenho de obedecer a Deus. As escolas aqui são corruptas e ensinam meus filhos coisas que vão contra nossa fé e nossos valores. Não posso permitir que eles vão a essas escolas”, disse o sr. Modimoothata, técnico aposentado e pai de quatro adolescentes. Sua esposa Margaret é diretora de projetos da rede ferroviária de Botswana.
“Vemos como escandalosa a conduta da polícia e tribunais de Botswana e esperamos que se use uma administração mais responsável para consertar essa situação sem trauma indevido a essas crianças”, disse Leendert Van Oostrum, diretor do The Pestalozzi Trust, uma organização com sede na África do Sul que defende legalmente a educação escolar em casa e está representando as famílias.
Para mais informações, leia aqui o artigo em inglês “Homeschoolers Interrogated by Secret Police, Face Imprisonment” (Famílias que educam os filhos em casa são interrogadas pelo serviço secreto e enfrentam prisão).
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/sep/10090711.html
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29 agosto, 2010

O sorriso de Maquiavel

O sorriso de Maquiavel

R. B. Marques
Cristão, neurocientista, educador, psicanalista clínico
A notícia veiculada no Estadão sobre o manifesto de Dilma, candidata do PT à presidência da República, para "acalmar o povo de Deus", exige de nós reflexão e posicionamento.
Observem como Dilma faz promessas aos cristãos, promessas que, obviamente, não pretende cumprir. A prova é que as mesmas vão de encontro ao Plano de Governo dela e do PT, vão de encontro às propostas clássicas imorais e anticristãs defendidas pelo PT (a quem ela serve), vão de encontro ao PNDH que ela e Lula promoveram, e assim por diante.
Serra tem feito mais ou menos o mesmo. Contudo, embora também não confie nele e não o queira como presidente, Serra ainda não tem sua imagem tão associada a ideologias por demais perigosas para os cristãos, mas isso porque o modo de o PSDB, Serra e companhia promoverem políticas anticristãs é mais sutil se comparado ao modus operandi do PT, que tem histórico de militância. O resultado, contudo, é quase o mesmo. FHC, com seu PSDB, foi o principal responsável pela promoção do aborto e do homossexualismo, inclusive havendo criado o PNDH1 e 2, cujas propostas são basicamente as mesmas do PNDH3 de Lula e Dilma, talvez com a única exceção do item do PNDH3 que propõe a perseguição a envolvidos em torturas durante o regime militar. Aliás, Serra, como ministro, assinou muitos dos documentos do governo FHC promovendo tais políticas anticristãs. Diante disso, não imagino Serra liderando a nação, assim como não confio mais em Lula, em quem votei e até defendi por algum tempo.
Só quem é ignorante ou tem memória curta ignora que, na História antiga e recente, uma estratégia muito conhecida (e eficiente) de se chegar legitimamente ao poder para, depois, dominar a tudo e a todos, é fazer acordos com adversários ideológicos. Nesses acordos, promete-se, em troca de apoio ou mesmo de silêncio, não persegui-los, não lhes criar problemas, etc. No entanto, depois de eleito democraticamente, o maquiavélico que fez o acordo descumpre-o, num ato golpista.
Não quero comparar, jamais, Dilma, Serra ou quem quer que seja, a Hitler. Porém, precisamos ser inteligentes para aprendermos a desconfiar de acordos e promessas de campanha, percebendo, inclusive, que déspotas malignos como Hitler chegaram ao poder através do voto, negociando com adversários, fazendo acordos e promessas. Uma vez no poder, manipulou informações, forjou evidências, distorceu acontecimento, aprovou leis e, assim, conseguiu eliminar, jeitosa, mas violentamente, todos os adversários; instalou uma perseguição feroz (inicialmente bem camuflada) a qualquer voz que enfrentasse sua ideologia e de seu partido; colocou amigos contra amigos, vizinhos contra vizinhos, filhos contra pais, estimulando a denúncia, gerando um cenário em que as pessoas se vingavam de seus desafetos denunciando-os falsamente ao Estado, acusando-os de crimes que jamais cometeram; e, claro, conquistou o apoio das massas oferecendo, a um povo sofrido com a 1ª guerra, emprego, retomada do crescimento, prosperidade, esperança, honra... Com isso, todo mundo passou a confiar no que quer que ele dissesse ou fizesse. Conquistou até muitos dos religiosos do seu tempo. Nos bastidores, porém, instalava-se um Estado fortemente ideológico, de controle social, que criminalizou a opinião, perseguiu os desafetos, matou os que o ameaçavam...
É evidente, porém, que qualquer semelhança é mera coincidência. Não obstante, não nos custa ser mais desconfiados do que de costume...
Entre tantas outras aberrações ideológicas, o PT, e a própria Dilma, têm histórico de:
– apoio a ditaduras; 
– querer censurar a imprensa (somente quando esta os critica);
– tentar anular a anistia ampla, geral e irrestrita, pregando a vingança contra criminosos da ditadura militar, porém tratando como heróis os criminosos, ladrões, terroristas e assassinos das guerrilhas armadas;
– defender o aborto amplo e irrestrito; 
– promoção da libertinagem sexual;
– forte apoio à intolerante agenda LGBT e indução ao homossexualismo;
– perseguição à ala de cristãos que ousa manter-se fiel ao que Deus ensina nas Escrituras, e tanto mais.
Agora, com a “lei da palmada”, temos o controle estatal chegando aos lares. E, de novo, usando algo bom, que é proteger as crianças e adolescentes de abusos e violência, para implantar algo mau, que é intervir na vida privada das famílias, determinando como os pais podem ou não educar seus filhos. É completamente abusiva a intervenção proibindo pais de dar simples palmadas nos filhos, ameaçando-os de prisão por fazerem algo que a Bíblia recomenda, sem considerar as ressalvas e os contextos.
Pensamos que nosso país é democrático apenas porque votamos e – ainda – damos nossas opiniões nas rodas de amigos. Mas a verdade é que iniciativas como estas se revelam um típico aparelhamento de controle ideológico e de comportamento somente visto em ditaduras grotescas do nível do nazismo, do stalinismo e do maoísmo, assim como em ditaduras capitalistas veladas.
O interesse, é claro, não é impedir a palmada, mas sim usar argumentos como esse para calar e tirar do caminho aqueles que, por convicção intelectual e espiritual, podem ameaçar esse tipo de ditadura: os cristãos, que, historicamente, são os guardiões das liberdades. (OBS: favor não confundir cristãos com as religiões institucionalizadas, que em muito de assemelharam às piores ditaduras comunistas e fascistas).
Há especialistas que alertam: uma palmadinha não faz mal nenhum (o que é diferente de espancamentos, por exemplo, que já eram denunciados e tratados dentro das leis vigentes). E com a "lei da palmada" surgirá um clima inadministrável, em que pessoas se sentirão tentadas a prejudicar outras de quem elas não gostam por algum motivo, apenas denunciando-as ao poder público. Imagine o Conselho Tutelar invadindo sua casa e tomando a guarda de seus filhos, e você sendo preso e processado, só porque uma vizinha sua, que se zangou com sua recusa em cortar a árvore que derruba folhas no quintal dela, lhe denunciou por "violência doméstica"... E outra pessoa da rua pode até testemunhar contra você, apenas por ter ouvido, por exemplo, um filho seu chorar, um dia, e entendeu que você agride suas crianças...
É de assustar como autoridades por nós eleitas para nos representar, e sustentadas com nosso dinheiro, podem chegar a esse nível de estupidez; pior, é de assustar como tantas pessoas tidas como "inteligentes", inclusive alguns profissionais da mente e da saúde, chegam ao ponto de apoiar uma lei absurda como essa; e mais grave ainda é observar como uma população inteira parece ignorar o perigo de se fazer de cega, surda e muda diante da escalada crescente de estratégias de controle social que nos tornarão, a todos, reféns dos interesses específicos de um grupo.
Um dos fatores indicativos desta cegueira está muito claro: justamente os dois, Dilma e Serra, concentram quase todas as intenções de voto, com o percentual maior para aquela cujos propósitos anticristãos são os mais escancarados e conhecidos. Nada mudou desde Roma: a velha política do “pão e circo” continua funcionando muito bem.
Como diz o livro de Eclesiastes: "nada de novo sob o sol". Estratégias como estas aqui mencionadas, de conquista astuta e ardilosa do poder, e consequente controle ideológico de todo um povo, já constavam dos escritos e conselhos do renascentista Maquiavel – embora alguns digam que ele fora "mal interpretado". Mas, se Maquiavel realmente pensou desse modo, fico imaginando-o se estivesse vendo o que hoje fazem tantos políticos – parece até que o ouço maliciosamente sorrindo...
Tudo bem, sei que me exponho em escrever sobre esse assunto, ainda mais nesse tom. Exponho-me, inclusive, ao risco de ser tido como paranóico, tratado como adepto da teoria da conspiração. Mas a questão é: gostemos ou não, os fatos estão aí. E merecem, no mínimo, ser objeto de alerta e reflexão, antes que cada um tome sua decisão.
Fica aqui um pedido: em vez de apenas votar – ou não votar –, ore pelos candidatos. Ore por Dilma e pelo acordo que alguns evangélicos pensam que lhes assegurará alguma coisa. Ore por Lula, pelo governo deste país. Ore para que o contato com cristãos, interesseiro ou não, sirva como porta de entrada do verdadeiro evangelho no coração dos candidatos, especialmente Dilma e Serra, que estão firmando estes acordos. Ore para que o Espírito de Deus revele-se a eles, e os leve aos pés de Cristo Jesus.
Encerro recordando que, sabemos bem, perseguir e tentar calar os cristãos lembra-nos de perto o cumprimento de profecias bíblicas bastante claras que caracterizam a chegada dos últimos tempos. Sem esquecer que, junto, vem a tentativa de desacreditar as Escrituras, de colocar a opinião pública contra a Palavra de Deus e até de forçar os cristãos a terem de escolher entre algumas leis de um país insano, e as leis de Deus reveladas na Bíblia. Pior: tudo isso será feito sutilmente em nome da "paz", da "liberdade" e da "diversidade" - exatamente como nos alertou o próprio Jesus.
Este é o cenário ideal que precede o advento do Anticristo, e estamos assistindo, com nossos próprios olhos, os passos sutis, porém cada vez mais expostos e ousados, do doutrinamento mental da sociedade, necessário à construção desse cenário.
A pergunta é: você está preparado para o que vem por aí?

21 julho, 2010

Lula resolve a confusão: castigo físico não é violência

Lula resolve a confusão: castigo físico não é violência

O destino de Lula e do Brasil seriam muito diferentes se, em vez de violência e cachaça, seu pai tivesse lhe oferecido educação, amor e castigo físico quando necessário.

Julio Severo
Relatos retratam um pai violento na infância de Lula. Um homem que batia por bater. Mas ao lançar seu recente projeto anti-palmada, Lula deixou claro que nunca recebeu palmadas, chineladas, etc.
O que parece confusão, contradição ou até mentira provavelmente não é.
Embora os marxistas estejam se esforçando muito para colocar violência e castigo físico no mesmo nível, Lula deu a resposta perfeita.

Lula sofria agressões, mas nunca soube o que é uma palmada corretiva

No Nordeste, terra de Lula, não era raro homens serem irresponsáveis com suas famílias, bebendo até cair e chegando em casa batendo na mulher e nos filhos. Batendo simplesmente por bater. Batendo com paus, cadeiras e qualquer outro objeto. É nesse contexto de irresponsabilidade, alcoolismo, descontrole e selvageria que ocorriam as agressões, com mulher e filhos traumatizados.
Esse foi o contexto de Lula. Quando ele diz que nunca apanhou da varinha de marmelo, ele está dizendo a verdade. Quando ele diz que nunca levou uma palmada ou chinelada, ele está dizendo a pura verdade, e o caráter dele hoje comprova cada detalhe dessa verdade.
Lula é o que é hoje por falta de palmadas, chineladas e varadas. (Ao lerem isso, mal posso ouvir milhões de pais correndo desesperadamente atrás de um pé de marmelo para livrarem seus filhos de semelhante destino!)
Contudo, baseado em sua experiência de violência, ele acabou criando um projeto para proibir práticas que não faziam parte de sua infância. Seu projeto anti-palmada não foi inspirado em palmadas, chineladas ou varadas que ele não recebia, mas em agressões que ele sofria.
Alguns poderiam dizer que a ideia do projeto anti-palmada veio depois que, ao ouvir dizer que o Brasil jamais teria um homem tão corrupto na presidência sem a ausência de castigo físico, Lula imediatamente tomou a providência de planejar a proibição de todo castigo físico, impedindo assim a escassez de estoques de lulinhas.
Um homem criado com castigos físicos quando necessários jamais se uniria ao mega-assassino, torturador e ditador Fidel Castro. O mau-caráter Hugo Chavez? Nem pensar! O presidente do Irã, que quer varrer Israel da face da terra? Deus me livre!
A falta de um pai disciplinador e a presença de um pai ignorante, beberrão e violento criou um homem oportunista que não mede sacrifícios — sacrifícios de uns 200 milhões de pessoas — para levar adiante seus mais insanos caprichos nacionais e internacionais.
Concordemos com Lula: murros na cara, surras com cadeiras, tortura com ponta de cigarro são violência, principalmente quando acompanhados de bebedeira — hábito que Lula não largou até hoje. Bater por bater, surrar por surrar, são violência. Lula é prova e testemunha disso. (Se tentarem proibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, pode ter certeza de que Lula mostrará o “cabra-macho” que é, dentro e fora de casa, sem se importar com uma leizinha idiota contra seu querido hábito.)
A cachaça é uma grande tragédia no Brasil e suas famílias, e responsável por muita violência dentro e fora de casa. Mas longe de Lula insinuar proibição à sua fiel companheira! Ele preferiria chamar Fidel de mentiroso do que deixar o conforto de seu Air Force 51.
A ausência de violência na infância teria ajudado Lula? A ausência de cachaça teria ajudado? Sem dúvida. A varinha de marmelo teria ajudado a corrigi-lo? Embora Lula, que nunca foi apresentado a ela, esteja agora tentando impor uma lei para torná-la crime “hediondo”, ele pode dizer tudo e qualquer coisa, menos que seu ousado projeto anti-palmada é inteligente.

O que Deus diz no livro de Provérbios

Por falar em inteligência, Salomão, o homem mais sábio do mundo e autor do Livro de Provérbios, disse por inspiração de Deus:
“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV)
“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW)
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)
“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)
“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)
“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)
“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)
“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)
“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)
“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)
“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)
Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apóia o excesso e a violência:
“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)
“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)
“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)
“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)
“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)
Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco. Para razões bíblicas mais detalhadas a favor do castigo físico, leia meu artigo aqui.
Deus deu aos pais o direito natural de aplicar castigos físicos nos filhos para corrigir todo desafio, teimosia e desobediência persistente. Querer eliminar esse direito, sob qualquer pretexto, é criar uma cruel, injusta e covarde luta marxista de classes, jogando filhos contra pais e transformando os lares em presas fáceis para um Estado totalitário.
A lei anti-palmada é o marxismo controlando o Estado e usando os filhos para controlar as famílias. No Estado marxista, os filhos pertencem ao governo e os pais são apenas meras babás a serviço do Estado. Aliás, no exato estilo marxista, o plano anti-família de Lula envolverá campanhas públicas de “conscientização”, onde todos serão exortados a denunciar pais e mães disciplinadores. As campanhas também enfatizarão que todo castigo físico, mesmo uma leve palmadinha, é violência.

Psicólogos e assistentes sociais: os monitores estatais das famílias também têm problemas

Mas primeiro o governo precisará contratar uma legião de “profissionais” em psicologia, que terão o trabalho de re-educar as famílias infratoras do “delito” da palmada. E haverá a necessidade de contratar uma multidão enorme de assistentes sociais para lidar com tantos pais infratores.
Portanto, a ideia de Lula matará pelo menos três coelhos numa cajadada só:
1. Produzirá talvez dezenas ou até centenas de milhares de vagas nos milhares de conselhos tutelares de todo o Brasil, cumprindo assim suas promessas eleitorais de que seu governo gerou milhares de empregos.
2. Inchará enormemente o contingente de agentes estatais, cuja única utilidade será policiar as famílias, enquanto milhares e milhares de meninos e meninas vivem nas ruas, abandonados, prostituídos, sem lar e sem nenhum agente para cuidar deles. Já viu algum conselheiro tutelar subindo aos morros de tráfico de drogas no Rio para intimar os traficantes que judiam, exploram, corrompem, estupram e matam crianças?
3. Enfraquecerá a autoridade do principal rival (depois de Deus) do Estado na vida dos indivíduos: a família. Com a autoridade da família minada, será muito mais fácil o Estado e o marxismo conseguirem conquistar a lealdade de milhões de homens e mulheres.
O plano anti-família de Lula será incorporado ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que depende dos conselhos tutelares e seus funcionários e assistentes sociais. Sem um inchamento sem precedente de funcionários nessa máquina estatal, será impossível o governo alcançar milhões de famílias brasileiras com sua nova política anti-palmada.
Não seria errado eles interferirem em lares onde um homem beberrão chega em casa batendo na mulher, filhos, gato, cachorro, etc. Aliás, teria sido maravilhoso se um deles tivesse visitado Lula em sua infância. Mas a política anti-palmada de Lula não tem como alvo esse tipo de violência, mas sim castigos corretivos com palmadas, chineladas, etc.
Quando um filho desobedecer, o pai e a mãe deverão tremer de medo, tentar negociar e, no fracasso das negociações, satisfazer todas as vontades da criança birrenta, que estará preparada e treinada pela escola e pelos meios de comunicação a denunciar qualquer tentativa de lhe dar o mais leve tapinha no traseiro. Pais e mães andarão nas pontas dos pés, encolhidos de medo, enquanto assistentes sociais andarão à vontade à procura da mais leve denúncia, a fim de justificar a própria existência de seus empregos pagos por nossos impostos.
Contudo, além de não terem autoridade moral para invadir e quebrar a autoridade de pais que disciplinam, é preciso questionar: os assistentes sociais dos conselhos tutelares têm famílias em estado melhor do que as famílias que eles importunam?
Conheci pessoalmente a família de uma assistente social que ocupava uma posição de destaque numa prefeitura importante. Formada em psicologia e de forte tradição católica, seu filho de 5 anos falava palavrões, judiava dos animais domésticos e seus convívio principal, quando não estava na escola, era com a empregada doméstica. O filho mais velho dela, com uns 20 anos, havia abandonado toda tradição cristã para se tornar fã incondicional de Che Guevara, drogas e sexo livre. Mesmo assim, a mãe se sacrificava em seu trabalho estatal para sustentar os estudos universitários dele, inclusive moradia e alimentação.
Com sua própria família, ela era mole ao extremo, mas profissionalmente ela era dura e inflexível. Seus filhos nunca viram a cor de uma vara de marmelo, pois seu único modo de lidar com a má conduta dos filhos era conversando e aconselhando. Mas, apesar de todos os conselhos e “castigos” (Mãe: “você vai ficar uma semana sem ver TV”. Filho: “Ah, mãe! Quer dizer que durante uma semana inteira só poderei brincar no computador? Que castigo pesado!”), tanto filho menor quanto filho maior prosseguiam no que faziam: o filho menor, destruindo todos os brinquedos dele e os brinquedos de sua irmã de oito anos. O filho mais velho, quando os pais davam uma saída, trazia uma garota, alguns amigos, cerveja e drogas para “se divertirem” nas próprias camas dos pais e irmãos. E só Deus sabe o que está por trás das elevadas despesas que ele dá agora que está estudando numa universidade do exterior.
Ela é uma pessoa boa, mas o sistema estatal, juntamente com a contaminação de conceitos psicológicos anti-bíblicos, a tragaram de tal forma que nem sua família escapou ilesa.
Conheci outras assistentes sociais, que não tinham compromisso cristão, em estado muito pior. Enquanto estavam ocupadas se intrometendo na vida familiar dos outros, tinham suas famílias destroçadas por adultério, filhos rebeldes e descontrolados.
Creio que ninguém — seja católico, evangélico, etc. — pode esperar a bênção de Deus num serviço estatal criado para gerar caos e confusão nas famílias — a não ser que a meta seja sabotar ou pelo menos amenizar os estragos estatais.

Conselheiro tutelar pede socorro para Julio Severo

Pouco antes de eu partir do Brasil, devido a várias perseguições, inclusive de ativistas homossexuais e islâmicos, recebi mensagem desesperada de um conselheiro tutelar pedindo ajuda. Sob a responsabilidade dele estava uma menina de uns 10 anos, grávida, mas o governo tirou a criança de sua responsabilidade, pois sendo católico, ele não queria prosseguir na disposição estatal de encaminhar a menina para a realização de um aborto.
Como é que um conselho tutelar poderá denunciar e agir contra tal medida cruel quando seu perpetrador é o próprio governo? É fácil agir contra indefesos pais e mães disciplinadores, mas seja qual for o crime contra as crianças que o governo cometa, há isenção, desde abuso psicológico de alunos em escolas públicas com aulas pornográficas de educação sexual até distribuição de camisinhas para crianças de 10 anos de idade! Nem mesmo os piores pedófilos do passado poderiam imaginar que um dia teríamos um governo que facilitaria suas atividades de abuso sexual.
Se os conselhos tutelares tivessem sido criados para realmente proteger as crianças, o governo federal estaria em apuros ao tentar legalizar o assassinato de bebês e adoção de crianças por duplas de pervertidos homossexuais. Ou ainda não enxergamos que o aborto é o pior tipo de crime contra as crianças? Tal crime deverá ser justificado e ignorado quando o Estado o aprova?
A maldade estatal é clara: se membros de um conselho tutelar optarem, para o bem-estar da criança, protegê-la do aborto e de pervertidos homossexuais, o governo intervirá para impor sua vontade, protegendo-a em vez disso dos conselheiros tutelares que querem protegê-la! Mas se esses mesmos conselheiros intervirem para dizer a um casal “por ordem do governo, vocês estão proibidos de dar palmadas”, o governo dará total apoio a esse conselho tutelar. E o projeto anti-palmada de Lula está sendo incorporado ao ECA exatamente para fazer dos conselhos tutelares órgãos de implacável monitoração às famílias.
Pouquíssimas pessoas enxergam os perigos do ECA. Dois anos atrás, participei de um programa de TV debatendo o ECA. De um lado, estavam um conselheiro tutelar, uma psicóloga de conselho tutelar e uma psicóloga apoiadora do ECA. Do outro, estava eu e meu convidado, o Dr. Heitor De Paola. Como até mesmo entre católicos e evangélicos é muito difícil encontrar pessoas que compreendam as ameaças do ECA, fui obrigado a convidar o Dr. Heitor, que é ateu, para me ajudar no programa. Ele chegou ao estúdio levemente bêbado, mas mesmo assim falou muito melhor do que todos os defensores do ECA.
Na saída do estúdio, o pai de um dos conselheiros tutelares chegou até mim e disse: “Sou o pai de… que debateu com você neste programa, mas concordo com tudo o que você disse”.
Quanto aos problemas internos da minha amiga assistente social, na minha opinião não se pode aplicar castigos físicos num menino que mal vê sua mãe carreirista, que se orgulha de ter “domado” o marido. O dia em que ela “domar” a situação do seu lar, ela deixará de sustentar as farras de seu filho mais velho a fim de cuidar de seu filho mais novo.
Eu disse pessoalmente a ela que ela precisava estar mais próxima de seu menino de 5 anos, e que seu mau comportamento — inclusive jogar filhotes de cachorro no chão, gatos na piscina, xingar e jogar objetos em sua bisavó de 90 anos, desafiar adultos — merecia castigo físico. Sua resposta foi enfurecer-se comigo! Para ela, que é psicóloga, a criança só tem entendimento do certo e do errado a partir dos 7 anos. Bem, pelo menos o filho dela de 20 anos já deve estar em idade suficiente para entender o que está fazendo. Por que então não ordenar que ele mesmo trabalhe para sustentar sozinho seus excessos e farras?
Foi triste ver um lar tão desgovernado. Mais triste ainda é saber que assistentes sociais com lares desgovernados é que terão autoridade para empinar o nariz para impor as vontades e caprichos estatais sobre milhões de famílias, pois o Estado quer decretar o fim da liberdade de castigar birras. A impunidade que reina no governo de Lula, acobertando gravíssimas corrupções, agora será estendida a todas as crianças e adolescentes do Brasil.
Com a lei anti-palmada, bastará um telefonema anônimo, e a família denunciada de dar uma palmada ou chinelada vai para tratamento psiquiátrico à força. Vara de marmelo? Levará automaticamente para a cadeia todos os seguidores das “nefastas” instruções de criação de filhos no livro de Provérbios.
Afinal, com a suprema e embriagada sabedoria marxista de Lula imperando no Brasil, quem é que precisa dos sóbrios e sábios conselhos de Provérbios?