31 março, 2012

Estado confisca recém-nascido por causa de vacinas

Estado confisca recém-nascido por causa de vacinas

Você não vai acreditar no que uma assistente social fez horas após o nascimento do bebê

Uma organização que rotineiramente lida com casos de educação domiciliar nos EUA e pelo mundo resolveu pegar um caso de direitos dos pais porque as circunstâncias (uma assistente social chamando a polícia por causa de umas vacinas da criança recém-nascida) são simplesmente chocantes demais para deixar passar.
O anúncio foi feito na terça-feira por Michael P. Farris, presidente da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (HSLDA).
“Pegamos esse caso porque estamos cansados de ver a erosão dos direitos dos pais em virtualmente todas as áreas das nossas vidas. Os direitos dos pais nos casos médicos possuem um impacto nos direitos mais amplos, incluindo as decisões educacionais”, afirma. “E o fato é: Se não lutarmos pelos direitos dos pais, é provável que nossos direitos sejam corroídos pouco a pouco, até que não sobre nada”.
Ele afirma que a organização não está tirando da receita normal paga pelas famílias associadas para financiar essa nova luta, e que os apoiadores estão sendo direcionados a um fundo independente no site da Associação.
Dentre os problemas do caso, Farris destaca o seguinte: assistentes sociais que chamaram a polícia quando a nova mãe pediu testes antes de autorizar vacinas para seu filho, um hospital que removeu a mãe da propriedade em razão da questão, uma “investigação” do nascimento por parte do serviço social, entre outros.
A associação de Farris relatou a situação envolvendo o casal Scott e Jodi Ferris.
Jodi havia entrado em trabalho de parto de manhã cedo, e a parteira que eles esperavam que fosse ajudar os aconselhou a procurar um hospital. Eles assim o fizeram.
“O bebê, que vou chamar de ‘Annie’, nasceu dentro da ambulância no estacionamento do Centro Médico de Hershey (um hospital estatal da Pensilvânia). Funcionários do hospital chegaram rapidamente e assumiram os cuidados da mãe e do bebê”, relatou.
Mas quando Jodi perguntou às enfermeiras sobre seu bebê, “a equipe do hospital foi completamente indiferente”. Quando começaram a dar injeções a Jodi, ela perguntou para que elas serviam. Deram-lhe respostas vagas, do tipo: “Só para ajudar”.
Farris conta que mais tarde um médico disse a Jodi que seu bebê havia tirado 9 na escala de APGAR, um teste aplicado a recém nascidos, em que a nota 8 para cima era considerada saudável.
Mas depois outro médico disse que o bebê estava “muito doente”, e que precisaria ficar no hospital.
Continuando o vai-e-vem, outro funcionário do hospital disse que o bebê estava bem, mas horas depois outro funcionário disse ao casal que seu bebê deveria ficar no hospital de 48 a 72 horas.
“’A lei nos obriga a reter a criança por 48 horas’”, disseram a eles, de acordo com a HSLDA, que observou que tal lei não existe na Pensilvânia.
O WND não conseguiu entrar em contato com a direção do hospital na noite desta edição.
Por último, um funcionário técnico da “administração de risco” do hospital admitiu que o risco sendo administrado não era a saúde do bebê, mas o risco de que o hospital pudesse ser processado se algo saísse errado depois que o bebê fosse liberado.
Então, de acordo com a HSLDA, “uma assistente social do governo chamada Angelica Lopez-Heagy entrou no quarto de Jodi anunciando que ela estava lá para conduzir uma investigação. Jodi pediu para saber as alegações. A assistente social lhe respondeu que era contra a lei que ela soubesse das alegações.
Jodi respondeu que ela não ficaria à vontade para responder às perguntas se não soubesse das alegações. Imediatamente a assistente social anunciou: ‘Já que você não vai cooperar, então eu vou chamar a polícia e nós vamos tomar a guarda da criança'".
A confusão não acabava. Quando Jodi disse que estava cooperando, a assistente social insinuou que o problema era a recusa de Jodi em consentir com uma vacina de vitamina K para o bebê.
“Jodi respondeu que ninguém havia lhe perguntado a respeito da vacina. Além do mais, ela havia escutado a equipe do hospital dizer que já haviam dado a Annie a tal vacina”, afirma o relatório.
Mais tarde, quando Scott deixou o hospital para cuidas dos outros filhos do casal, a direção do hospital pediu permissão para dar a Annie uma vacina contra hepatite B.
“Jodi respondeu que iria concordar apenas se eles fizessem um teste nela ou em Annie para ver se uma das duas era positivo. Se fosse o caso, ela estaria bastante disposta a dar a vacina a Annie. O hospital alegou que eles haviam se esquecido disso mais cedo, quando ainda era possível realizar o teste naquele dia, mas que eles precisavam dar a vacina mesmo assim, sem o teste”, conforme relato da HSLDA.
Jodi perguntou se a decisão poderia esperar até que seu marido retornasse.
“Coloque-se no lugar de Jodi nesse momento”, escreveu Farris. “Você deu à luz de manhã em uma ambulância. O hospital fez alegações desordenadas e contraditórias sobre a saúde do bebê o dia inteiro. Você está exausto. Está sentindo dores. Seu marido sai para ver se as outras crianças estão bem. Chega uma assistente social que ameaçou tomar seu bebê sob custódia policial, e está no seu quarto de hospital exigindo que você tome uma decisão imediata”.
Ele relata, então: “a situação fica feia”.
“A assistente social deixou o quarto e chamou a polícia. Sem uma ordem judicial, eles tomaram a guarda de Annie, alegando imediatamente que ela estava sofrendo de doença ou ferimento (alegação patentemente falsa). A assistente social consentiu com a administração da vacina contra hepatite B, mesmo não tendo sido realizado exame de sangue”, relata.
“A polícia fez Jodi Ferris se levantar do seu leito de hospital e a escoltou até a entrada; eles a expulsaram do hospital porque ela não havia assinado o ‘plano de segurança’”.
Ela foi escoltada para fora.
Mas lhe disseram que ela poderia retornar ao hospital a cada três horas para amamentar o bebê, e o casal foi obrigado a passar a noite em um carro no estacionamento de um Wal-Mart perto do hospital.
“Foi isso mesmo que você leu. Eles expulsaram a mãe do hospital, e para ficar perto da criança e amamentá-la, ela teve que dormir no carro”, relata Farris.
Uma audiência no dia seguinte devolveu a criança a seus pais imediatamente.
“Não é crime fazer perguntas a respeito da saúde do seu bebê. Não é crime exigir testes para se certificar de que o procedimento é necessário antes que seja feito. Não é crime ser uma mãe protetora”, relata Farris.
“Mas a equipe de médicos e a assistente social se comportaram de maneira ultrajante com relação a essa família. E acreditamos que eles violaram seus direitos com base na Constituição dos Estados Unidos. E iremos à justiça para provar isso”, concluiu Farris.
“A prioridade da assistente social não era o bem-estar de Annie, mas sua própria conveniência e sua própria percepção de poder. Ela queria dar uma lição a essa mãe que pratica a educação domiciliar. E o hospital claramente não estava preocupado se Annie tinha algum problema clínico, mas só estavam tentando evitar um processo por negligência médica.
Quando funcionários do governo atropelam os pais em casos como esse, a lição que precisa ser ensinada é ao governo”, afirma.
Foi apenas um dia antes que a Suprema Corte dos EUA se recusou a intervir em outro caso envolvendo direitos dos pais aberto pela HSLDA.
Nesse caso, xerifes do Arizona ameaçaram os pais com a retirada da guarda dos seus cinco filhos a não ser que permitissem que assistentes sociais, que não tinham mandado ou suspeita, fizessem uma busca em sua casa.
O chocante desfecho saiu em um processo aberto em favor de John e Tiffany Loudermilk, que processaram os xerifes após um confronto em 2005 em sua casa, no condado de Maricopa.
Um juiz estadual decidiu que uma pessoa razoável entenderia que a decisão dos Loudermilks de permitir que assistentes sociais fizessem uma busca em sua casa era coagida, violando a Quarta Emenda. Mas o Tribunal Regional Federal da 9ª Região disse que a busca era devida.
O caso pode não ter sido encerrado, uma vez que a opinião da 9ª região não foi publicada, o que quer dizer que não é vinculante para casos futuros. Além disso, quando os xerifes apelaram à 9ª Região por imunidade, os assistentes sociais que também foram processados não o fizeram, e parte do caso continua na espera em nível regional.



James Mason, advogado-chefe da HSLDA, que abriu o caso em nome da família, disse ao WND que o grupo irá consultar a família, e em breve irá decidir sobre o próximo passo.
Mas ele afirma que o resultado é desanimador, pois não importando o status da apelação, a situação avançou, e as ameaças foram feitas para dar aos assistentes sociais o que eles queriam.
O caso ocorreu depois que um informante anônimo disse às autoridades que havia um perigo para as crianças na nova casa. Dois meses depois, as assistentes sociais Rhonda Cash e Jenna Cramer chegaram à casa sem avisar e explicaram que era uma emergência, pois elas haviam decidido que era uma emergência naquele momento.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “State confiscates newborn over vaccinations

27 março, 2012

Estaria a CIA na sua cozinha?

Estaria a CIA na sua cozinha?

Andrew Napolitano alerta sobre a capacidade do governo dos EUA de monitorar você através até de eletrodomésticos

Se essa pergunta tivesse sido feita por um personagem fictício em um suspense de espionagem, poderia tê-lo intrigado, mas não o faria imaginar que fosse verdade. Se a Constituição americana vale alguma coisa, você nem iria sequer considerar isso como algo plausível. Afinal, a Quarta Emenda da Constituição foi escrita para impedir o governo de violar, por capricho, palpite ou vingança, exatamente esse direito americano: o de ficar sozinho.
Todo mundo quer, em algum momento e em alguns lugares da casa, ficar sozinho. Os colonos que lutaram na Guerra de Secessão contra a Grã-Bretanha não eram diferentes. Mas essa guerra e o desejo dos colonos de manter o governo longe aumentaram ainda mais com as experiências que tiveram com a Lei do Selo de 1765.
A lei, que se aplicava às colônias e não residentes da Grã-Bretanha, determinava o que selos do governo fossem comprados e impressos em todos os documentos legais, financeiros e até políticos em posse de qualquer colono. A aplicação dessa lei, que era feita por soldados britânicos que adentravam casas particulares portando não apenas armas, mas também mandados de busca que eles próprios haviam escrito, o que lhes era autorizado pelo parlamento britânico, era tão perturbador que resultou em uma hostilidade política antibritânica e fez com que o parlamento mais tarde reconsiderasse a lei.
Mas os prejuízos à autoridade britânica haviam sido feitos, e foram irreparáveis. Depois que os fundadores ganharam a Revolução, redigiram a Constituição e acrescentaram a declaração dos direitos fundamentais, respiraram aliviados na garantia de que os juízes só poderiam emitir mandados de busca “descrevendo especificamente o lugar a ser adentrado e as pessoas ou coisas a serem apreendidas”, e que só poderiam fazê-lo se encontrassem causa provável de comportamento criminoso no lugar definido pelo governo.
A guerra contra as drogas enfraqueceu lamentavelmente as proteções da Quarta Emenda, e a Lei de Patriotismo, que permite aos agentes federais emitirem os seus próprios mandados de busca, lhe deu um sério golpe. A lei, que ainda não foi deliberada na Suprema Corte, infelizmente ainda não acionou sua jurisprudência a respeito da privacidade. No ano passado, o tribunal invalidou o uso policial sem mandado de sensores de calor em casas, e provavelmente em breve irá invalidar o uso sem mandado de dispositivos de GPS plantados secretamente em carros por agentes.
Infelizmente, a não ser que o governo tente usar os dados ilegalmente coletados a respeito de uma pessoa, ela provavelmente não irá se dar conta de que o governo a está espionando, e, portanto, não estará em posição de contestar a espionagem em um tribunal. Valendo-se da Lei do Patriotismo, agentes federais têm emitido seus próprios mandados de busca da mesma forma que faziam os soldados britânicos. Eles o fizeram mais de 250.000 vezes desde 2001. Mas o governo raramente usou alguma prova desses mandados em um processo criminal por medo de que o acusado descobrisse a respeito do comportamento inconstitucional e execrável, e por medo de que a lei fosse invalidade pelos tribunais federais.
Agora, voltando à CIA na sua casa. Quando o Congresso criou a CIA, em 1947, ele a proibiu expressamente de espionar americanos em seu território. Mas no fim das contas, se o seu micro-ondas, alarme antifurto ou lava-louça for de um modelo recente e estiver conectado ao seu computador, um espião da CIA pode saber quando você estará na cozinha e quando estará utilizando o aparelho. A pessoa que revelou isso há cerca de duas semanas também revelou que esse software da CIA pode aprender os seus hábitos a partir disso e antecipá-los.
Agindo “diabolicamente” e tentando “mudar impressões digitais e globos oculares” na sua “missão global” para roubar e manter segredos, a CIA pode assim burlar a Quarta Emenda digitalmente, sem nunca ter que entrar fisicamente na casa de alguém. Já sabemos que seu BlackBerry e seu iPhone pode dizer a um espião onde você está e, se a bateria estiver conectada, o que está dizendo. Mas espiões na cozinha? Será verdade?
Quem revelou tudo isso? Nada mais, nada menos do que o próprio general David Petraeus, novo diretor do presidente Obama para a CIA. Fico pensando se ele sabe sobre a Quarta Emenda da Constituição [sobre liberdade de expressão] e sobre como a Suprema Corte a tem interpretado, e que as leis federais proíbem seus espiões de fazer seu trabalho nos EUA. Fico pensando se ele ou o presidente sequer ligam para isso. Você liga?
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Is the CIA in your kitchen

26 março, 2012

Dupla gay estupra menino de 5 anos e recebe proteção especial do governo do Estado de São Paulo

Dupla gay estupra menino de 5 anos e recebe proteção especial do governo do Estado de São Paulo

Julio Severo

O que um pastor e uma dupla gay têm em comum? O pastor, depois que sua filha sofreu tentativa de estupro num posto de saúde, foi denunciado por uma agente do Conselho Tutelar que é parente do agente tarado do posto de saúde. O pastor está preso em condições desumanas, sem nenhum defensor para ajudar. A dupla gay foi presa por maltratar e estuprar um menino, e conta com quatro defensores públicos para ajudar.

Em 7 de março de 2012, a Band noticiou sobre um menino de 5 anos que sofria agressões e estupro de uma dupla homossexual em São Paulo. A faxineira da casa percebeu que o menino estava com febre e como a dupla gay não estava, a mulher o levou para casa. Durante o banho do garoto, ele contou que estava com muita dor. O menino contou para a faxineira que sofria maus tratos e abuso sexual.
A mulher levou o menino para o hospital, onde o garoto deu entrada com desidratação, desnutrição, broncopneumonia e tinha marcas de agressão pelo corpo.
A ocorrência foi registrada no 13º DP e o Conselho Tutelar foi acionado. Contudo, o governo do Estado de São Paulo interveio fortemente no caso, designando quatro defensores públicos para defender a dupla gay. O acompanhamento do caso por quatro defensores públicos espantou até o delegado, que disse:
“Em trinta e quatro anos de polícia, esse é o primeiro caso na minha carreira que eu vejo que a Defensoria Pública vem acompanhar dois indivíduos que estão sendo investigados e com quatro integrantes”.
Defensores públicos não costumam atuar durante inquéritos. Um indivíduo investigado pela polícia ser acompanhado por um defensor público é um fenômeno raro. Ser acompanhado por quatro é totalmente fora da realidade. O que provocou essa enorme anormalidade foi que o Estado de São Paulo, sob o governo do então governador Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se o primeiro Estado brasileiro a instituir uma lei para penalizar a prática de discriminação em razão de orientação sexual: a Lei Estadual nº 10.948/2001. Com o objetivo de implementar essa lei pró-homossexualismo, firmou-se, em 24 de outubro de 2007, um acordo entre a Defensoria Pública de São Paulo, a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado e a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo.
O PSDB vem trabalhando loucamente para implantar o sistema anti-“homofobia” mais sofisticado do Brasil e a condenação da dupla gay pode trazer impactos negativos não só para o movimento gay, mas também para as políticas do PSDB. Portanto, o acompanhamento da dupla gay por quatro defensores representa o empenho do Estado de São Paulo do PSDB de proteger os gays exclusivamente porque eles praticam atos homossexuais.
Os interesses do menino agredido e estuprado estão sendo colocados abaixo dos interesses da agenda gay e das obsessões políticas do PSDB.
Entretanto, como é que os Conselhos Tutelares não têm força para vencer todos esses interesses cruéis que colocam em risco um menino de apenas 5 anos?
Um ano atrás, um pastor foi preso por muito menos. Aliás, ele foi injustiçado por obedecer à Bíblia. O Pr. Jeremias Albuquerque Rocha, de 25 anos, foi preso depois que uma agente do conselho tutelar o denunciou por bater em suas filhas, pelo que ele foi acusado de “tortura”.
Apesar de que nenhuma evidência física tivesse sido apresentada ao juiz, Rocha foi colocado em detenção preventiva, numa cela de prisão tão cheia de presos que ele era forçado a ficar de pé o dia inteiro, e tinha de dormir agachado no chão, que estava coberto de papelão.
Ele ficou meses nessa situação. Em nenhum momento se apresentou algum relatório médico documentando qualquer marca física nas suas filhas nem houve nenhum exame físico confirmando ferimentos — provas que a lei exige. Em agosto de 2010, Rocha havia, conforme as reportagens, começado a chorar e desmaiar dentro de sua cela. Quando foi levado a um hospital próximo e diagnosticado com doença mental, o juiz Jânio Tutomu Takeda se recusou a acreditar no diagnóstico, afirmando que Rocha estava “fingindo”, e ordenou que ele fosse algemado à cama do hospital.
Pastor injustiçado e sem nenhum defensor público
Takeda disse que condenou Rocha e o sentenciou a seis anos e meio de prisão.
O maior problema do Pr. Rocha não foi ter disciplinado suas filhas fisicamente. Muito antes de sua prisão, uma de suas filhas havia sofrido tentativa de estupro no posto de saúde. O agente de saúde assediador é parente da agente do Conselho Tutelar que denunciou mais tarde o pastor. Final infeliz: o agente assediador não foi preso por tentativa de estupro contra uma menina.
Final mais infeliz: mesmo sendo inocente, e nunca tendo praticado maus-tratos e estupro contra suas filhas, o pastor está preso em condições desumanas sem nunca ter tido o acompanhamento de defensores públicos — privilégio hoje exclusivo de homens que praticam atos homossexuais e estupram meninos de 5 anos.
O tarado sexual que trabalha no posto de saúde está livre para prosseguir seus assédios e taradices nas meninas dos outros. O governo, é claro, não tem tempo de ajudar pais inocentes e prender maníacos sexuais nos postos de saúde. O governo está ocupado demais cuidando de duplas gays que se ocupam com meninos de 5 anos.
Aqueles que estão dentro da agenda do governo — agentes de saúde tarados, duplas gays taradas, agentes de Conselho Tutelar abusivos, etc. — contam com a máquina estatal para dar acobertamento.
Pais, mães e crianças que não estão dentro da agenda do governo contam só com Deus.
Com informações do Mídia Sem Máscara e LifeSiteNews.

29 fevereiro, 2012

Província do Canadá quer proibir famílias que educam filhos em casa de ensinar que homossexualismo é pecado

Província do Canadá quer proibir famílias que educam filhos em casa de ensinar que homossexualismo é pecado

EDMONTON, Alberta, 23 de fevereiro de 2012 (LifeSiteNews.com) — Sob o novo projeto de lei da educação (Education Act) da província de Alberta, no Canadá, pais que educam seus filhos em casa e escolas religiosas não poderão mais ensinar que práticas homossexuais são pecado como parte do seu programa acadêmico, afirma o porta-voz do ministro da educação Thomas Lukaszuk.
“Qualquer que seja a natureza da educação (em casa ou em escolas privadas ou católicas), não iremos tolerar desrespeito às diferenças”, disse a assessora de comunicação de Lukaszuk, Donna McColl, para LifeSiteNews em 22 de fevereiro.
“É permitido defender a ideologia da família na vida familiar, mas o que não se pode é fazer isso como parte do estudo e da instrução escolar”, afirma.
Em reação aos comentários, Paul Faris da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (cuja sigla em inglês é HSLDA) afirma que o ministro da educação está “claramente sinalizando que eles planejam violar as conversas privadas que as famílias têm em suas próprias casas”.
“Um governo que busca esse tipo de controle sobre nossas vidas privadas deveria ser temido e combatido”, acrescentou.
A HSLDA e outros grupos de educação domiciliar alertaram nesta semana que a nova lei de educação de Alberta, que foi retomada pelo governo do Partido Progressista Conservador de Alison Redford (premier de Alberta) em 14 de fevereiro, para substituir a lei escolar atual (School Act), ameaça forçar o ensino da “diversidade” em todas as escolas, incluindo as domiciliares.
A seção 16 da nova legislação reafirma a obrigatoriedade da atual lei escolar de que as escolas “reflitam a natureza diversificada” de Alberta no seu currículo, mas acrescenta que elas devem também “honrar e respeitar” a controversa lei de direitos humanos de Alberta, que foi usada para visar cristãos com crenças tradicionais sobre o homossexualismo. “Escola” é definida para incluir os pais que ensinam seus filhos em casa e escolas privadas, além dos conselhos escolares financiados com dinheiro público.
McColl enfatiza que os pais que educam seus filhos em casa já estavam inclusos na definição de “escola” da legislação atual, datando de 1988 ou antes. E a seção 16, afirma, “é especificamente com relação a programas, cursos e materiais didáticos”.
De acordo com McColl, as famílias cristãs que educam em casa podem continuar a transmitir ensinamentos bíblicos sobre o homossexualismo em suas casas, “desde que não seja parte do seu programa acadêmico de estudos e material didático”.
“O que eles quiserem fazer sobre sua ideologia fora desse âmbito, é assunto de família. Mas a natureza fundamental da nossa sociedade é respeitar a diversidade”, conclui McColl.
Ao ser pressionada com relação à distinção exata da educação escolar dos pais e a vida familiar, McColl disse que a questão envolvia ”nuances reais”, e que ela teria que tratar das questões específicas em outra ocasião.
Mas em uma segunda entrevista no dia 22, McColl disse que o governo “não irá especular” quanto a exemplos particulares, e explicou que ela ainda não obteve uma “resposta direta” quanto ao que exatamente constitui “desrespeito”. No entanto, ela afirmou que as famílias não poderão “incitar o ódio, por assim dizer”.
Na primeira entrevista, ela justificou a posição do governo citando a decisão do último dia 17 da Suprema Corte, que decidiu manter a recusa do governo da província de Quebec de dispensar as famílias o seu controverso programa cultural de ética e religião. O programa, que visa apresentar um espectro das religiões do mundo e escolhas de estilo de vida de um ponto de vista “neutro”, é obrigatório para todos os estudantes, inclusive para os que estudam em casa.
“Na última sexta-feira, a Suprema Corte do Canadá publicou uma decisão unânime sobre o caso S.L. v. Comission scolare des Chênes 2012. Trata-se da mesma coisa, a seção 16 vale para todos, incluindo as famílias educadas em casa”, afirmou McColl.
Os observadores pró-família alertaram que a decisão corre o risco de estimular outros governos provincianos nos seus esforços de impor programas de “diversidade”. Nos últimos dois anos houve grandes batalhas em Quebec, Ontario, Colúmbia Britânica, e agora Alberta a respeito da crescente normalização do homossexualismo nas escolas.
A decisão específica da Suprema Corte não cita diretamente a educação escolar em casa; no entanto, abre caminho para futuras batalhas judiciais. O tribunal defendeu que as famílias de Quebec que buscam dispensa simplesmente não cumpriram o ônus da prova necessário para mostrar que a participação dos seus filhos no curso iria impedir a capacidade dos pais de criar seus filhos na sua fé católica.
Patty Marler, intermediária do governo para a Associação de Educação Domiciliar de Alberta, disse estar surpresa com a franqueza do ministério, e questionou como eles irão definir o limite entre os períodos de ensino escolar e de convivência familiar.
“Nós educamos nossos filhos o tempo todo, e é assim que vivemos. É um estilo de vida”, afirma. “Fazer uma distinção entre as horas em que estamos ensinando e quando estamos vivendo é algo bastante difícil”.
“Some a isso o fato de que eu realmente utilizo a Bíblia como parte do meu currículo, e eu estarei patentemente ensinando coisas que vão contra [a lei de direitos humanos]”, conclui.
Marler aponta que a questão tem implicações diretas na forma como as famílias ensinam seus filhos sobre o casamento, pois a lei de direitos humanos de Alberta recebeu uma emenda em 2009 para definir o casamento como uma união entre duas “pessoas” em vez de um homem e uma mulher. “Quando eu leio o Gênesis e ele fala sobre o casamento como a união entre um homem e uma mulher, estou muito claramente desrespeitando a lei de direitos humanos que afirma que casamento é meramente uma pessoa se unindo a outra”, afirma.
De acordo com Faris, a questão com as afirmações de McColl “não é sobre sexualidade ou qualquer outra questão homossexual, mas sobre o governo tentando controlar a forma como ensinamos nossas crianças nas nossas próprias casas”.
Ele afirma que as afirmações de McColl são “particularmente interessantes se levarmos em conta as informações, no mínimo enganosas, que muitos pais que ensinam seus filhos estão recebendo quando ligam para o gabinete do Ministro e escutam coisas do tipo: ‘Veja, não há mudanças aqui. Não iremos fazer nada diferente’”.
“O longo braço do governo quer alcançar as casas das famílias e controlar o que elas ensinam aos seus próprios filhos e nas suas próprias casas sobre religião, sexualidade e moralidade”, acrescenta. “Essas não são palavras de um governo que é amigável à educação domiciliar ou à liberdade dos pais”.
O governo do Partido Progressista Conservador possui 67 dos 83 da casa legislativa da província, de maneira que a aprovação do projeto é praticamente garantida. Mas uma eleição é iminente, e espera-se uma forte demonstração do novo partido direitista Wildrose Alliance. Uma enquete do Forum Research na semana passada mostrou que o jovem partido possui 30% de aprovação do eleitorado, logo atrás do governo com 37%.
A Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa faz um apelo aos cidadãos de Alberta para que em contato com o ministério da educação e com seus representantes eleitos.
Informações para contato:
Ministério da Educação:
Hon. Thomas Lukaszuk, Education Minister
423 Legislature Building
10800 - 97 Avenue NW
Edmonton, AB
Canada T5K 2B6
Fone: +1(780) 427-5010
Fax: +1(780) 427-5018
E-mail: edmonton.castledowns@assembly.ab.ca
Gabinete da Premier de Alberta:
Premier Alison Redford
Office of the Premier
Room 307, Legislature Building
10800-97 Avenue
Edmonton, Alberta T5K 2B7
Fone: +1(780)427-2251
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do LifeSiteNews: “Homeschooling families can’t teach homosexual acts sinful in class says Alberta gvmt

22 fevereiro, 2012

Escola pública: uma pedagogia de risco

Escola pública: uma pedagogia de risco

José Maria e Silva
Polemista corajoso, dono de uma corrosiva ironia, o jornalista e escritor Benjamin Costallat (1897-1961) foi um dos mais apreciados cronistas de seu tempo, retratando a sociedade carioca com uma visão quase futurista, que, já nos anos 20, o fazia perceber a favela como uma “cidade dentro da cidade”, chamando a atenção para o apartheid carioca que continua a dar trabalho ao país. Em uma de suas crônicas, intitulada “Ins­trução?” e publicada no Jornal do Brasil em 3 de março de 1927, Costallat chama a atenção para o ensino público da então Capital Federal.
Como sugere a interrogação do título, tratava-se de uma crítica à “instrução pública”, como era chamado, na época, o emergente ensino público no país, em luta com a hegemonia católica na educação. Ainda faltavam cinco anos para que sociólogo Fernando Azevedo (1894-1974) liderasse o Manifesto da Escola Nova, que defendia a educação laica, com mais investimento na instrução pública. Em seu artigo, Benjamin Costallat descreve uma escola pública do Rio de Janeiro, em que as crianças conviviam com entulhos, animais, esgoto a céu aberto, “sem as mais elementares regras de higiene, na promiscuidade sórdida”, como afirma o autor.
Diante desse cenário de sordidez, Costallat clama pelo fechamento das escolas, afirmando que “melhor é ver aumentar o número de brasileiros analfabetos” do que ver “aumentar o número dos porcos brasileiros”. Hoje, passados 84 anos, o Brasil vive uma situação ainda mais trágica do que aquela descrita pelo jornalista carioca. As escolas deixaram de ser chiqueiros físicos — viraram pocilgas morais. Se no seu tempo, os alunos refocilavam na lama, hoje a escola lhes enodoa a alma. Já não se trata de escolher entre o analfabeto e o porquinho; se depender da criminosa pedagogia progressista, ou se fecham as escolas ou o país terá de escolher entre o analfabeto e o bandidinho — devidamente acompanhado da prostitutazinha.
Mandantes de um crime
Para quem acha que estou exagerando, recomendo a leitura de uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada em 15 de novembro de 2011. A reportagem relata um inacreditável trabalho escolar idealizado por uma professora de português de uma escola estadual da cidade de São Carlos (221.950 habitantes), no interior paulista. A professora pediu a uma aluna de 12 anos que marcasse um encontro com um pedófilo na internet, com o objetivo de analisar as propostas que receberia e, dessa forma, mostrar a todos os alunos o risco que esse tipo de conversa acarreta.
De acordo com a orientação da professora, a menina deveria usar um nome fictício e sua idade real no bate-papo da Internet. Deveria também imprimir toda a conversa com o pedófilo e marcar um encontro com ele no centro da cidade, quando deveria fotografá-lo. Indignada com a tarefa, a mãe conversou com o padrasto da menina e eles decidiram reclamar na direção da escola e levar o caso ao conselho tutelar do município. A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo determinou a investigação do caso e o afastamento da professora, “em caráter exclusivamente preventivo”.
As autoridades educacionais paulistas estão certas: é preciso avaliar o caso com isenção e, para isso, convém que a professora seja afastada. Mas não basta — é preciso chegar até os mandantes desse crime. E, sem dúvida, eles estão nos grandes centros universitários do país, começando pela USP e suas congêneres públicas pelo país afora. Hoje, grande parte da ciência produzida nas universidades brasileiras não passa de uma espécie de pederastia intelectual. Já não existe ensino. O que há é manipulação de crianças e adolescentes por parte de ideólogos adultos, que querem fazer a revolução socialista a partir das escolas.
Escola sem limites
A professora que mandou a aluna se encontrar com um pedófilo está apenas aplicando aquilo que a universidade brasileira vem pregando — o protagonismo sem limites de crianças, adolescentes e jovens na suposta tarefa de transformação do mundo. Já não existe assunto proibido para criança em idade escolar. De acordo com as teses acadêmicas e as diretrizes do MEC, crianças e adolescentes podem discutir tudo, menos estudar. Vivemos uma completa inversão de valores: enquanto os adultos têm ojeriza a temas polêmicos, por entender que eles estragam o jantar e a cerveja, as crianças não fazem outra coisa na escola senão buscar soluções para todos os problemas milenares (e insolúveis) da humanidade — desde a fome na África até a criminalidade urbana, passando pela violência contra a mulher, o aborto, as drogas, o racismo, as perversões sexuais.
Pautando-se pela fé vygostkiana na construção coletiva do conhecimento e da moral, a pedagogia estimula o debate de temas inimagináveis entre as crianças, muitos deles espinhosos até para adultos. No livro Limites: Três Dimensões Educacionais (Ática, 2001), o psicólogo Yves de La Taille, professor titular da USP, critica esse excesso de protagonismo juvenil da pedagogia, que coloca a criança diante de dilemas que estão muito além de sua capacidade de discernimento. Ele conta o caso de uma professora que reuniu uma turma de crianças de 6 e 7 anos em torno de uma churrasqueira em brasas e, referindo-se a uma aluna da classe, propôs a seguinte questão: “Podemos jogar Fulana no fogo?”. Um aluno, “com seriedade pelo menos aparente, respondeu que a Fulana em questão devia, sim, ser jogada no fogo” — para o total desconcerto da professora.
A própria ONU — que não passa de uma Internacional Socialista — é a principal defensora do protagonismo juvenil, não admitindo nenhuma distinção entre crianças e adultos. Prova disso é que sua Convenção sobre os Direitos da Criança (macaqueação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que inspirou o Estatuto da Criança e do Adolescente) diz textualmente em seu artigo 13, parágrafo 1º: “A criança terá o direito à liberdade de expressão; este direito incluirá liberdade para procurar, receber e partilhar informações e ideias de todos os tipos, independentemente de fronteiras, oralmente, por escrito ou na forma impressa ou de arte, ou através de qualquer outro meio de escolha da criança”.
Caso se leve a sério este artigo da Convenção da ONU, uma criança tem o direito inalienável de dizer palavrões de qualquer espécie (“direito à liberdade de expressão”); ler manuais de tortura e distribuir panfletos racistas (“receber e partilhar ideias de todos os tipos”); ver, pela internet, cenas de pedofilia com crianças asiáticas e estupros coletivos nos Bálcãs (“procurar informações e ideias de todos os tipos na forma impressa ou de arte”). Ou seja, a ONU preconiza para crianças de qualquer idade a mesma liberdade de um adulto, esquecendo-se que não se pode falar em liberdade sem responsabilidade. É obvio que as crianças, uma vez que não podem se responsabilizar por seus atos, também não podem ser totalmente livres.
Fanatismo revolucionário
Nesse contexto de verdadeira putrefação ética, aprendida nos bancos das faculdades, é quase inevitável que uma professora ache natural mandar uma aluna de 12 anos entrevistar um pedófilo. Trata-se de uma consequência direta do ensino ministrado nas universidades, especialmente nas faculdades de pedagogia. Até as pesquisas científicas da área costumam ser batizadas com um nome imbecil, “pesquisação”, em que a palavra “ação” desnuda o fanatismo revolucionário da pedagogia, toda ela calcada na autoajuda marxista de Paulo Freire. E o que é mais grave: a ação tem de ser sempre coletiva, pois o pensamento hegemônico nas academias abomina a consciência individual — tratada como mero epifenômeno burguês, a ser extinto com a revolução socialista.
Hoje, todas as universidades brasileiras desenvolvem programas de mediação de conflitos nas escolas, em que crianças e adolescentes são chamados a mediar a verdadeira guerra civil que viceja entre as gangues estudantis. Isso quando a própria escola não se torna a principal fábrica de conflitos, através da ideologia marxista, que joga negros contra brancos, pobres contra ricos, ateus contra religiosos, drogados contra sóbrios, nordestinos contra demais paulistas e gays contra as demais pessoas. Baseando-se na tese da filósofa Marilena Chauí de que a única ética possível é a ética de esquerda, a universidade especializou-se em atiçar as turbas contra o indivíduo, como se vê na USP.
Prova disso é que o aluno que se esquiva das más companhias é visto como preconceituoso. A psicóloga e socióloga Sílvia Ramos, doutora em Saúde Pública pela Fiocruz e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, numa entrevista à Agência Brasil, chegou a criticar os adolescentes e jovens que se afastam dos usuários de crack: “Os próprios jovens são muito preconceituosos e contribuem para isolar o adolescente que usa crack. Ele se descontrola e rapidamente se torna dependente. E isso não contribui para que ele peça ajuda, peça socorro”. Convém ressaltar que essa afirmação absurda, que não tem sustentação sociológica, psicológica, médica ou ética, foi feita por uma profissional com doutorado numa das mais importantes instituições cientificas do país — a Fiocruz.
Pedofilia como invenção
Se uma autoridade acadêmica considera que é dever do adolescente se aproximar do usuário de crack para ajudá-lo a sair do vício, por que uma professora da escola básica não pode pedir a uma aluna que converse com um pedófilo? Não tenho dúvida que o usuário de crack é muito mais perigoso do que o pedófilo, inclusive porque o fenômeno da pedofilia — com a dimensão que adquiriu nos bancos das academias e nas páginas dos jornais — não passa de um espectro inventado pelo movimento gay e pelas feministas. Já o viciado em droga é um perigo ambulante. Quantos usuários de crack não são mortos por traficantes devido a dívidas do vício? Um pai pode trabalhar tranquilo se souber que na escola os doutores universitários acusam seu filho de ser preconceituoso por não andar com o drogado, arriscando-se, no mínimo, a levar uma bala perdida?
O casuístico mito do pedófilo ofuscou até a bárbara concretude do estuprador. Ninguém liga mais para o monstro que violenta mulheres — a ordem agora é perseguir pedófilo, mesmo que sua vítima seja uma voluntária de 17 anos, que vive de vender o corpo de modelo. Mas o pedófilo, convém frisar, não se define pelo que faz na cama e, sim, pelo que representa socialmente. Para ser pedófilo é preciso ser branco e, de preferência, rico, tendo pago pelo sexo que a menor — voluntariamente — fez com ele. Se o sujeito é bandido, a coisa muda de figura: em nome dos direitos humanos, ele passa a ter o monopólio da presunção de inocência, negada ao cidadão honesto. Por isso, quando é preso, mesmo que seja latrocida, traficante e até estuprador, passa a ter o inalienável direito a visitas íntimas, inclusive com menor, caso sua namorada declarada tenha menos de 18 anos.
Todos os sábados e domingos as cadeias brasileiras são transformadas em parques de diversões. Suas portas se abrem para as famílias dos presos, inclusive crianças e adolescentes, entre elas, meninas com os seios em botão. Vão acompanhando a mãe, que vai visitar o marido ou o filho preso. Como entram no presídio de manhã e só podem sair no final da tarde, seu universo social se estreita e não é raro que essas meninas, ainda menores, comecem a namorar um colega de cela do pai ou do irmão. Logo, se tornam repasto de assassinos, ladrões e traficantes nas famigeradas visitas íntimas e acabam presas na porta da cadeia com a vagina entulhada de droga, como aconteceu com uma adolescente no final de outubro, num presídio do interior de São Paulo.
Amélias dos gays
Essa trágica realidade — um verdadeiro genocídio físico e moral das mulheres — não preocupa as autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, muito menos os intelectuais das universidades, inclusive as feministas, que viraram Amélias dos gays.  Essa gente prefere se ocupar dos direitos humanos dos presos. Prova disso é a dissertação “Crianças Pré-escolares e Prisão Paterna”, defendida em 2007 pela psicóloga Márcia Valéria Reis Beckman no Mestrado em Psicologia da PUC de Campinas. Ela entrevistou familiares de presos e critica a visão que eles têm do presídio como “um lugar ruim”, chegando a ironizar o fato de que não consideram o ambiente carcerário adequado para uma criança, “um ser puro e ingênuo” — segundo a sarcástica expressão da pesquisadora.
Esse desrespeito com o sofrimento alheio se torna ainda mais chocante quando se sabe que a pesquisadora tinha conhecimento do tratamento que as crianças, inevitavelmente, recebem no presídio. Uma das mães entrevistadas (com 23 anos e um filho de 4 anos, cujo pai estava preso por tráfico de drogas) disse que a revista das visitas era muito invasiva e que as mulheres dos presos ficavam fazendo piadinhas com os guardas e fazendo posições pornográficas, na frente do seu filho. Outra mãe, de 39 anos, contou à pesquisadora que entrava numa sala junto com outras cinco ou seis mulheres e todas elas, completamente nuas, agachavam-se e levantavam três vezes para que as guardas vissem se nenhum droga iria cair de suas partes íntimas. E a criança presenciando tudo isso.
Mesmo assim, a pesquisadora da Unicamp minimiza os evidentes danos que essa situação causa nas crianças, preferindo preocupar-se com o bem-estar os presos e sua suposta ressocialização: “Muito embora não haja muito debate sobre os prós e contras das visitas de crianças aos pais encarcerados, tais visitas podem ser vistas como atividades positivas e de grande apoio, pois elas ajudam o pai preso, a família, a instituição prisional e, em último caso, a sociedade como um todo, pois as visitas amortecem as tensões pessoais e facilitam a gestão do espaço prisional". Mais grave é que essa não é uma posição isolada da pesquisadora: toda a universidade brasileira pensa assim e induziu o Estado a pensar o mesmo, destruindo crianças inocentes a pretexto de consertar seus pais criminosos.
Sexo precoce e oficial
Se pesquisadores universitários e autoridades constituídas acham normal criancinhas de três, quatro, cinco anos responsabilizarem-se pela recuperação do pai criminoso, sendo obrigadas a contribuir para evitar rebeliões no presídio, mesmo ao preço de ver a mãe pelada, em meio a vaginas balançantes, por que uma professora mal formada e mal paga da rede pública não pode pedir à sua aluna de 12 anos que faça um trabalho escolar com um pedófilo? Reconheço que a professora foi até mais decente do que os mestres e doutores que a formaram: ela passou a absurda tarefa para a menina, mas mandou um bilhete aos pais pedindo que acompanhassem de perto todo o trabalho.
Ou seja, a menina não corria nenhum risco físico. O dano seria moral se ela conversasse com o pedófilo. É óbvio que uma criança nessa idade deveria ser preservada das misérias do mundo.  Infelizmente, isso não ocorre. Vive-se nas escolas a pedagogia do Marquês de Sade. Os textos paradidáticos adotados na educação básica submetem as crianças a um verdadeiro festival de violência, que vai da chacina à tortura, passando pelo estupro e o incesto. Para a universidade, a infância é uma invenção burguesa, que precisa ser destruída. A morte da infância dispensa a autoridade paterna; com isso, crianças, jovens e adolescentes tornam-se presas fáceis da ideologia revolucionária, sempre em busca de marionetes humanas.
Mas não é preciso ir muito longe para compreender a loucura pedagógica da professora de São Carlos. Em 2003, o Ministério da Saúde começou a distribuir camisinhas para meninas a partir dos 13 anos. Na época, a cantora Kelly Key, que fazia sucesso com a música “Baba” (uma indisfarçável defesa da pedofilia) foi contratada para promover a campanha. O então ministro da Saúde, Humberto Costa, afirmou textualmente à Folha de S. Paulo: “Ela passa uma imagem de menina que tem poderes de decisão em uma relação”. Reparem: o ministro não estava falando de uma mulher, mas de uma menina de 13 anos — filha dos outros, dos pobres, obviamente.
Como se não bastasse, dois anos depois, o mesmo Ministério da Saúde decidiu estimular ainda mais o sexo precoce e anunciou que sua prioridade seriam os alunos de 10 a 15 anos, que passaram a ser o foco da distribuição de camisinhas. Na Folha de S. Paulo, em 16 de março de 2005, intelectuais universitários defenderam essa política. O psicólogo Áderson Costa, professor da UnB, chegou a afirmar que “uma criança de três anos pode ter orientação sexual” e sustentou que, “aos 10, 11 anos acaba a infância” e que, “nessa hora a informação é bem-vinda”. Já a psicóloga Maria Cecília Pereira da Silva, do Conselho Federal de Psicologia, defendeu que se deve dar camisinha para as crianças de 10 anos, acompanhada de orientação, para que “a criança possa refletir, discutir e ser responsável pelas suas escolhas”.
Como se vê, a professora de São Carlos, ao mandar sua aluna de 12 anos conversar e se encontrar com um pedófilo, estava apenas pondo em prática o que a universidade ensina e o governo federal impõe. Mas, como eu disse, ela foi até mais responsável do que as autoridades acadêmicas e ministeriais. Ao menos procurou envolver a família na tarefa absurda. Já o governo federal — à revelia dos pais — entrega camisinha na mão das meninas de dez anos e, repetindo as autoridades acadêmicas, diz: “Seja responsável por suas escolhas”.
Esses e não os pedófilos de ficção são os verdadeiros inimigos da infância.
Publicado originalmente no Jornal Opção.
José Maria e Silva é sociólogo e jornalista.
Divulgação: www.juliosevero.com
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