15 junho, 2010

Gripe suína: Quem pagou o preço pela pandemia fantasma?

Gripe suína: Quem pagou o preço pela pandemia fantasma?

Julio Severo
Durante muitos meses tenho acompanhado o noticiário internacional e, lendo vários jornais seculares dos EUA e Inglaterra, um fato ficou claro: a pandemia da gripe suína estava envolta em graves problemas éticos e médicos, inclusive morte de jovens vacinados. E agora sai a bomba de que a vacinação foi desnecessária.
O jornal inglês Daily Mail denunciou em manchete “A pandemia que nunca existiu: empresas farmacêuticas ‘incentivaram Organização Mundial de Saúde a exagerar a ameaça da gripe suína’”. A matéria então diz: “Declarar a gripe suína uma pandemia foi um ‘erro monumental’, impulsionado por empresas farmacêuticas que, gananciosas por lucros, espalharam medo, concluiu um influente relatório”. O restante da matéria, em inglês, está aqui.
Há também o artigo “O conto da vacina suína”, publicado pelo jornal esquerdista Folha de S. Paulo, que expõe os escândalos envolvendo o Ministério da Saúde do Brasil e a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o modo desonesto como a OMS mudou a definição de pandemia exclusivamente para engordar as empresas farmacêuticas, que lucraram uns 10 bilhões de dólares com a pandemia fantasma em 2009.
Essa é a mesma OMS que mudou também o sentido real da homossexualidade na década de 1990, retirando-a da lista de comportamentos pervertidos, a fim de atender aos interesses de multimilionários grupos de pressão política.
Na hora de definir o que é e o que não é, o dinheiro, a pressão e a ganância são uma formidável persuasão. Sob essa persuasão, condutas pervertidas são normalizadas e o que não é pandemia se torna pandemia!
Na questão da pandemia fantasma, o que muita gente suspeitava está agora vindo à luz, e não é de admirar que o número de vacinados não tenha sido elevado nos EUA e Inglaterra, deixando enormes estoques parados da inútil vacina que custou milhões de dólares que poderiam ter sido mais bem investidos no bem-estar da população.
Mesmo assim, as empresas farmacêuticas continuam na sua corrida louca para vender suas vacinas para países trouxas o suficiente para engolir a estória da epidemia generalizada.
Eu poderia ter avisado muito mais o público brasileiro antes, mas o Blog Julio Severo vem há anos mostrando o óbvio: O governo Lula não merece confiança. Você confiaria num governo que é a favor do aborto, que representa o assassinato covarde do mais vulnerável e indefeso dos seres humanos?
O grande responsável pela campanha de vacinação foi o ministro contra a Saúde, José Temporão, que também é a favor do aborto. Ele vê o aborto simplesmente como “questão de saúde pública”, de modo que se as empresas farmacêuticas criarem uma vacina que elimine esse “problema” de “saúde”, o tarado por campanhas de vacinação em massa ficará extremamente feliz de fazer mais uma parceria com elas.
Apesar disso, a população pensou que poderia confiar num aspirante a carniceiro. Foram se vacinar. A obediência — ou eu deveria dizer a estupidez? — foi tão grande que o país campeão mundial de vacinação contra a inexistente e irreal epidemia generalizada de gripe suína foi o Brasil. Mais de 70 milhões de brasileiros foram vacinados.
Agora, o governo Lula está sorrindo. O ministro contra a saúde está sorrindo. As empresas farmacêuticas, com os bolsos entupidos do dinheiro dos cidadãos do Brasil, estão mais do que felizes e pulando de alegria. E o povo está sorrindo, sem ao menos perceber o que está acontecendo. Ele paga, mediante impostos, com o dinheiro do próprio bolso as estupidezes do governo, e ainda sorri abobalhadamente.
E quem no final leva o prêmio é o governo. Em 2009, Lula recebeu o Prêmio Chatham House por seu papel como “importante promotor de estabilidade e integração na América Latina”. Um dos principais patrocinadores desse prêmio internacional foi a empresa farmacêutica GlaxoSmithKline. No final de 2009, a GlaxoSmithKline recebeu R$ 465.532.000,00 do governo brasileiro, numa compra sem licitação, de doses da vacina contra a “epidemia generalizada” da gripe suína.
Uma mão lava a outra. As empresas farmacêuticas patrocinam homenagens internacionais ao ego incontrolável e insaciável de Lula, e Lula sacia a ganância incontrolável e insaciável dessas empresas, sustentando pandemias fantasmas que lhes enchem os cofres.
Mas quem pagou realmente um preço alto foram os brasileiros vacinados. Veja algumas repercussões da vacina na mídia brasileira:
Assim, governo e empresas farmacêuticas pegam seu dinheiro, fazem a farra e, para justificar tanta gastança, no final você e sua família têm de se submeter à ponta da agulha e suas conseqüências.
Um país assim é o curral perfeito para alimentar a ganância dos poderosos e corruptos, que recorreriam a qualquer artifício para deter qualquer coisa que impeça seus lucros.
Durante a campanha de vacinação contra a rubéola em 2008, as denúncias do Blog Julio Severo atraíram não só a atenção da mídia comprada (veja notícia do jornal O Dia culpando-me pelo número baixo de vacinações), mas também a ira do Ministério da Saúde, que contou com uma equipe de profissionais de internet para sabotar meus artigos sobre a campanha da vacinação. A meta era postar textos e comentários nos locais onde meus textos haviam sido publicados, questionando-os, quebrando a força deles e destruindo minha credibilidade. Um trabalho de guerrilha. Só fiquei sabendo disso porque uma mulher ligada a essa equipe conversou com uma amiga dela, que por sua vez é minha amiga!
Foi uma coincidência importante, que revelou que havia gente grande interessada em sabotar o impacto dos meus artigos sobre a campanha de vacinação. Conforme a informação que recebi, o Ministério da Saúde estava também planejando outras ações contra mim, inclusive legais, mas suponho que não houve tempo para executá-las, pois em poucas semanas saí do Brasil. Esse é o preço que se paga por alertar as pessoas.
Portanto, da próxima vez que o governo e sua mídia comprada aparecerem com uma campanha de medo tentando convencer você de outra pandemia fantasma, desconfie.
Como não desconfiar de um governo que só se interessa por aquilo que está no nosso bolso?
Versão em inglês deste artigo: Swine flu: Who paid the cost for the ghost pandemic  
O conto da vacina suína
O que está por trás da campanha “Brasil Livre da Rubéola”?

14 junho, 2010

O conto da vacina suína

O conto da vacina suína

Marcelo Leite
O Congresso Nacional anda muito ocupado em representar os interesses da bancada ruralista. Não fosse isso, bem que poderia investigar a atuação do Ministério da Saúde no combate à gripe pandêmica, ou suína, causada pelo vírus influenza A (H1N1).
É o que está fazendo o Conselho da Europa (não confundir com o Parlamento Europeu) com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e as autoridades de saúde de seus 47 Estados-membros. Um relatório devastador as acusa de favorecer a indústria farmacêutica no enfrentamento da nova gripe.
A investigação parece necessária, no Brasil, não tanto para desencavar corrupção, preferência nacional, mas o possível desperdício de ao menos parte do R$ 1,3 bilhão na compra de 113 milhões de doses da vacina antigripe. Foram imunizados até a semana passada 73,2 milhões de brasileiros, 37% da população.
Até 8 de maio, 2.115 mortes haviam sido atribuídas no país ao H1N1. Muito menos que as 140 mil vítimas (0,4% de 35 milhões de infectados) que chegaram a ser aventadas na imprensa, depois que a declaração de pandemia pela OMS —exatamente um ano atrás — lançou o mundo numa espiral de previsões alarmistas.
Para comparação: os Estados Unidos vacinaram 24% da população e estimam as mortes em 12.470. A França imunizou 8% e teve meros 312 óbitos. No mundo todo houve cerca de 18 mil vítimas do H1N1, uma cifra baixa, de ordem comparável ao número de mortes causadas pelas gripes sazonais.
O Ministério da Saúde apresenta os números brasileiros como indicadores do sucesso de sua estratégia. Mas eles também sugerem outras hipóteses: 1) Não parece haver relação direta entre cobertura vacinal e proporção de mortes pelo H1N1; 2) Nações desenvolvidas podem ter reagido de modo tecnicamente mais adequado à real gravidade da pandemia.

França X Polônia

Não é fácil tomar decisões no calor da hora. Sobretudo quando entra em cena o espectro da gripe espanhola de 1918, com dezenas de milhões de mortos. O instinto de sobrevivência do político sempre fala mais alto.
O governo francês chegou a contratar a compra de 94 milhões de doses da vacina. Diante da progressão lenta da doença e da letalidade similar à da gripe sazonal, conseguiu cancelar a compra de 50 milhões de doses, que terão sido destinadas a outros países. O Brasil, quem sabe?
Mais sangue frio teve a ministra da Saúde da Polônia, destaca o documento do Conselho da Europa. Médica, Ewa Kopacz chegou a identificar um grupo de risco com 2 milhões de pessoas e reservou fundos para comprar o número correspondente de vacinas. Logo recuou, contudo, diante das condições leoninas dos fabricantes.
Em primeiro lugar, só o governo poderia adquirir as vacinas. Em segundo, ele teria de se responsabilizar sozinho por possíveis efeitos colaterais. Por fim, o preço seria duas a três vezes maior que o de vacinas para a gripe sazonal.
A França micou com uma conta de R$ 800 milhões pelas vacinas. Imunizou só 5,7 milhões de pessoas. Tem 25 milhões de doses em estoque cujo prazo de validade vai só até o final do ano.

O papelão da OMS

Na mira do Conselho da Europa e de publicações médicas como o “British Medical Journal” está o papel desempenhado pela OMS na propagação do alarmismo. São duas as suspeitas contra o órgão: 1) mudar a definição de “pandemia” para facilitar a declaração; 2) ocultar conflitos de interesse de especialistas aos quais recorreu.
No primeiro caso, incluir a gripe suína na condição pandêmica era de interesse óbvio para a indústria farmacêutica. Fabricantes de vacinas tinham contratos “dormentes” com vários governos, prevendo garantia de compra e venda caso a pandemia fosse declarada pela OMS.
Isso ocorreu no dia 11 de junho de 2009, quando o H1N1 estava presente em 74 países (chegaria ao total de 214). Acontece que, até 4 maio de 2009, a disseminação geográfica não era a única condição para se declarar uma pandemia.
A definição antiga rezava: “Uma influenza [gripe] pandêmica ocorre quando surge um novo vírus influenza contra o qual a população humana não tem imunidade, resultando numa epidemia mundial com números enormes de mortes e doentes”.
A nova definição, adotada no texto “Prontidão e Resposta à Influenza Pandêmica: Um Documento de Orientação da OMS”, passou a dizer: “Uma pandemia é uma epidemia mundial da doença. Uma pandemia de influenza pode ocorrer quando surge um novo vírus influenza contra o qual a população humana não tem imunidade... Pandemias podem ser suaves ou graves, e a gravidade da pandemia pode mudar no curso dessa pandemia”.
Especialistas ouvidos pelo periódico médico “BMJ” disseram que a gripe suína só pode ser declarada pandemia graças a essa nova definição. Os números modestos de mortos, à luz da categoria antiga, não autorizariam o passo dado, que desencadeou o tsunami de notícias alarmistas.
“O problema não está tanto no fato de que divulgar incertezas é difícil, mas sim que a incerteza não foi divulgada”, ponderou Gerd Gigerenzer ao “BMJ”. “Não havia base para a estimativa da OMS de 2 bilhões de casos prováveis de H1N1, e sabíamos pouco sobre os benefícios e danos da vacinação. A OMS manteve a estimativa de 2 bilhões mesmo depois de a estação de inverno na Austrália e na Nova Zelândia ter mostrado que só 1 ou 2 pessoas em mil eram infectadas.”

US$ 10 bilhões de lucro

Segundo projeções do banco J.P. Morgan citados no relatório do Conselho da Europa, a indústria farmacêutica pode ter lucrado entre US$ 7 bilhões em US$ 10 bilhões adicionais, em 2009, com as vendas de vacinas contra o H1N1. Havia muita coisa em jogo, além da saúde da população mundial, na decisão de declarar a pandemia.
A declaração foi feita pela diretora da OMS, Margaret Chan, com a ajuda de um Comitê de Emergência de 16 membros cujos nomes permanecem até hoje em segredo. Com exceção de um: Arnold Monto.
O “BMJ” confirmou que Monto tinha integrado o comitê da pandemia por meio de uma biografia sua na página de internet da Sociedade Norte-Americana de Doenças Infecciosas. O especialista já declarou no passado ter recebido honorários por palestras da empresa GlaxoSmithKline, fabricante do antiviral zanamivir (Relenza), um dos que os governos passaram a estocar às dezenas e centenas de milhões de comprimidos.
A OMS vem se negando, porém, a tornar públicos os documentos de admissão de conflito de interesses que seus especialistas são obrigados a preencher, de acordo com diretrizes da organização. Afirma que a definição de pandemia nada tem a ver com quantidade de mortes, defende a necessidade de interagir com a indústria e atribui todas as suspeitas a “teorias de conspiração”.
Uma reação “decepcionante”, vaticinou o “BMJ” num editorial. Como seria a reação do Ministério da Saúde brasileiro, se o Congresso se dignasse investigar sua conduta?
Divulgação: www.juliosevero.com
Leia também o artigo:
Gripe suína: Quem pagou o preço pela pandemia fantasma, escrito por Julio Severo

22 maio, 2010

Estudo confirma que aumento estonteante do autismo tem ligação com DNA de bebês abortados em vacinas

Estudo confirma que aumento estonteante do autismo tem ligação com DNA de bebês abortados em vacinas

John Jalsevac
Washington, DC, EUA, 20 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um estudo recente da Agência de Proteção Ambiental (APA) confirmou 1988 como um “ponto de mudança” no aumento dos índices do Distúrbio do Autismo nos EUA — uma data que líderes pró-vida dizem tem correlação com a introdução de células fetais para uso em vacinas.
Embora o estudo da APA não especule a causa do aumento rápido de índices de autismo e não mencione células de bebês abortados, os pesquisadores apontam para o fato de que “é importante apurar se uma exposição evitável a um fator ambiental pode estar ligado ao aumento”.
De acordo com a organização pró-vida Instituto Farmacêutico Escolha Saudável (IFES), especializado em pesquisas de vacinas, esse “fator ambiental” pode bem ser o uso de células de bebês abortados nas vacinas.
A organização apontou para o fato em seu boletim mais recente de que 1988 é o mesmo ano em que a Comissão Consultiva de Métodos de Vacinação começou a recomendar uma segunda dose da vacina de sarampo, caxumba e rubéola, que incluía células derivadas de células de bebês abortados.
Análises de dados dos índices de autismo publicadas pelo IFES identificam 3 claros pontos de mudança nas tendências de distúrbio do autismo nos EUA: 1981, 1988 e 1995. A organização afirma que todos esses anos têm correlação aproximada com o uso de vacinas (Meruvax, MMRII e catapora) que foram cultivadas com o uso de células de crianças abortadas. A organização diz que não conseguiu identificar nenhum outro fator que tivesse correlação com a mudança nos índices de autismo.
“O único incidente ambiental que tem correlação com esses ‘pontos de mudança’ na tendência estatística de autismo que impactaria quase todas as crianças foi a introdução de vacinas produzidas usando células de fetos humanos e contendo resíduos de DNA e fragmentos de células”, disse IFES.
Organizações pró-vida dizem que a pesquisa da APA é mais uma evidência no crescente volume de evidências que implicam o uso de material de células de bebês abortados nas campanhas nacionais de vacinação que estão impactando quase todas as crianças que nascem nos Estados Unidos.
A Liga da Vida Americana se uniu ao Instituto Farmacêutico Escolha Saudável pedindo para que as autoridades exijam, à luz dessas descobertas, que as bulas das vacinas informem sua verdadeira procedência e dêem aos pais as informações necessárias para darem seu consentimento antes das vacinações.
“Há anos a evidência tem apontado na direção da ligação entre vacinas que usam DNA de bebês abortados e o aumento nos índices de Distúrbio de Autismo”, disse Jim Sedlak, vice-presidente da Liga da Vida Americana.
“Os pais precisam e merecem conhecer os riscos ligados às vacinações feitas a partir de linhas derivadas dos corpos de bebês abortados”.
O IFES afirmou que está continuando a estudar o impacto dos resíduos de DNA de bebês humanos nas vacinas no desenvolvimento do cérebro e autismo nas crianças, e apresentará seus estudos na Sociedade Internacional de Pesquisa do Autismo em maio de 2010. 
Para mais informações:
Sound Choice Pharmaceutical Institute http://www.soundchoice.org/
Click here to read Sound Choice’s April 2010 newsletter. http://www.soundchoice.org/Images/SCPINewsletter_April_2010.pdf
Environmental Protection Agency: Timing of Increased Autistic Disorder Cumulative Incidence (10 July 2009)
http://www.all.org/pdf/McDonaldPaul2010.pdf
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Is Aborted Fetal DNA in Vaccines Linked to Autism?
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072106.html
Fetal Tissue in Vaccine Production May be Linked to Autism in Children Claims Campaign Group
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09070611.html
Abortion-Tainted New Flu Vaccine From Vaxin Uses Aborted Fetal Cell Lines
http://www.lifesitenews.com/ldn/2005/feb/05020703.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10042306.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
Leia mais sobre este importante assunto:

16 maio, 2010

Para além de Hobbes

Para além de Hobbes 

Olavo de Carvalho 
        Ante a condenação judicial do homeschooling, devo lembrar ao demeritíssimo que mesmo no Leviatã, a tirania absoluta inventada por Thomas Hobbes, os súditos conservavam “o direito de comprar, vender ou relacionar-se de outra forma; de escolher seu próprio domicílio, sua própria dieta, sua profissão, e de educar seus filhos conforme bem lhes pareça”.
        O signatário daquela obscenidade não se conforma com tão liberais concessões à autonomia dos súditos: para ele, o Estado tem o direito de impor a todas as crianças a forma e o conteúdo da educação, passando por cima da autoridade dos pais mesmo quando estes tenham comprovado, como Cleber e Bernadeth Nunes comprovaram, sua capacidade de educá-las melhor do que o Estado jamais poderia fazê-lo.
        Alegando “abandono intelectual”, o Estado exigiu, para prová-lo, que os filhos do casal, David e Jonatas, se submetessem a provas escolares — até aí, tudo bem —, mas manejou as provas de modo a torná-las bem mas difíceis do que aquelas a que são submetidos, nas escolas oficiais, os alunos da mesma idade dos dois meninos. Não eram provas, eram uma armadilha. Só com essa manobra, a autoridade já provou sua condição de litigante de má-fé e deveria ter recebido a punição judicial correspondente. Em vez disso, David e Jonatas submeteram-se humildemente ao jogo sujo. Não só passaram, mas revelaram possuir, com 13 e 14 anos, os conhecimentos requeridos para ser aprovados em qualquer vestibular de Faculdade de Direito do país. Provado, portanto, que não havia abandono intelectual nenhum, qual o passo seguinte da autoridade? Desprovida de seu argumento inicial, apelou ao Plano B e condenou o casal Nunes de qualquer modo. Qual foi esse plano? Alegar que, sem escola, os meninos, mesmo intelectualmente preparados, são deficientes em “socialização”. Mas, se o problema deles era socialização, para que testar-lhes a capacidade intelectual em primeiro lugar? E qual a prova de que lhes falta socialização? O juiz não forneceu nenhuma: sua palavra basta. O que ele forneceu, sim, foi a prova de que Cleber e Elizabeth Nunes já estavam condenados de antemão, per fas et per nefas, para a glória do Estado onipotente e exemplo de quantos pais sonhem em retirar seus filhos do bordel pedagógico oficial para dar-lhes uma educação que preste.
        O processo montado contra o casal Nunes foi fraudulento na inspiração, no encaminhamento e nas conclusões. Nem a justiça, nem a racionalidade, nem o interesse sincero na educação dos dois meninos passaram jamais pelas cabeças dos autores dessa farsa abjeta. Tudo o que elas quiseram foi impor a onipotência pedagógica do governo como um fato consumado, uma cláusula pétrea, um dogma indiscutível.
        E por que o fizeram? Porque o governo necessita desesperadamente apossar-se das mentes das crianças, para usá-las como instrumentos na criação da sociedade futura, moldada nos cânones ditados pela ONU, pela Fundação Rockefeller, pela Fundação Ford, pela Fundação MacArthur e outras tantas organizações bilionárias firmemente decididas a implantar no mundo uma nova ordem socialista — um socialismo diferente, onde o controle estatal da economia, falhada a experiência soviética da intervenção direta, se fará pela via indireta e sutil do controle da conduta, da modelagem das consciências, da engenharia social onipresente e onipotente.
        Nem os tiranos da antigüidade, nem os monarcas absolutos da Idade Clássica, nem Thomas Hobbes, nem Maximilien Robespierre, nem talvez o próprio Karl Marx imaginaram jamais estender o poder do Estado aos meandros mais íntimos da alma infantil, para fazer dela a escrava dos planos de governantes insanos.
        Mas, para o nosso governo, isso é indispensável. Que será da revolução continental se as nossas crianças não forem amestradas, desde a mais tenra idade, nas belezas sublimes das invasões de terras, no ódio aos velhos sentimentos religiosos, no culto dos estereótipos politicamente corretos e na prática devota da sodomia?
Divulgação: www.juliosevero.com

21 abril, 2010

Crime sem castigo: A educação sexual e seus frutos

Crime sem castigo: A educação sexual e seus frutos

Julio Severo
Causa: Governo inglês impõe educação sexual nas escolas. A mentalidade estatal crê que crianças devem aprender sobre sexo o mais cedo possível.
Consequência: Menina de 6 anos um dia consegue desabafar para a mãe que estava sendo diariamente estuprada por seus amiguinhos de escola.
A mãe da menina declarou para o jornal SkyNet:
Ela me disse coisas que penso toda mãe tem medo de ouvir da própria filha. Foi horroroso o que ela passou.
Todo dia tiravam a roupa dela. Todo dia cometiam abusos sexuais e físicos com ela. E todo dia ela chorava pedindo socorro [na escola] e ninguém jamais aparecia.
Penso que não dá para desculpar isso. Como é que dá para dizer que tudo está bem e ninguém tem de prestar contas de nada?
O jornal então conclui:
Uma investigação oficial do abuso aceitou o fato de que uma conduta sexualmente prejudicial realmente ocorreu, mas concluiu que não dá para se tomar nenhuma medida com os responsáveis, pois são jovens demais.
Ninguém tem a menor dúvida de que um crime muito sério foi cometido. Mas ninguém vai ser condenado — nem mesmo o Estado, que estimula as crianças ao sexo, e depois com a maior cara de pau lava as mãos diante das conseqüências.

19 abril, 2010

Pediatras alertam educadores: atitude “pró-homossexualismo” pode prejudicar crianças

Pediatras alertam educadores: atitude “pró-homossexualismo” pode prejudicar crianças

Kathleen Gilbert
GAINESVILLE, Flórida, EUA, 7 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — O Conselho Americano de Pediatria está avisando os educadores sobre o modo como eles estão lidando com estudantes que estão experimentando atração de mesmo sexo ou exibindo sintomas de confusão sexual, dizendo que uma atitude pró-homossexualismo pode atrapalhar para pior uma incerteza natural nos jovens.
“Como pediatras, nosso principal interesse está na saúde e bem-estar de crianças e jovens”, Dr. Den Trumbull, vice-presidente do Conselho, explica. “Estamos cada vez mais preocupados com o fato de que em muitíssimos exemplos, a desinformação ou suposições incorretas estão orientando educadores bem-intencionados a adotar políticas que são realmente prejudiciais para os jovens que estão lidando com confusão sexual”.
Essas preocupações são delineadas numa carta e um parecer técnico enviado pelo Dr. Thomas Benton, presidente do Conselho, para todos os 14.800 superintendentes de distritos escolares dos EUA.
O Dr. Benton também os informa sobre um novo recurso via internet, FactsAboutYouth.com, que foi criado por uma coalizão de profissionais de saúde para dar informações factuais para educadores, pais e estudantes sobre o desenvolvimento sexual.
O Conselho lembrou aos superintendentes escolares que é comum os adolescentes experimentarem confusão temporária sobre sua orientação sexual, e que a maioria dos estudantes no final adotará uma orientação heterossexual, se não receberem incentivos contrários. Por esse motivo, os médicos avisaram que as escolas não devem desenvolver políticas que “confirmem” ou incentivem atrações não heterossexuais entre estudantes que podem meramente estar provando ou experimentando confusão sexual temporária.
Tal classificação prematura, disseram eles, pode levar alguns adolescentes a se envolver em condutas homossexuais que trazem graves ricos físicos e mentais de saúde.
Pelo fato de que não há nenhuma evidência física de que alguém nasce gay ou transexual, observou o Conselho, as escolas não devem ensinar ou insinuar aos estudantes que a atração homossexual é inata, sempre dura a vida inteira e é imutável. Pesquisas mostram que a terapia para restaurar a atração heterossexual pode ser eficaz para muitas pessoas.
Family Watch International (FWI), uma organização que defende a família, apoiou a carta dos pediatras e exortou os pais a divulgar essa informação crucial.
“Embora o CAP mostre os fatos para os educadores, cabe aos pais e outros indivíduos preocupados agora levá-los adiante”, escreveu Sharon Slater, presidente de FWI num email para seus apoiadores. “Temos de assegurar que as escolas simplesmente não ignorem os fatos por tais motivos de preconceitos pessoais ou tendências politicamente corretas”.
Arthur Goldberg, conselheiro licenciado e especialista em ajudar pessoas que enfrentam atração indesejada pelo mesmo sexo, disse para LifeSiteNews.com (LSN) que: “Infelizmente antes da iniciativa do Conselho Americano de Pediatria (CAP) de desenvolver o novo site http://www.factsaboutyouth.com e o material factual que eles enviaram para os superintendentes dos distritos escolares, centenas de livros, panfletos, filmes e outros materiais falsos e enganosos foram absorvidos — com o dinheiro de nossos impostos — no sistema de escolas públicas dos EUA.
Goldberg citou como exemplo um livreto distribuído em 2008 pela Associação Nacional de Educação e a Associação Americana de Psicologia intitulado “Just the Facts” (Apenas os fatos), que ele diz foi “disponibilizado para o propósito claro de radicalmente impactar a maneira como as escolas lidam com a percepção sexual e com a conduta de crianças em idade escolar”. O livreto desestimula o debate acerca da terapia para mudar a atração do mesmo sexo, e sustenta a homossexualidade como uma “expressão normal da sexualidade humana”.
Contrário às afirmações do livreto de que a homossexualidade é imutável, Goldberg disse, “há evidência clara e convincente de que muitos fatores podem levar um adolescente à conduta homossexual — inclusive curiosidade, um sentimento de não conseguir se integrar, a experiência de abuso sexual no passado e um desejo de atenção ou a necessidade de fazer parte de um grupo. Os anos da adolescência servem como uma fase de transição quando necessidades afetivas, emocionais e de identificação podem ser facilmente sexualizadas demais”.
“Pelo fato de que o livreto ‘'Just the Facts’ incentive que adolescentes se auto-rotulem prematuramente como gays enquanto outros materiais desse tipo apresentam grandes riscos de saúde, o CAP, como uma organização médica dedicada às melhores práticas de criação de filhos, realizou um importante serviço público ao disponibilizar seu material para superintendentes de escolas, estudantes e seus pais”, disse ele.
Para mais informações, inclusive pareceres técnicos sobre os perigos de se incentivar a homossexualidade em crianças, visite FactsAboutYouth.com
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10040713
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11 abril, 2010

Casal brasileiro recebe condenação criminal por educar filhos em casa

Casal brasileiro recebe condenação criminal por educar filhos em casa

Veredicto dado apesar de que os filhos passaram em provas de admissão para faculdade de direito — com as idades de 13 e 14

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina
MINAS GERAIS, Brasil, 26 de março de 2010 (Notícias Pró-Família) — Apesar do fato de que seus filhos passaram difíceis provas impostas pelo governo, e até se mostraram qualificados para a faculdade de direito com as idades de 13 e 14, Cleber Nunes e sua esposa Bernadeth, que educam os filhos em casa, levaram uma bofetada de multas equivalentes a um total de 3.200 por recusarem submeter seus filhos ao sistema escolar brasileiro.
Contudo, Nunes disse para LifeSiteNews.com (LSN) que ele não tem intenção de pagar a multa, embora diga que poderia ter de passar de 15 a 30 dias na cadeia se não pagar.
Embora a educação escolar em casa seja comum em muitos países, inclusive nos Estados Unidos, e esteja associada a níveis mais elevados de realização acadêmica, é completamente proibida no Brasil, onde o governo se tornou cada vez mais intrusivo em recentes décadas depois do estabelecimento de um regime socialista na década de 1990.
Desde que Nunes começou a educar em casa seus dois filhos mais velhos há quatro anos, sua família vem sendo submetida a freqüentes ameaças de multas, prisão e perda de custódia. No entanto, ele vem resistindo com firmeza e seu caso ganhou atenção nacional.
O veredicto de culpado no caso criminal contra Nunes, que vem depois de dois veredictos negativos num caso civil paralelo que terminou há um ano, foi dado apesar do fato de que David e Jonatas Nunes haviam passado uma difícil bateria de provas impostas pelo tribunal criminal.
“Eles haviam pedido que os meninos fizessem as provas para avaliar o nível de conhecimento deles, e também testes psicológicos para avaliar a saúde mental deles”, Nunes disse para LifeSiteNews (LSN). “Parece que o único resultado válido que eles esperavam era o fracasso dos meninos”.
As provas impostas pelo tribunal nos filhos de Nunes foram tão difíceis que uma das professoras que as haviam elaborado confessou que ela mesma não conseguiria passá-las. Contudo, David e Jonatas Nunes passaram nos exames por diferenças de cinco e oito pontos percentuais.
Apesar do desempenho de seus filhos, porém, o governo de novo deu decisão contra Nunes, desta vez em tribunal criminal, e ordenou uma multa. A quantia total em multas que Nunes está devendo como conseqüência das decisões contra ele se acumularam em mais de $3,200 em dólares americanos.
“Se eles impõem provas significa que se deve considerar duas possibilidades. Eles poderiam estar sofrendo de abandono intelectual ou não”, Nunes disse para LSN. “Em outras palavras, eles estavam tentando provar que [meus filhos] eram vítimas. Mas eles foram aprovados. Mesmo assim, o governo continuou dizendo que somos criminosos”.
Nunes diz que apesar de seu sucesso, o juiz decidiu contra ele por causa de seu estilo de educação escolar em casa, no qual os filhos dirigem seu próprio aprendizado, enquanto Nunes supervisiona o processo.
“O juiz disse que deixamos nossos filhos aprendendo sozinhos”, disse Nunes. “Ele reconheceu que eles passaram no exame de admissão da universidade e nas provas, mas ele disse que foi por causa dos próprios esforços deles”, acrescentou ele, chamando isso uma “piada”.
“Eles querem assumir o controle deles, de suas mentes”.
Nunes diz que decidiu não recorrer da decisão, pois o Supremo Tribunal Federal já recusou ouvir o apelo de seu caso civil. Embora ele tenha pago a multa de sua esposa para poupá-la da prisão, ele diz que não pagará sua própria multa.
“A coisa natural é recorrer, mas não confio nos juízes do Brasil”, Nunes disse para LSN. “Eles já mostraram quem são e o que querem. Eles não estão interessados em proteger nossas crianças… Eles querem assumir o controle delas, de suas mentes, eles as querem fora de casa”.
Embora tenha recusado acatar as decisões contra si, Nunes atualmente não enfrenta mais dificuldades legais devido à educação escolar de David e Jonatas, pois eles estão agora além da idade de escolarização compulsória.
Contudo, sua filha logo poderá ser submetida à escolarização compulsória no Brasil. Ela logo fará quatro anos, idade em que a escolarização compulsória começa no Brasil.
Informações de contato:
Cleber Nunes pode ser contatado em: cleber@andradenunes.org
Cobertura anterior de LifeSiteNews:
Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais
Shock: Brazilian Homeschooling Parents Face Arrest Even after Early-Teen Sons Pass Law School Exams
Family appeals case to Brazilian Supreme Court
Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa
Adolescentes que estudam em casa alcançam vitória surpresa em confronto com o governo
Casal que ensina em casa poderá ser preso se seus filhos falharem em duros testes governamentais
Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais
Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/mar/10032601.html
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22 março, 2010

Pela liberdade de educar

Pela liberdade de educar

Luiz Carlos Faria da Silva
Não há espaço suficiente aqui para abordar os vários aspectos da decisão judicial que condenou Cleber Andrade Nunes. É perfeitamente possível, entretanto, argumentar a favor dos pais.
Tomemos dois pontos presentes nos discursos daqueles que, ao lado da autoridade judicial, condenam os pais: os alegados prejuízos à socialização das crianças e o laxismo fatalista que acompanha o reconhecimento do nível catastrófico da qualidade da instituição escolar em nosso país.
Quanto à questão da socialização, note-se que no Brasil não há pesquisa longitudinal, internacionalmente reconhecida, sobre os impactos dos cuidados infantis na trajetória de desenvolvimento socioemocional e cognitivo das crianças e no comportamento juvenil. Enquanto isso, evidências oriundas de pesquisas longitudinais, cujos resultados são publicados em revistas líderes mundiais em fator de impacto no campo, negam suporte às teses defendidas pela maioria dos experts brasileiros nesse tema.
Por outro lado, em países como França, Inglaterra e EUA, em que essa modalidade de educação não é interditada, ainda que seja regulada, não consta que haja epidemia de sociopatia entre as crianças cujos pais a praticam. Nos EUA, por exemplo, o Departamento de Educação diz que 1.508.000 crianças e adolescentes estudavam sob alguma modalidade de educação domiciliar em 2007.
Os que querem anular o direito dos pais de escolher o tipo de educação dada aos filhos negligenciam o fato de que a experiência escolar é hoje, muita vezes, ocasião de sofrimento, pois escolas e educadores são cada vez mais despojados dos instrumentos de mediação e controle dos conflitos. Ou de contenção de ações antissociais.
Eles se preocupam com a proteção dos "direitos da criança" contra o autoritarismo e a unilateralidade da visão de mundo dos pais. Mas as crianças precisam de mais proteção contra o grupo de iguais do que contra os pais, lembra Hannah Arendt.
O autoritarismo do grupo de iguais é muito mais cruel, implacável e devastador a um ser em processo de formação de personalidade. Hoje, na escola, crianças que não se enquadram no padrão médio são impiedosamente desdenhadas pelo grupo. E são cada vez mais numerosos os casos em que do desdém, e mesmo da troça, passa-se à agressão física.
Quanto à qualidade da instrução, a tolerância nacional diante do fracasso escolar tem crescido. Dados do MEC mostram que a probabilidade de uma criança brasileira encerrar os anos iniciais do ensino fundamental com desempenho em língua portuguesa e matemática abaixo do mínimo esperado é altíssima.
A lassidão ante o baixo padrão não se limita à instrução. Há o aspecto da formação. Nem aos leigos escapa a percepção da crise da autoridade na escola. Qualquer pessoa que encare o problema de perspectiva real e prática, despida dos cacoetes emancipacionistas impostos pelas abordagens teóricas hegemônicas no pensamento pedagógico dos últimos 30 anos, sabe das dificuldades para o exercício de atividade educativa nas escolas.
Professores são reféns de caprichos infanto-juvenis incontroláveis. A pedagogia "mainstream" ergueu um altar à espontaneidade criadora das crianças e jovens. As famílias entregaram-nas a babás, a creches ou ao trio DVD, videogame, computador.
Quando tudo sai de controle, apela-se a saídas extremas: decreta-se toque de recolher para adolescentes, como se fez recentemente em cidades do interior paulista.
Nessas condições, qual a capacidade instrucional e formativa da educação escolar? Não postulo a desescolarização. Afirmo, porém, em alto e bom som: os pais têm direito a escolher a educação que seus filhos receberão. A família Andrade Nunes foi apenada por não permanecer prostrada ante os prejuízos instrucionais e morais que a educação escolar poderia impor a seus filhos. Assumiu riscos. Agiu. E os resultados mostram que foi bem-sucedida. Merece apoio. Não recriminação.
Luiz Carlos Faria da Silva, 53, mestre em educação pela PUC-SP e doutor em educação pela Unicamp, é professor adjunto do Departamento de Fundamentos da Educação na Universidade Estadual de Maringá (PR) e educa seus dois filhos em casa desde 2006.
Publicado no jornal Folha de São Paulo.
Divulgação: www.juliosevero.com