24 março, 2008

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil

Julio Severo

Josué Bueno, sua esposa e seus 9 filhos recebem ordens de se submeterem a tratamento psicológico sob assistentes sociais. Pelo fato de darem aulas escolares em casa, as autoridades ameaçam lhes tomar os filhos. Eles fogem para o Paraguai, onde o governo brasileiro envia um oficial de justiça para adverti-los a voltar para o Brasil e matricular os filhos na escola.

Cleber Andrade Nunes e sua esposa Bernadeth tiraram seus dois filhos adolescentes de uma escola pública para lhes dar aulas escolares em casa. Espantosamente, os rapazes ultrapassaram meninos de sua idade e foram aprovados para uma faculdade de direito com notas elevadas. Apesar disso, seus pais receberam a ameaça oficial: sem uma matrícula na escola, eles serão presos e perderão a guarda de seus filhos.

Ensinar os filhos em casa sempre foi um direito no Brasil, pois as constituições passadas do Brasil o garantiam. Por exemplo, a Constituição de 1946 (Artigo 166) diz: “A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola. Deve inspirar-se nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana”. Nenhum pai ou mãe era ameaçado, multado ou preso por ensinar os filhos em casa.

Contudo, legisladores socialistas insistiam em que era necessária uma nova constituição. Sob a inspiração e esforços deles, nasceu a atual Constituição Federal de 1988, que diz:

“Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”. (Art. 208, parágrafo 3º)

Em 2001, Carlos Vilhena e sua esposa Márcia tentaram desafiar a lei que obriga a freqüência à escola lutando nos tribunais. O Sr. Vilhena era um famoso jurista que queria garantir, para si e para outras famílias, o direito de educar em casa. No entanto, o Ministro da Educação, um comunista, ordenou que seu ministério rejeitasse o pedido de Vilhena. O caso Vilhena, que recebeu cobertura nacional e internacional positiva, acabou terminando no Superior Tribunal de Justiça, onde Carlos e Márcia perderam e onde os juízes declararam: “Os filhos não são dos pais”. Não lhes sobrando escolha, os filhos dos Vilhenas foram matriculados numa escola.

A decisão contra a família Vilhena se tornou um precedente perigoso, prejudicando iniciativas legais adicionais para legalizar a educação escolar em casa de novo no Brasil.

Mesmo assim, muitas famílias brasileiras continuam dando aulas escolares em casa e entrando no movimento.

Josué Bueno, ex-pastor batista, ficou conhecendo a educação escolar em casa (ou homeschooling) em seus anos de juventude nos Estados Unidos. Retornando ao Brasil, ele estudou num seminário batista, se tornou pastor e, logo que se casou, buscou viver uma vida de família centrada na Bíblia, onde a educação em casa era fundamental.

Nos EUA, Bueno havia visto famílias livremente educando seus filhos. Assim, ele deu a mesma oportunidade a seus filhos, que nunca foram para a escola desde seu nascimento. Mas sua tentativa de viver a mesma liberdade e princípios cristãos lhe custou um preço elevado. Ele recorda: “Por causa de falsas acusações, que nunca foram provadas, promotores nos ordenaram enviar nossos filhos para a escola. Eles também discordaram de nosso modo de disciplinar nossos filhos”.

As acusações foram feitas em 2005 ao Conselho Tutelar, que é responsável pela implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles receberam intimação para comparecer diante de juízes e outras autoridades, por causa da educação escolar em cada e da disciplina física. Então o Sr. Bueno e sua família toda receberam ordens de se submeterem a tratamento psicológico e matricular os filhos numa escola. Depois de algum tempo em tal tratamento, sob grande pressão (principalmente sua esposa grávida) e não vendo nenhuma escapatória, eles fugiram para o Paraguai — exclusivamente para dar a seus filhos uma criação cristã.

O Sr. Bueno diz: “Fala-se muito em respeitar a diversidade, mas nossa maneira diferente de ser não foi respeitada. Tenho certeza que se meus filhos homens fossem homossexuais e minhas filhas lésbicas eles teriam a proteção do Estado de forma esmagadora.”.

Foi um grande sofrimento deixar o Brasil, mas sofrimentos maiores os forçaram a tal dura escolha. No entanto, o sofrimento deles não terminou. O governo brasileiro os descobriu e enviou um oficial de justiça para lhes dar uma intimação para voltarem ao Brasil, continuar o tratamento psicológico estatal e matricular os filhos numa escola.

Diferente da família Bueno, Cleber e Bernadeth Nunes não haviam educado seus filhos desde seu nascimento. Ele havia conhecido a educação escolar em casa em sua visita aos Estados Unidos. Depois de muita oração e consideração, houve a decisão e hoje ele diz: “Dois anos atrás minha esposa e eu decidimos tirar nossos dois filhos da escola pública e assumir a responsabilidade pela educação deles. Eu administrava um pequeno negócio e na época tive de reduzi-lo porque ambos de nós educamos em casa”. Seu motivo, conforme ele revelou numa entrevista a BandNews, é porque “não concordamos com o sistema educacional”.

O programa da BandNews, que foi transmitido em 28 de fevereiro de 2008, comentou que Bernardeth deixou seu curso universitário de arquitetura para se dedicar à educação de seus filhos. Quando a jornalista Adriana Spinelli entrevistou os rapazes, Davi respondeu: “Gostamos muito desse método porque somos livres para estudar o que queremos”.

Em sua jornada de educação em casa, o primeiro esforço da família Nunes foi “descolarizar” seus filhos, isto é, eliminar deles as influências negativas da educação pública.

Depois de apenas dois anos, os resultados foram dignos. Sob a acusação de negligência educacional pelo Conselho Tutelar, o Sr. Nunes tentou provar que não havia nenhuma negligência. Por isso, os rapazes fizeram testes de avaliação para entrar numa faculdade de direito. Davi, 14, foi aprovado em quinto lugar. Seu irmão Jonatas, 13, ficou no 13º lugar. A posição deles era excelente, mas o Conselho Tutelar, que vinha perseguindo-os desde 2007, não se mostrou comovido.

Apesar das excelentes notas de seus filhos, a família Nunes está sob a ameaça oficial de perder a guarda de seus filhos e irem para cadeia. Eles têm uma menina de 9 meses chamada Ana. Dois amáveis advogados voluntários estão lutando para defender a família Nunes contra o poder estatal oposto à educação em casa.

O problema deles começou quando alguém os denunciou ao Conselho Tutelar. Como todas as famílias no Brasil que educam em casa, as famílias Nunes e Bueno davam educação escolar em casa às escondidas. Quando oculta de forma adequada, não há perigos, mas muitas vezes um parente, um vizinho ou um indivíduo desconhecido intervém para delatar ao Conselho Tutelar, que tem lidado com todos os casos de educação em casa no Brasil.

Esse Conselho foi criado para implementar na sociedade brasileira o Estatuto da Criança e do Adolescente, que por sua vez foi criado para atender às demandas da Convenção dos Direitos da Criança da ONU. Como signatário desse documento da ONU, o governo brasileiro foi obrigado a refleti-lo nas leis nacionais. Nenhum líder cristão no Brasil conseguiu ver seus perigos, mas hoje os pais cristãos e envolvidos na educação em casa estão sofrendo suas conseqüências.

Um pastor evangélico me disse que ao disciplinar seu menino de 10 anos, o garoto ameaçou denunciar a ele e sua esposa ao Conselho Tutelar. Quando perguntado onde ele havia aprendido isso, o menino respondeu, “na escola”.

Mais e mais pais evangélicos e católicos no Brasil me contam a mesma história triste. Outras experiências semelhantes mostram que as famílias evangélicas estão sendo muito atingidas pela legislação da ONU imposta no Brasil.

O Conselho Tutelar e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que alegam defender as crianças e seu bem-estar, são conhecidos por sua omissão nos debates sobre a questão do aborto e por não protegerem as crianças em risco de serem adotadas por homossexuais. Mas não mostram omissão alguma no caso de famílias que educam em casa.

A família Bueno poderá ser deportada para o Brasil e, quanto à família Nunes, Cleber diz: “Fomos condenados a pagar uma multa de 12 salários mínimos e a matricular os meninos na escola imediatamente. Ameaçaram que perderíamos a guarda de nossos filhos. Podem até nos mandar para a cadeia se continuarmos a desobedecer”.

A família Nunes, que está lutando contra um radical sistema anti-escolha, poderia considerar fugir para o Paraguai. Contudo, mesmo no Paraguai, a família Bueno não está livre dos tentáculos do Conselho Tutelar.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

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07 março, 2008

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Autoridades fazem vista grossa ao fracasso do sistema escolar e ao estupendo sucesso de pais que educam em casa

Matthew Cullinan Hoffman e Julio Severo

MINAS GERAIS, BRASIL, 6 de março de 2008 (LifeSiteNews.com) — Uma família brasileira da cidade de Timóteo, no Estado de Minas Gerais, está sendo ameaçada de prisão e perda da guarda de seus filhos pelo “crime” de educar em casa.

O casal, Cleber Andrade Nunes e sua esposa Bernadeth Nunes, tirou seus filhos da escola pública há dois anos, preocupados com as influências imorais e com os baixos padrões educacionais.

Os filhos dos Nunes mostraram melhoria significativa, tanto que passaram, com notas altas, as provas de admissão numa faculdade de direito. O único problema deles é que com as idades de 14 e 13, eles não têm permissão legal para entrar numa faculdade.

Contudo, o sucesso dos Nunes em educar seus filhos não impressionou o governo socialista do Brasil, que lhes ordenou mandar de volta os filhos à escola e pagar uma multa de 12 salários mínimos. Se eles se recusarem, os filhos serão tirados da custódia dos pais.

A família Nunes não está sozinha. Outras famílias no Brasil que assumiram a iniciativa de educar seus filhos em casa estão também passando por apertos. Josué Bueno, um ex-pastor batista, decidiu educar em casa seus nove filhos e filhas depois de conhecer a prática durante sua juventude nos Estados Unidos. Ele foi motivado em parte pelo desejo de proteger seus filhos das influências imorais nas escolas.

Mas sua tentativa de viver de acordo com suas convicções religiosas demonstrou custar um preço elevado. Ele foi acusado em 2005 diante do Conselho Tutelar. No fim, o Sr. Bueno e sua família receberam ordens de se submeter a “tratamento psicológico” estatal e a matricular os filhos numa escola.

A subseqüente experiência deles com as escolas, porém, foi um pesadelo. “Nossos filhos foram agredidos fisicamente pelos colegas e até humilhados verbalmente por alguns professores que debochavam deles quando vinham pedir socorro por estarem sendo perseguidos pelos colegas”, dizem os pais numa declaração escrita.

“Ariel, nossa 4ª filha, foi colocada de castigo após denunciar que um colega a havia machucado… Foi ensinado em sala de aula que uma prostituta é uma profissional como outra qualquer e que deve ser respeitada. A escola ensina o conceito da evolução não como teoria, mas como algo provado. Minha filha mais velha foi assediada por um colega que queria de toda maneira beijar-lhe a boca, ao que ela resistiu.”.

No fim, os Buenos acabaram decidindo fugir para o Paraguai, onde vivem hoje. Mas mesmo ali eles não estavam a salvo da pressão do governo brasileiro. Um oficial de justiça foi enviado para ordenar que eles retornem ao Brasil e continuem seu “tratamento”. Embora os Buenos permaneçam onde estão, eles temem que o governo brasileiro poderia de alguma forma conseguir a deportação deles.

“Fala-se muito em respeitar a diversidade, mas nossa maneira diferente de ser não foi respeitada. Tenho certeza de que se meus filhos homens fossem homossexuais e minhas filhas lésbicas eles teriam a proteção do Estado de forma esmagadora”, diz Josué Bueno. “Na escola se socializa muito mais a violência, o desrespeito, os valores de uma sociedade que expulsou Deus de suas leis, de suas escolas e de suas vidas”.

Numa entrevista com LifeSiteNews.com, Cleber Nunes disse que o sistema escolar brasileiro é um fracasso comprovado, com baixas classificações em estudos nacionais e também no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que classificou os estudantes brasileiros na 57ª posição de desempenho escolar.

Ele citou estatísticas perturbantes com relação aos problemas sociais nas escolas brasileiras, inclusive um estudo feito em 2000 que revelou que 71% dos estudantes haviam sofrido algum tipo de violência. Ele disse que camisinhas são distribuídas de graça, em máquinas, para estudantes até de 10 anos de idade, e que os programas de educação sexual nas escolas são pouco mais do que propaganda para a licenciosidade sexual.

Nunes diz que apesar do progresso estupendo de seus filhos e o fracasso comparativo do ensino público, os tribunais até o momento insistem em que ele deve mandar de volta seus filhos à escola pública local. Quando ele lhes mostrou os resultados das provas da faculdade de direito, ele diz: “Eles não ligam e continuam com o processo. Eles afirmam que a lei deve ser obedecida”.

Entretanto, diferente do caso Bueno, os Nunes receberam atenção favorável dos meios de comunicação, que estão divulgando o sucesso de seus esforços para educar os filhos em casa. Nunes está confiante em que seus filhos não serão tirados dele, apesar das sentenças negativas, que ele está recorrendo com a assistência de dois advogados voluntários. “As alegações da justiça são tão ridículas que ficariam visíveis aos olhos de toda a nação”, diz ele.

“Acho que é hora de a sociedade brasileira gritar que o imperador está nu!” Nunes contou para LifeSiteNews.com, observando que o fracasso do sistema vem sendo bem divulgado.

Nunes diz que ele está recebendo muitos emails de brasileiros apoiando sua causa, e que outras famílias em sua região estão interessadas também na educação escolar em casa. “Eles não sabem como fazê-lo. É por isso que estamos dispostos a ajudar as pessoas. A maioria acha que não consegue, mas a verdade é que eles não sabem que podem… Não há nenhum material disponível em português. Queremos traduzir alguns para ajudá-los”.

Nunes crê que ele ganhará, e está recusando enviar seus filhos de volta à escola enquanto ele apela da sentença contra ele. “Eu lutarei até o fim”, diz ele. No entanto, se perder, ele reconhece que “como último recurso” ele terá de fazer o que a família Bueno fez: sair do Brasil.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

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29 fevereiro, 2008

Brasil: Pais educam os filhos em casa e podem perder a guarda

Brasil: Pais educam os filhos em casa e podem perder a guarda

Dois adolescentes educados em casa e não na escola passam no vestibular em Minas, e com uma ótima classificação. Mas os pais correm o risco de perder a guarda dos filhos por isso. Veja a reportagem de Adriana Spinelli.

Fonte: BandNews

Para enviar uma mensagem de solidariedade a essa família, escreva para: cleberdeandrade@pop.com.br

Para conhecer mais sobre educação escolar em casa, visite o blog Escola em Casa

19 fevereiro, 2008

Abandono intelectual?

Tempos atrás, uma família evangélica de nove filhos precisou fugir do Brasil por causa de perseguições do Conselho Tutelar. O casal havia sido covardemente denunciado por educar os filhos em casa e discipliná-los com a vara, conforme orienta a Bíblia. Agora, um casal de Minas Gerais sofre perseguição por livrar os filhos da escola pública e lhes dar uma educação alternativa melhor. O artigo abaixo é do jornal secular Diário do Aço.

Abandono intelectual?

João Senna dos Reis

A atitude ousada do casal de Timóteo que há dois anos tirou os dois filhos de uma escola pública continua rendendo pano pra manga. Insatisfeitos com o padrão de ensino da rede oficial, Cleber Andrade Nunes e Bernadeth Amorim Nunes, residentes no Bromélias, decidiram agir. Os filhos Davi e Jônatas estudam em casa, usando o método homeschooling, muito difundido nos EUA e utilizado na Austrália, África do Sul, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, México, Japão, entre outros países.

O casal tem motivos de sobra para se orgulhar dessa decisão. Davi, 14 anos, prestou vestibular para a Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa) e passou em 7° lugar, com 78 pontos. Jônatas, 13, passou em 13° lugar, com 58 pontos. Como não completaram 18 anos, não puderam ser matriculados. Mas há precedentes de jovens que, via medida cautelar, ingressaram no ensino superior.

O pomo da discórdia é que a legislação brasileira não reconhece essa modalidade de educação, aceitando-a apenas para grupamentos que, por cultura ou atividade profissional, levam uma vida mutante. Com a ressalva da obrigatoriedade de exames em instituições oficiais.

Por dever de ofício, o caso da família Nunes foi denunciado ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. A investigação resultou em uma ação criminal, em que o casal é acusado de abandono intelectual. No campo cível, ação denuncia o descumprimento do dever de manter os filhos na escola, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente. A tramitação da ação criminal está suspensa. Já na ação cível o casal foi condenado, em dezembro de 2007, ao pagamento de multa e a retornar o filho mais velho para a 6ª série do ensino fundamental e o mais novo à 5ª série, séries que cursavam quando houve o desligamento da escola formal. Por motivos óbvios, os pais ignoraram essa ordem judicial.

O casal conta com o trabalho dos advogados Adilson de Castro e Gesiney Campos Moura para se contrapor a essas situações. Os defensores buscam na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação argumentos para provar a incoerência de uma condenação pela adesão a métodos que consideram mais eficazes do que a escola regular para educarem os filhos.

Cleber não se intimida. Pelo contrário, destaca que os garotos ficariam praticamente na mesma se trocassem a rede pública pela escola particular. Por isso, recorreu a uma espécie de exorcismo ao submeter os filhos a uma desintoxicação do modelo formal. No homeschooling, estudam inglês, português, hebraico, informática e temas de grande atualidade que não figuram na grade do pífio ensino público.

O restante do artigo se encontra no jornal Diário do Aço, página 6, de 17 de fevereiro de 2008.

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23 dezembro, 2007

Alemanha quer deportar família missionária batista

Alemanha quer deportar família missionária batista

Peter J. Smith

UELFELD, Alemanha, dezembro de 2007 (LifeSiteNews.com) — Uma família americana de missionários batistas quase foi deportada da Alemanha por seu compromisso de educar seus filhos em casa. Graças a negociações bem-sucedidas de última hora envolvendo defensores da educação em casa, a deportação foi adiada.

O Grupo Internacional de Direitos Humanos (GIDH) informa que seu advogado europeu, o Dr. Ronald Reichert, convenceu as autoridades alemãs a desistir de uma ordem de deportação que teria exigido que o Pr. Clint Robinson, sua esposa Susan e seus três filhos saíssem da Alemanha na quinta-feira, pelo único motivo de que eles educam seus filhos em casa, prática que é crime na Alemanha.

“A deportação foi adiada enquanto continuamos a negociar um acordo na questão do visto e da educação escolar em casa”, Joel Thorton, Presidente do GIDH, declarou para LifeSiteNews.com. “Penso que eles foram convencidos porque Ronald Reichert os convenceu de que era melhor resolver a questão do que agir imprudentemente”.

Thorton explicou que as autoridades estão sentindo pressões de muitas frentes de batalhas políticas também.

“Ronald está trabalhando com órgãos administrativos na Alemanha para resolver a questão o mais rápido possível. Encontrei-me com autoridades do governo americano que disseram que pedirão aos alemães que permitam que um americano dê a educação escolar em casa”.

De acordo com a Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa, a família Robinson havia vendido tudo o que tinha nos Estados Unidos e se mudou para a Alemanha com o propósito de iniciar uma igreja batista em 2 de março de 2007. Contudo, as autoridades locais sabiam que os missionários batistas independentes educariam seus filhos em casa e, confirmando que esse era o caso, se recusaram a dar à família Robinson o licença de residência que se exige. Em meados de agosto as autoridades haviam negado visto aos Robinsons por escrito, alegando que a Alemanha tinha de se proteger de “Parallelgesellschaften” ou “sociedades paralelas” e lhes deu 45 dias para sair da Alemanha ou serem “deportados à força”.

A família Robinson pôde adiar a deportação depois que Schulunterricht Zu Hause, uma organização que defende a educação em casa, entrou com uma ação no Tribunal Administrativo de Ansbach. Essas iniciativas combinadas com a mais recente vitória do advogado do GIDH, Dr. Reichert, deram aos Robinsons adiamento e tempo para seus advogados elaborarem um acordo.

“Estamos tentando achar um jeito de manter a família Robinson no país por pelo menos ainda mais um ano com o direito de educar seus filhos em casa ao mesmo tempo”, explicou Thornton. “A família Robinson quer plantar uma igreja na Alemanha e precisa de tempo para começar esse processo sem pressão do governo. Logo que conseguirmos isso, trabalharemos para ampliar o tempo deles ou os termos do visto e do acordo”.

A educação escolar em casa é ilegal na Alemanha desde os dias do nazismo. Adolf Hitler proibiu a prática em 1938 a fim de doutrinar todas as crianças e adolescentes alemães na ideologia nazista por meio das escolas públicas. O Jugendamt ou o Ministério do Bem-Estar dos Jovens foi criado por Hitler em 1939 para supervisionar e controlar as famílias politicamente. O Jugendamt é o principal órgão governamental que obriga o cumprimento da lei, chegando ao ponto de assumir a custódia de crianças educadas em casa, como no caso de Melissa Busekros, uma adolescente de 15 anos arrancada de sua família por causa da educação escolar em casa. Depois de três meses de isolamento, a menina conseguiu fugir e voltar para sua família.

Cada vez mais, as autoridades da Alemanha estão lidando com os estimados 300-500 crianças e adolescentes educados em casa de uma maneira que combina com a Alemanha Nacional Socialista (nazista), enquanto pais e mães enfrentam prisão, multas pesadas, tomada estatal de seus filhos, ou serem forçados a buscar asilo por suas convicções em países vizinhos.

Titulo original: Homeschooling Missionary Family Narrowly Avoids German Deportation for Now

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

Leitura recomendada:

Alemanha, ONU e educação em casa: controle, perseguição e violência contra os inocentes

Paranóia alemã: crianças podem optar pelo homossexualismo, mas não podem optar por uma educação escolar cristã em casa

Para mais informações sobre a educação escolar em casa, visite o Blog Escola em Casa.

21 dezembro, 2007

Por que os políticos não querem mandar seus filhos às escolas públicas?

Por que os políticos não querem mandar seus filhos às escolas públicas?

Julio Severo

Todo político deveria representar o povo e seus interesses. Assim, nada mais natural do que deputados, senadores, governadores e outras autoridades demonstrando humildade e se misturando no meio do povo. Nada melhor do que o convívio para conhecer as realidades da vida.

Surpresa das surpresas, Cristovam Buarque, um político socialista radical, teve a idéia de criar um projeto de lei para que todo político eleito no Brasil seja obrigado a matricular os filhos em escola pública.

A surpresa, é claro, não é a obrigatoriedade nem as escolas públicas, pois os políticos socialistas têm o conhecido hábito de obrigar os cidadãos comuns a uma infinidade de serviços. Os cidadãos comuns, sem recursos, há muito tempo não têm nenhum poder ou direito de escolha diante dessa obrigatoriedade e da educação pública. A surpresa é que o alvo do projeto são os próprios políticos.

O brasileiro só ficará surpreso no dia em que for aprovada uma lei que o desobrigue de tais imposições, pois ele está cansado de ser alvo de experimentos e abusos legais nas mãos de políticos que ditam, mediante seus projetos, obrigações que eles mesmos não cumprem nem gostariam de cumprir.

O brasileiro está cansado de ver seus filhos voltando da escola contando histórias de terror como violência, drogas, sexo livre, etc.

A escola pública se tornou um mal necessário — apenas para os cidadãos comuns. Paras os políticos, é um mal totalmente desnecessário. Se não fossem as leis que obrigam, muitos pais e mães evitariam esse mal. Até mesmo professores de escolas públicas não têm coragem de enviar seus filhos a esses lugares. No caso dos políticos, seria impensável que eles cometessem a loucura de enviar seus filhos a esses lugares.

Não que a violência seja um mal insuperável. Os políticos e seus filhos sempre conseguem os privilégios do Estado. Os meninos dos deputados poderiam tranquilamente ir para as escolas públicas acompanhados de escoltas armadas da polícia.

Não que as drogas sejam um problema insuperável. Mas são inegavelmente um problema difícil, principalmente quando no Brasil há estranhas facilidades políticas e ideológicas para que o império das drogas sobreviva. A evidência é a notória ligação do Foro de São Paulo com as FARC da Colômbia. As FARC são, provavelmente, o maior grupo de tráfico de drogas do mundo, exportando seus “produtos” inclusive para o Brasil. O Foro de São Paulo é o maior grupo comunista do continente americano, fundado por Lula e Fidel Castro, cuja missão é transformar a América Latina numa versão pobre da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. (Por pura coincidência, as escolas públicas do Brasil acham que uma de suas missões é criar tendências pró-socialismo nos alunos.)

Não que o sexo seja um problema insuperável. Aliás, o grande problema das escolas é que o sexo livre nem mesmo é problema! Problema, na visão humanista dessas escolas, é a gravidez. Os políticos podem ficar tranqüilos: seus filhos poderão fazer sexo à vontade. As escolas públicas têm preparo de sobra para essa finalidade.

Então, qual é o medo dos deputados, senadores, vereadores, governadores e outras autoridades de serem obrigados a mandar seus filhos à escola pública?

Excluindo a questão da violência, drogas e sexo, ainda resta um problema que não é tratado como problema: as escolas públicas não ensinam o que deveriam ensinar e ensinam o que não deveriam ensinar.

Desde quando crianças e adolescentes precisam ir para a escola para aprender a fazer sexo antes do casamento? Falta bem pouco para o MEC mandá-los diretamente para prostíbulos.

Crianças e adolescentes vão (ou deveriam ir) para a escola pública para aprender a ler e escrever bem. Nessa função fundamental, a Folha de S. Paulo nos informa, no artigo “Brasil é reprovado, de novo, em matemática e leitura”, que num importante exame internacional neste ano os alunos brasileiros ficaram em péssima posição no ranking mundial. O exame incluiu alunos de mais de 50 países.

Em 2003, o desempenho dos alunos brasileiros em testes internacionais também foi ruim. Nos anos seguintes, piorou. Em contraste, não houve piora no desempenho dos alunos na educação sexual absorvida na escola — onde crianças e adolescentes estão fazendo sexo e engravidando mais do que nunca —, comprovando o fato de que estão aprendendo o que não deveriam aprender. Comprova também que as escolas públicas estão moralmente desqualificadas para lidar com questões de sexualidade a partir de uma perspectiva necessária de casamento, compromisso e responsabilidade.

O “aprendizado” sexual está tão elevado que o governo Lula começará em 2008 a instalar máquinas de camisinhas nas escolas. Não se sabe se, para compensar os fracassos educacionais dos alunos do Brasil, Lula quer prepará-los para a eventualidade da criação de algum teste internacional bizarro de cópula entre estudantes. Talvez só assim eles terão chance de ficar em primeiro lugar!

Diante dessa realidade, por que o político socialista criou um projeto de lei para obrigar todos os políticos do Brasil a matricular os filhos em escolas públicas? Talvez como meio de garantir que os filhos de todos eles sejam doutrinados nas idéias socialistas. Se os filhos dos eleitores podem ser assim doutrinados, por que não também os filhos dos políticos? Nessa função, o MEC está mais que preparado para formar os futuros cidadãos da União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas.

Cristovam Buarque entende do que fala. Afinal, ele já foi Ministro da Educação, nomeado pelo próprio Lula, e sempre foi um esquerdista de militância ativa. Ele sabe da importância da “educação” e sabe como a educação pode ser um poderoso instrumento a serviço do socialismo.

Quanto aos seus amigos políticos, eles não enxergam os objetivos dele e não ligam para as questões das escolas públicas — que afetam os filhos dos outros. Mas quando o assunto envolve seus próprios filhos, eles se importam muito com violência, drogas e sexo livre. E eles se importam principalmente com o baixíssimo desempenho dos alunos para ler e escrever.

Afinal, por que é que você acha que eles não mandam os próprios filhos às escolas públicas? Eles não são loucos.

E seria loucura não imitá-los.

Para conhecer uma educação alternativa e melhor do que a educação pública, visite o Blog Escola em Casa.

Fonte: www.juliosevero.com

19 outubro, 2007

Menina prodígio tem paixão por Jesus

Menina prodígio tem paixão por Jesus

Menina educada em casa sobressai em talentos e espiritualidade



Akiane Kramarik é uma delicada menina de 10 anos que vive com seus pais e três irmãos em Idaho, EUA. Ela desenha com precisão real desde os 5 anos de idade, vem ganhando atenção internacional e tem aparecido como convidada especial em muitos conhecidos programas de TV americanos. Suas pinturas são vendidas com preços que variam entre 25 e 55 mil dólares e ela tem feito grandes contribuições de caridade para aliviar a pobreza e a fome, principalmente entre crianças. Akiane é também uma poetisa muito elogiada e fala russo, lituano e inglês. Ela atribui seus talentos a Deus e seu maior desejo é que “todos amem a Deus e uns aos outros”.

LifeSiteNews.com falou com Akiane e sua mãe Forelli Kramarik sobre a arte dela e seu relacionamento com Deus. A Sra. Kramarik disse para LifeSiteNews.com que sua família inteira não cria em Deus e se converteu a Cristo por causa de visões que Akiane começou a ter com a idade de 4. São essas visões e conversas com Deus que conduzem Akiane em sua arte. Sua mãe destacou que a menina se levanta às 5 da madrugada diariamente para orar e então pintar. Akiane mesma descreveu suas experiências: “Todas as manhãs e todas as noites, converso com Deus. É como se fosse uma voz na minha mente conversando comigo”.

Akiane revelou para LifeSiteNews.com a origem de uma pintura de Cristo particularmente impressionante intitulada “Príncipe da Paz”. Akiane declarou que ela viu Jesus numa visão e por um longo tempo depois buscou um modelo apropriado para pintar Jesus do modo como ela o viu na visão. “Por dois anos, eu procurei um modelo de Jesus no Colorado, porém não consegui achar nada. Então nos mudamos para Idaho e orei a Deus: ‘Se você quer que eu pinte este modelo de Jesus, por favor traz na porta da minha casa’. Depois de dois dias, apareceu um carpinteiro bem na porta da frente, e ele era exatamente perfeito para minha pintura. Foi tão maravilhoso e ele concordou em servir de modelo para minha pintura”.

A pintura final foi incrível por sua qualidade artística. A Sra. Kramarik observou que Jurij Sizenov Nikolaevich, da rede de televisão russa Shabolovka, ficou de boca aberta diante da pintura de Cristo feita por Akiane.

Akiane estuda somente em casa, pelo método homeschooling (educação escolar em casa) e raramente vê televisão. Com relação à sua educação, ela comenta: “Adoro estudar só em casa. Assim, tenho mais tempo para orar, pintar, escrever, passar tempo com minha família e brincar com meu irmãozinho bebê e meu cachorro. Eu realmente gosto do homeschooling”.

Akiane está para publicar um livro sobre sua vida, intitulado Akiane, Sua Arte, Sua Poesia e Sua Vida.

Para mais informações sobre Akiane, visite seu site:
http://www.akiane.com
Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com


Fonte: LifeSite Daily News, 1 de setembro de 2004.

30 setembro, 2007

O amadurecimento da educação escolar em casa

O amadurecimento da educação escolar em casa

Dra. Isabel Lyman

No final da década de 1960 e começo da década de 1970, o moderno movimento de educação escolar em casa estava em sua infância nos Estados Unidos. Naquela época, a maioria dos americanos via a educação em casa como uma estranha atração turística ou a escolha do estilo de vida daqueles que estavam dispostos a sofrer mais dificuldades do que o necessário.

Que diferença algumas décadas fazem.

Hoje, a educação escolar em casa está com uma imagem totalmente mudada. O movimento, que era estranho, agora se tornou parte das grandes tendências sociais e adquiriu um brilho fascinante e popular.

Dê uma olhada em algumas edições da revista Sports Illustrated, de 2007. Ali nunca falta espaço para notícias sobre personalidades do atletismo que receberam sua educação em casa. Como Jessica Long, que nasceu na Rússia, reside em Baltimore, e é uma nadadora realizada. Aos 15 anos, Jessica se tornou a primeira atleta das Paraolimpíadas a ganhar o prestigioso Prêmio Sullivan, que honra os maiores atletas amadores do país. Então há o arrojado Joey Logano que, aos 17 anos, já ganhou uma corrida da NASCAR.

Até mesmo pretendentes à presidência dos EUA, e suas esposas, estão mostrando simpatia pública ao movimento de educação escolar em casa. O deputado federal Ron Paul (R-Texas) deu apoio entusiástico às famílias que educam os filhos em casa, e Elizabeth Edwards, esposa do senador John Edwards (D-North Carolina) disse ao jornal Wall Street Journal que neste outono ela planeja educar em casa os dois filhos mais novos do casal “com a ajuda de um tutor”.

Quanto às realizações acadêmicas, esta temporada de competição nacional foi extraordinária: adolescentes que foram educados em casa foram coroados como campeões em três eventos importantes. Um menino de 12 anos chamado Matthew Evans ganhou a competição National Word Power, patrocinada pelo famoso Reader’s Digest. O menino de 13 anos Evan O’Dorney, da Califórnia, ganhou a Competição Nacional de Ortografia da Scripps, e a menina de 14 anos Caitlin Snaring de Washington se tornou campeã na Competição da National Geographic.

Em seguida há Micah Stanley de Minnesota que nunca na vida entrou numa escola institucional. Nos anos recentes, ele estava matriculado na Faculdade de Direito Oak Brook, uma faculdade de direito de correspondência com sede em Sacramento. Em fevereiro de 2007, ele fez, durante três dias, os duros exames gerais de advocacia (as leis da Califórnia permitem que estudantes de direito por correspondência façam os exames de advocacia), e ele pode agora acrescentar a palavra “advogado” no seu currículo. Em suas horas de folga, ele está finalizando um livro intitulado “Como Escapar do Reservatório: Um Guia para Ajudar Você a Ter o que Você Quer”.

Micah tem 19 anos.

Entretanto, um adolescente advogado e escritor não seria surpresa para John Taylor Gatto, um crítico conhecido das leis de educação compulsória e que já foi Professor do Ano do Estado de Nova Iorque. Escrevendo na Harper’s Magazine, Gatto argumentou abertamente que “a inteligência é tão comum quanto o capim”.

Talvez. Mas também dá para entender que quando as pessoas comuns ficam sabendo que campeões como Joeys, Caitlins e Micahs receberam educação em casa, elas ficam amedrontadas — como se essa escolha educacional fosse o domínio exclusivo de mães e pais obcecados e compulsivos com dinheiro de sobra para jogar fora, muitas horas de folga e filhos nota 10.

Embora seja elogiável quando um menino alcança uma meta monumental, a educação escolar em casa sempre teve mais a ver com liberdade e responsabilidade pessoal do que com ganhar bolsas de estudos de grandes universidades ou jogar tênis em Wimbledon. Em geral, o movimento de educação escolar em casa atrai famílias da classe trabalhadora de todas as raças e religiões, cujo principal desejo é fornecer uma experiência estimulante de aprendizado.

É claro, quem mais sobressai no movimento são as famílias e seus filhos ousados e intrépidos. A família Burns, do Alaska, iniciou neste verão uma viagem de veleiro ao redor do mundo por três anos. Chris Burns (o pai) disse ao jornal Juneau Empire que ele espera, enquanto estiver no mar educando seus filhos, ter conexão direta com escolas do Alaska a fim de conduzir sessões de perguntas e respostas aos alunos.

Num sentido legal, os meninos e meninas que estudam em casa são um lembrete reluzente de uma questão complexa que se tornou o ponto central de importantes casos no Supremo Tribunal: o Estado tem a autoridade de forçar uma criança a ir para a escola e fazê-la sentar-se numa carteira durante 12 anos? Se tal criança tem a aptidão e maturidade para tal contrato de longo prazo (ou escravidão contra a vontade dela) permanece uma questão incômoda porque, no mantra aceitável de hoje, “a educação é um direito”.

Mais que passou da hora de se debater essa questão, pois há abundantes sinais — as caras aulas de recuperação e o crescente índice de evasão escolar, para citar apenas dois problemas — indicando que o atual modelo de escola pública não é favorável às crianças.

A educação escolar em casa, afinal de contas, começou a se tornar popular porque uma autoridade passada do Ministério da Educação dos EUA argumentou que as crianças, como delicadas plantas de estufa, precisam de certo tipo de ambiente para crescerem e desabrocharem, e que pais amorosos, não instituições, têm mais chance de criar as estufas.

Foi em 1969 quando o falecido Dr. Raymond Moore iniciou uma investigação em áreas anteriormente negligenciadas da pesquisa educacional. Duas das perguntas que Moore e uma equipe de colegas empreenderam responder foram (1) A institucionalização das crianças novas é uma tendência educacional saudável? e (2) Qual é a melhor época para se entrar na escola?

Enquanto examinava milhares de estudos, vinte dos quais comparavam crianças que entravam cedo na escola com crianças que entravam tarde, Moore concluiu que os problemas de desenvolvimento, tais como hiperatividade, miopia e dislexia, são muitas vezes conseqüência da prática de sobrecarregar prematuramente a mente e o sistema nervoso da criança com contínuas tarefas acadêmicas, como ler e escrever.

A maior parte das pesquisas convenceu Moore de que a escolarização formal deve ser adiada até a criança ter pelo menos 8 ou 10 anos, ou até mesmo 12 anos. Conforme ele explicou: “Essas descobertas despertaram nossa preocupação e nos convenceram a centralizar nossa investigação em duas áreas principais: o aprendizado formal e a sociabilização. Esse trabalho acabou levando a um interesse inesperado na educação escolar em casa”.

Moore então escreveu Home Grown Kids e Home-Spun Schools. O resto, como dizem, é história. Os livros, publicados na década de 1980, venderam centenas de milhares de exemplares e oferecem conselhos práticos para potenciais pais educadores.

Hoje em dia, há uma imensidão de materiais de auto-ajuda, grande quantidade de produtos comerciais e oportunidades online exclusivamente dedicados a incentivar famílias a aprender juntos na conveniência de seus lares. A educação escolar em casa já passou seu período de graduação, transformando-se numa escolha testada e aprovada que permite que os filhos se desenvolvam com sucesso e aprendam conforme seu próprio ritmo. A educação em casa inspira outras histórias de sucesso. À medida que nossa nação é famosa por incentivar os imigrantes a se reinventarem e realizarem o Sonho Americano, assim também ocorre com as crianças na educação em casa, quer elas tenham ou não um QI elevado.

Acima de tudo, o mérito da educação escolar em casa é que esse modelo educacional permite novas experiências, flexibilidade e muitas tentativas até se encontrar a melhor solução. Aí está o grande contraste com a educação que o Estado dá. Como com todos os sistemas estabelecidos pelas burocracias, as escolas públicas estão atoladas numa única via, perpetuam fracassos, reagem lentamente a mudanças e resistem a todas as reformas. Não se localizam nem se detêm os erros, que estão no sistema todo destruindo tudo. Já é ruim quando tal sistema burocrático é usado para governar os contratos trabalhistas e serviço postal. É perda trágica quando é usado para administrar a mente das crianças.

Dra. Isabel Lyman é autora do livro The Homeschooling Revolution, sobre o moderno movimento de educação escolar em casa. Seus artigos aparecem em grandes jornais americanos como Miami Herald, Wall Street Journal, Dallas Morning News, Pittsburgh Tribune-Review, Investor’s Business Daily, Boston Herald, Los Angeles Daily Journal, National Review, Chronicles e Daily Oklahoman.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Bibliografia:

John Taylor Gatto, "Against School — How public education cripples our kids, and why."

Harper’s Magazine, setembro de 2003.

Ken Lewis, "Juneau man to set sail on world voyage." Juneau Empire, 16 de abril de 2007.

Raymond Moore, "Homegrown and Homeschooled." Mothering, verão de 1990, p. 79.

Entrevista por email com Micah Stanley, 2 de julho de 2007.

Fonte: Ludwig von Mises Institute

Para mais artigos sobre educação escolar em casa, visite o Blog Escola em Casa.

03 setembro, 2007

Unção da multiplicação: presentes do coração do Pai estão aguardando você

Atenção: mensagem destinada exclusivamente para homens e mulheres comprometidos e apaixonados por Jesus Cristo!

Unção da multiplicação: presentes do coração do Pai estão aguardando você

Julio Severo

Imagine o cenário. Um homem apresenta-se como pastor evangélico e as pessoas logo lhe perguntam quantos membros ele tem. Ele responde que tem dois, e todos têm dó dele, pensando que ele está no chamado errado, pois a ocupação de pastor necessariamente deve envolver a multiplicação de seu rebanho. Dois é muito pouco. Só dá para o começo.

Aliás, num evento evangélico em que estive recentemente o palestrante pediu, na sua oração, a unção da multiplicação e fertilidade sobre os pastores presentes e suas congregações. Nada mais justo. O povo de Deus tem chamado para se multiplicar. As congregações precisam estar abertas ao crescimento, recebendo novos membros. Quanto mais, melhor. Tudo o que é bom precisa crescer e se multiplicar.

Mas, na visão de Deus, não só as congregações são como rebanhos. As famílias também se encaixam nessa categoria. Aliás, quando Deus prometeu pela primeira vez sua poderosa unção de multiplicação (uma unção que todo líder cristão hoje deseja com todas as forças de sua alma), o alvo de sua bênção não era nenhuma igreja. Era o primeiro casal! E essa unção, embutida no primeiro mandamento, nunca foi revogada.

Parceiros de Deus na missão de criar seres eternos

O casal composto exclusivamente de homem e mulher comprometidos um com o outro é o ideal supremo de Deus na criação. Por isso, a família vem antes das igrejas e do Estado, tanto nos propósitos de Deus quanto na realidade do mundo natural. É por isso também que o Estado não tem o direito de redefinir o que Deus já definiu há milhares de anos: homem e mulher se casam para gerar nova vida. Essa diferença sexual fundamental nenhum chamado “casal” homossexual, lésbico, etc., consegue imitar. Mas a capacidade de gerar nova vida de forma natural é muito mais do que simplesmente criar outro ser.

Deus deu ao ser humano um privilégio exclusivo: participar na criação de outros seres humanos com espírito.

O homem foi criado com espírito para viver para sempre com Deus. Depois que a raça humana foi infectada pelo vírus do pecado, esse privilégio foi removido. Contudo, quando o homem se arrepende de seus pecados e se entrega totalmente a Jesus, seu espírito de novo ganha o direito de viver eternamente com Deus.

Viver eternamente com Jesus Cristo é uma bênção muito maior e mais importante do que ter mansões, fortunas, riquezas, mulheres, fama, etc.

Quando entendemos que temos um espírito — uma vida espiritual invisível —, compreendemos também que fazemos parte de uma realidade espiritual e invisível. Com essa perspectiva, temos valores espirituais — valores que vêm do próprio Deus, pois Ele é o Criador de tudo o que é visível e invisível. Ele é Senhor e tem controle sobre o mundo material e espiritual.

Animal reproduz animal. Mas o homem não reproduz um animal. O ser que o homem gera com a participação fundamental da mulher, por capacitação soberana de Deus, é muito mais do que um “filhote” — é um ser humano criado conforme a imagem e semelhança de Deus, é um ser humano que possui um espírito eterno e é literalmente um galardão (presente) de Deus para o casal.

Presentes de Deus!

“Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta”. (Salmos 127:3-5 ACF)

Nada tem mais valor do que as riquezas espirituais. Quando Deus diz que filhos são bênçãos para os casais que O temem e honram, Ele está descrevendo também bênçãos espirituais. Ele chega a dizer que bem-aventurado é o homem que encher deles a sua aljava, isto é, feliz e sortudo é o homem de Deus que se encher de filhos! É um pensamento bem radical, mas veio da Mente certa, de modo que se nossos pensamentos são diferentes, é só confirmação do que o próprio Deus diz:

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”. (Isaías 55:8-9 ACF)

Quando Deus diz que bem-aventurado é o homem que enche de filhos a sua aljava, ele está chamando os casais comprometidos com Ele para uma vida de felicidade e multiplicação:

  • Multiplicação de bênçãos: repartir com os outros as bênçãos que Ele concede, principalmente o Evangelho.
  • Multiplicação de valores espirituais: discipulando e ensinando outros nas verdades e princípios da Palavra de Deus (cf. Mateus 28:20).
  • Multiplicação de filhos: tendo abertura para receber de Deus todos os filhos que Ele quer dar, sem Lhe impor limitações e restrições.
  • Multiplicação de valores espirituais: discipulando e ensinando os próprios filhos nas verdades e princípios da Palavra de Deus (cf. Mateus 28:20).
  • Multiplicação de visão: treinando seus filhos para espalhar as verdades e princípios aprendidos da Palavra de Deus (cf. Mateus 28:20).

Se filhos são presentes de Deus, então onde está a disposição de recebê-los? Quem já ouviu falar de alguém que recusou presentes de um grande amigo? Quem já ouviu dizer de alguém que manteve propositadamente sua casa trancada de todas as formas possíveis a fim de que seu melhor amigo não pudesse alcançá-lo com seus presentes?

Entretanto, muitos cristãos agem dessa forma. Deus lhes deu o dom da fertilidade, porém eles se trancam para Ele. Alguns casais cristãos chegam a afirmar que se for a vontade de Deus lhes dar filhos, a contracepção não O impedirá — como se Deus tivesse a obrigação de quebrar portas e janelas da nossa vida para nos forçar a receber Suas bênçãos.

Além disso, o ato de mutilar propositadamente o templo do Espírito Santo não é um pecado pequeno. A própria lei humana estipula penalidades para o indivíduo que, por exemplo, amputar deliberadamente um braço ou perna saudável do próprio corpo. Isso é loucura.

Apesar do valor dos braços e das pernas, quem é que enxerga que um membro muito mais importante e saudável está sendo mutilado e danificado exclusivamente para satisfazer os prazeres e ambições pessoais em detrimento do funcionamento natural ordenado por Deus da sexualidade humana? É possível imaginar alguém que queira amputar a língua a fim de ter algum tipo de prazer e evitar deliberadamente a função natural de falar e sentir gosto?

A única parte do nosso corpo que tem o poder de gerar vida é o órgão sexual, em complementação com o sexo oposto. Por isso, se não faz sentido destruir a função natural da mão ou do pé, menos sentido faz ainda destruir a capacidade de gerar nova vida que o próprio Deus concedeu à sexualidade humana. Só existe alguém — nada bonzinho e santo — que pode estar por trás das atitudes, políticas, programas e métodos de destruir essa capacidade…

Quem controla quem: IPPF, potestades e ambições pessoais

Em nada me impressiona que os ímpios na sociedade queiram o controle da natalidade. Em nada me admira que Lula e seus programas de governo promovam tanto o controle da natalidade. Seus programas incluem educação sexual pornográfica, imposições gayzistas e outras formas de estuprar a sexualidade natural dada por Deus. Gente assim merece o controle da natalidade!

Entende o que quero dizer? Eles realmente merecem um controle necessário na sua própria sexualidade, de modo que não lhes nasçam outros seres inocentes para serem contaminados e contaminarem as próximas gerações com os mesmos valores que eles próprios têm.

Quem apóia o aborto, o homossexualismo e outras perversões não merece ter filhos para prosseguir suas más obras nas gerações seguintes. De fato, eles próprios concordam, pois são eles que promovem e querem a esterilização como forma de controle da natalidade. Eles não merecem ser atendidos em seus desejos pessoais?

Embora Deus queira que os justos se multipliquem, a vontade dEle é que os maus não deixem descendentes (cf. Salmo 37.28b,38). Nessa perspectiva, pode-se dizer que o planejamento familiar, principalmente a esterilização, cumpre perfeitamente o propósito de Deus para os maus. Além disso, eles próprios adoram o controle da natalidade!

Essa “adoração” é compreensível. O termo controle da natalidade é tradução exata do termo original em inglês birth control, criado por Margaret Sanger, famosa teósofa e fundadora da primeira e maior entidade de controle da natalidade do mundo, a Federação Internacional de Planejamento Familiar — mais conhecida pela sigla inglesa IPPF. A IPPF é hoje a maior entidade promotora do aborto e educação sexual pornográfica no mundo, e está participando “discretamente” da campanha que o governo Lula vem provocando para legalizar o aborto.

Os ímpios, com suas políticas, programas e métodos “onipresentes” de planejamento familiar, estão literalmente revogando em suas vidas o primeiro mandamento de Deus. Aliás, eles revogam muito mais quando o assunto é obediência aos princípios de Deus. Para eles, os mandamentos de Deus estão ultrapassados e ponto final!

Contudo, os homens e as mulheres atentos ao coração de Jesus estão abertos aos presentes do Pai. Seu decreto de multiplicar Seus presentes nas nossas vidas nunca mudou. Ele nunca o revogou. Quem o revoga somos nós, mediante nosso próprio orgulho e falta de fé. Quem o revoga somos nós, quando não enxergamos o valor da multiplicação que Deus determinou para nossos casamentos e famílias.

O pior é que muitos cristãos, percebendo ou não, fazem essa revogação em suas vidas sob a inspiração da mentalidade da fundadora da IPPF! Essa mentalidade hoje controla tanto a nossa geração que seu poder só pode ser atribuído à operação de potestades espirituais, pois tanto pagãos quanto cristãos foram sistematicamente doutrinados a pensar que “controlam” sua sexualidade quando na verdade eles próprios é que estão sob controle. É um controle da mentalidade que leva ao controle da natalidade.

No caso dos cristãos, o assunto é muito, muito mais sério, pois nem eles mesmos, e muito menos modismos teosofistas ou operações de potestades, deveriam controlar uma área que, por direito, deveria estar sob o controle direto do Dono dos templos do Espírito Santo.

Ao que tudo indica, muitos desconhecem o fato de que Annie Besant e outros teósofos da Nova Era foram pioneiros nas campanhas para que os casais cristãos tivessem menos filhos. Por incrível que pareça, os princípios da Nova Era fazem sucesso entre os cristãos até hoje.

O valor da multiplicação

Esquecemo-nos de que a própria realidade fornece exemplos notáveis do valor da multiplicação. O pastor de ovelhas vê com bons olhos a multiplicação de seu rebanho, porém fica preocupado quando as ovelhas não dão cria. Todos querem a multiplicação do que é bom. O fazendeiro vê com bons olhos a multiplicação de seu gado — quanto mais, melhor —, porque o gado tem valor.

Mas quem tem gatos ou cachorros não quer multiplicação, ou quando quer, é uma multiplicação muito controlada e por tempo muito limitado — e fica preocupado com o aumento desordenado das proles. O fazendeiro vê tudo de modo muito diferente, pois para ele não existe aumento desordenado de gado, porque toda multiplicação de gado, por maior que seja, é muito bem-vinda!

O “controle da natalidade” é uma medida necessária no caso de cães e gatos. Mas ninguém pensaria em aplicar medidas de “controle da natalidade” no gado. O motivo é bem simples: Só o que tem valor é digno do nosso desejo de multiplicação.

Esse exemplo não serve inteiramente no caso dos seres humanos, pois Deus nos deu uma posição muito mais elevada do que a posição de meros animais. Nenhum animal tem um espírito que possa viver eternamente.

Os justos têm um chamado infinitamente superior. Eles são chamados para criar filhos que serão poderosos na terra! (Cf. Salmo 112:2) O que são filhos poderosos, na visão de Deus? São homens e mulheres que farão uma diferença neste mundo, ajudando a expandir o Reino de Deus em todas as esferas da sociedade.

Se você é pastor, é claro que você deseja na sua igreja um exército de membros assim. Mas lembre-se: Deus deu essa promessa para as famílias.

Por isso, pastor, ensine e profetize sobre as famílias da sua igreja a mesma bênção de multiplicação que você profetiza para o aumento de sua própria congregação! É uma oração que, sem dúvida alguma, agradará muito ao Pai que projetou a família.

A fé com reservas pode agradar a Deus?

Quando um homem justo abre todas as áreas da sua vida para Deus, porém fecha a área da fertilidade, ele está dizendo: “Senhor, eu confio em ti em muitas coisas, mas essa área eu não entrego. Essa área vai ficar sob meu controle, porque confio muito mais em mim mesmo do que em ti. Além disso, não sei o que o Senhor poderia fazer com minha vida se eu deixasse essa área aberta e consagrada para ti!”

Ou então tente imaginar um homem ou mulher dizendo a Deus: “Sei que meu corpo é templo do Espírito Santo, mas preciso mutilar minha sexualidade, pois nessa área só quero prazer e poucos (ou nenhum) filhos”.

Outra grande desculpa para não se receber esses presentes especiais de Deus é a pobreza, como se todas as famílias grandes da Bíblia fossem compostas de milionários sentados à beira de piscinas, tomando refrigerantes gelados e sem nada para fazer o dia inteiro.

Pelos padrões atuais, as famílias grandes da Bíblia eram extremamente pobres: não tinham meios de comunicação, eletricidade, água encanada, telefone, transporte, geladeira, televisão, acesso a ônibus, jornais, etc. Não tinham também a grande variedade de alimentos que temos hoje. Eles tinham muitas vezes 10 filhos, quando não existiam fraldas comuns — fraldas noturnas, nem pensar!

Em vez de piscinas, eles trabalhavam debaixo de sol, e crianças e adolescentes viviam tão ocupados que não tinham tempo algum para se envolver com sexo, drogas e crimes. Eles tinham de passar grande parte do tempo plantando a fim de comer, num trabalho muito exaustivo.

Os casais de Deus no Antigo e Novo Testamento tinham uma vantagem sobre nossa geração. Eles amavam suas famílias muito mais do que nós hoje amamos nosso dinheiro, contas bancárias, viagens turísticas, profissão, diplomas, carros, etc. Eles queriam a multiplicação de seus filhos muito mais do que nós hoje ambicionamos a multiplicação de perecíveis riquezas.

E se o problema é de fato a pobreza, a resposta errada vem do governo, que prega insistentemente o planejamento familiar como a melhor solução para as famílias. A resposta certa, para os casais que amam Jesus Cristo, vem do próprio Deus: “Mas [Deus] livrou os pobres da miséria e fez com que as suas famílias aumentassem como rebanhos.” (Salmos 107:41 NTLH)

Se você é um marido ou esposa pobre, entendeu o que Deus quer fazer na sua vida? Ele quer livrar você da pobreza e fazer sua família aumentar como um rebanho, de modo que os valores, princípios e ensinos que você ensina sejam multiplicados por meio da vida dos seus filhos, que prosseguirão o que você faz, preservando e divulgando seus valores, princípios e ensinos no futuro.

Contudo, se você tem valores, princípios e ensinos que não valem a pena, então realmente não vale a pena você ter filhos. Tudo o que você pode fazer, nesse caso, é pedir que Deus faça um conserto especial em você e sua família.

O controle da natalidade não é resposta nem bênção para homens e mulheres de Deus, que não deveriam trancar sua sexualidade para o Dono de todos os templos do Espírito Santo. Mas é inegável que o controle da natalidade é a resposta ideal para homens e mulheres que não respeitam a Deus.

O seguidor de Jesus tem também outras questões a considerar se reluta em deixar Jesus ser Senhor da sua área sexual. Muitos métodos anticoncepcionais provocam micro-aborto. É por isso que, mesmo para os ateus que tanto gostam do planejamento familiar, o melhor e mais recomendável é que eles se esterilizem, em vez de se apoiarem em métodos anticoncepcionais que matam bebês bem no início de seu desenvolvimento dentro do útero de suas mães. A esterilização os impedirá de deixar descendentes sem matar vidas inocentes.

Multiplicação e vida em abundância são bênçãos de Deus

Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente (cf. Hebreus 13:8). Ele veio para trazer, em todos os sentidos, vida em abundância (cf. João 10:10). Para os casais de Deus, a vida em abundância de Jesus também se manifesta na multiplicação que o Pai determinou para a fertilidade do casamento, para que as famílias aumentem como rebanhos, conforme Sua própria soberana vontade, que jamais deveria ser revogada por nossa própria vontade arrogante.

Deus tem para cada pai e mãe o chamado de pastorear seu rebanho de filhos. E ao aceitar esses presentes iniciais, ninguém pode antecipar quais outras surpresas de Deus poderão vir.

Deus é bom, justo e compassivo. Aliás, Ele é amor. Quando Ele traz suas bênçãos de multiplicação, tudo em nossa vida se multiplica e é “afetado” de forma positiva. Deus poderá multiplicar o número de seus filhos, conforme Sua própria decisão, contanto que você aceite a soberania dEle em todas as áreas da sua vida. Se deixar de usar o controle da natalidade, talvez você não venha a ter muitos filhos, mas se muitos chegarem, a sua alegria se multiplicará, se o seu coração de fato está no Senhor Jesus.

Você se verá como o pastor abençoado de uma igreja razoável, e só depois de ver seus netos e bisnetos é que você poderá dizer que de fato você tem uma bela igreja!

O casal Jim e Michelle Duggar é um exemplo de paixão por Jesus. Eles estão hoje discipulando 17 filhos para Ele! (Veja foto ao lado) Eles fizeram a decisão consciente de não colocar nenhuma restrição na vontade de Deus para sua família. Pelo contrário, eles estão com as portas de sua casa e coração aberta s ao Deus das surpresas agradáveis. Vale a pena visitar o site da família Duggar, em inglês: http://www.duggarfamily.com

Se tal soberania divina sobre seu corpo e sua sexualidade não lhe agrada, Deus pouco pode fazer — e é bem triste quando temos todos os presentes prontos para um amigo, mas ele se tranca a fim de não recebê-los.

No entanto, onde há braços e corações abertos, Jesus pode entregar os presentes do Seu coração, pois todas as coisas são possíveis para Deus, e todas as coisas são possíveis para quem tem fé e deixa Deus operar.

“Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem se aproxima dele precisa crer que ele existe e que ele dá recompensas aos que buscam conhecê-lo profundamente”. (Hebreus 11:6)

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Livro De Volta Ao Lar

Por que os cristãos usam o controle da natalidade?

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Quando Maior é Melhor

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